ALMA DE CORSÁRIO

alma de corsário.jpg


ALMA DE CORSÁRIO
*


 


Punem-me os deuses sempre que insubmissa?


Dos deuses zombarei. se necessário.


Assim que traga um bom soneto à liça.


Um soneto com alma de corsário.
*



Despojado. contudo. de cobiça.


Não aspirando a mais do que um salário.


Nem sequioso estando da carniça


Que no humano engendra o torcionário
*



Acendo uma fogueira que se atiça,


Inverto o rumo. assumo o seu contrário


E dou visib`lidade à coisa omissa
*



Que nasce do meu próprio imaginário:


Minha barca? Uma rolha de cortiça.


Meu oceano? O código binário.
*


 


Mª João Brito de Sousa


12.05.2022 - 09.00h
***


(Sonetos da Matrix II)

Comentários

  1. Rolha de cortiça por barco
    também embarco

    Bonito e em beleza MJ, beijinhos

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    Respostas
    1. :) Tu deves perceber mais do que eu de código binário, Anjo

      Mas se quiseres boleia na minha rolhita de cortiça, está à vontade

      Beijinhos

      Eliminar
  2. Puro talento poético. Poema deslumbrante

    Cumprimentos

    ResponderEliminar
  3. Brancas nuvens negras12 de maio de 2022 às 19:44

    "dos deuses zombarei se necessário" essa é a verdadeira libertação intelectual.
    Um abraço
    L

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Talvez seja, L., talvez...

      Hoje acordei com dor de dentes e alma de corsário :)

      Não é a primeira vez que uma dor física me acicata a rebeldia. Ainda não percebi muito bem se é defeito ou virtude, mas que é uma característica minha, é.

      Obrigada e um forte abraço

      Eliminar

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