MARIA-SEM-CAMISA- Reedição
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Maria-Sem-Camisa
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Maria-Sem-Camisa, a sem dinheiro
Que passa pela vida ao Deus-dará,
Tem fama de ser estranha e de ser má
Mas é, tão só, poeta a tempo inteiro
*
Maria vai plantando em seu canteiro
Sementes de si mesma ... o que não há
Engendra-o Maria, e tanto dá
Ter pouco se tão rica foi primeiro
*
Maria-Sem-Camisa planta ideias
E disso vai colhendo o seu sustento
Sem cuidar da chegada ou da partida
*
Porque os frutos colhidos são candeias,
São estrelas a luzir no firmamento
Da órbita em que traça a sua vida.
*
Maria João Brito de Sousa
14.01.2008 - 21.15h
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NOTA - Este foi o primeiro soneto que editei neste Blog
Um poema que revela a autoestima da autora mas também a lucidez de perceber que o mais certo é sermos conduzidos ao isolamento, mesmo com pessoas à volta.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Tudo isso está correcto, L., mas acima de tudo este foi um primeiro esboço daquilo a que agora dou o nome de Musa :)
EliminarObrigada e um forte abraço!
Não tem camisa
ResponderEliminarporque está calor
e com toda a amizade deixo uma flor
Beijinhos e um belo fim de Semana MJ
Não tem camisa porque não se importa mesmo nada com trapos, Anjo , ao contrário de mim, agora, que mal chega o Inverno tenho de me encasular em trapos quentinhos, rsrsrs...
EliminarBom fim-de-semana e beijinhos
Percebo
ResponderEliminarNão há amor
como o primeiro
( e este poema
justifica o amor que lhe tens...)
Para mim, não houve outro, Rogério: foi o primeiro e o último, o que não significa que tivesse sido um amor perfeito. De maneira nenhuma!
EliminarMas, aqui, inicio um esboço daquilo a que agora gosto de chamar de Musa. Creio que te referes a um outro soneto...
Abraço!