UM VOO DE PARDAL - Soneto muito ligeiro, dedicado à Ligeirinha
UM VOO DE PARDAL * Eu, que tanto o pratico, sei tão mal As razões de voar do próprio engenho… Sinto que é muito meu, mas sei-o estranho E chego a acreditá-lo original Por vezes, volitando, é um pardal Que por mim passa a ver quando o detenho, Sabendo que eu, sem asas, não desdenho Um timorato adejo ocasional… E logo as mãos me adejam no teclado Por causa de um pardal me ter tentado, Por obra de tão parca tentação Que é caso pra dizer que ter voado Tem sempre uma razão, sempre um culpado E as culpas nunca são da própria mão… Maria João Brito de Sousa – 05.09.2012 – 20.10h Imagem de pardoca, retirada da net, via Google
Acho que o seu poema de hoje diz o que Picasso disse com outras palavras "eu não procuro, eu encontro".
ResponderEliminarSaúde, um abraço.
L
Conheço essa frase do viejo Pablo, L. :)
EliminarGaranto-lhe que não a tomo por soberbia, nem vaidade... é que é exactamente isso o que acontece comigo, que não sou ninguém, não aspiro a estrelatos e sei bem que nunca chegarei aos calcanhares de Pablo :) E o mesmo acontecia quando pintava: era sempre um pensamento, qualquer um, que de repente parecia querer ganhar forma e o cérebro logo tratava de me fazer pôr mãos à obra.
Só me acontece ter de procurar algo quando digo, brincando, que a Musa entrou em greve...
Obrigada e um forte abraço!
Bom dia que tou indo
ResponderEliminarBom dia, bom dia!
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