O TRADUTOR DE TUDO(S) - Reedição

O TRADUTOR DE TUDO(S)
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Traduzia travessos travessões,
Tipificava terminologias.
Técnicas tácteis, tons, tipografias,
Transparências trocadas por tostões.
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Ténues, tremeluzentes tentações
Tendem-lhe teias. Trigonometrias!
Transpõe totais, transcende tiranias,
Tudo transfunde em tais transmutações.
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Tingem-se tempestades temerárias!
Talvez tangíveis, toscas, temporárias,
Talvez tremendas, torpes, terminais.
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Trágicos travessões, tiranos tiques...
Tudo transposto, tábuas e tabiques,
Titânica tarefa, a dos totais!
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Maria João Brito de Sousa – 20.07.2018 – 15.31h
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Ao código binário. A George Boole. A Stephen Hawking
E tudo em binários tês
ResponderEliminarsem respostas aos porquês
Bela tarde MJ, beijinhos
Estes "tês" todos até fazem muitíssimo sentido, Anjo , mas é preciso procurá-lo muito bem porque ele está meio escondido ...
EliminarFeliz tarde para ti também
Beijinhos
Adorei todos estes " T ".
ResponderEliminarNem imagino o quanto terás puxado pela imaginação, mas resultou em algo muito original, e com a qualidade de sempre.
Tentei comentar só com palavras a começar por "T" mas não consegui
Beijinhos, uma boa tarde🌼
Olá, Sandra! :)
EliminarConfesso que foi um pouco mais difícil escrever este soneto em palatais do que um soneto comum, mas estes - tenho muitos em palatais, labiais, sibilantes, vogais, etc., etc. - estão entre os meus favoritos :)
Retribuo os votos de uma boa tarde e aqui vai um beijinho!
Não sabia que se chamava palatais... enfim, com alguma vergonha vejo que a minha gramática anda muito em baixo!
EliminarMas ficou um resultado muito bom, e qualquer pessoa que o leia verá certamente a dedicação necessária para conseguir completar algo assim!
É que ainda por cima não é escrita livre, é um soneto
É naturalíssimo que não te lembres, Sandra. Creio que isto se aprende ainda no ensino básico e já devem ter passado uns anitos desde que o frequentaste :)
EliminarEu é que sou uma apaixonada pelas sonoridades das letras...
Mas espera que eu vou ver se encontro algum com labiais para te dar uma ideia do que são os sons/letras/fonemas em que os lábios são muito mais usados do que nas palatais, que obrigam a língua a bater no palato quando as pronuncias:
VELADA VISTA VEDA-ME A VISÃO
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Velada vista, veda-me a visão.
Vagas vogais vou vendo vagamente.
Voejam, vertem, vagam... voarão
Vigas e várzeas, verdadeiramente?
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Vejo verde/vermelho. Vejo em vão?
Vestígios, viscos, velas e videntes...
Víboras voam vindas do vulcão,
Vermes vomitam vergonhosamente.
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Vou vendo, vou... vi vadiar o Verão,
Voluptuoso, válido varão...
Vê-lo-ei vicejar vibrantemente?
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Viçoso o vi dos vidros das varandas;
Vivas vergônteas, velhas venerandas
Viraram vultos. Verga-se-me o ventre.
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Maria João Brito de Sousa – 18.07.2018 – 17.31h
Beijinhos
Está é a demonstração do domínio da língua. Muito curiosa justaposição das palavras, o talento no manejo da nossa expressão linguística.
ResponderEliminarUm abraço
L
Muito obrigada, L. :)
EliminarForte abraço!
Lindíssima poesia, és uma mestra nos versos... Abraços.
ResponderEliminarhttps://botecodasletras2.blogspot.com/
Obrigada, Jeanne!
EliminarSe nalguma coisa sou mestra, será no soneto :) Claro que escrevo outros tipos de poesia, mas o soneto é a minha grande paixão.
Abraços!
Soneto Sangrando o
ResponderEliminarSuplício
de Sermos o que Somos
Serenos Sempre
Seremos
Sem Signos
Seguros Seremos
Sendo
(gostaste desta?)
Gostei! Entraste nas sibilantes... Vê o soneto que hoje reeditei!
EliminarAbraço!