A GESTAÇÃO DO POEMA
A GESTAÇÃO DO POEMA `* Quando a mente fervilha, o verso é brando E esgueira-se rumando em rota incerta Tal qual fora deixada a porta aberta De um vazio que ao tolhê-lo o vai calando. * Que lhe não dê ninguém voz de comando, Pois bem sabe caber-lhe estar alerta Se irrompe, ideia fora, à descoberta Daquilo que nem eu sei como ou quando `* Mas não sabe que parte e vai ficando Onde eu sei que o criei porque é criando Que sinto que arriscar me vale a pena * Do tanto que há de dor se, murmurando, De rompante me nasce e vai vingando O que, da mente à mão, se faz Poema. Maria João Brito de Sousa 09.07.2012 – 18.48h *** `` IMAGEM - MATERNIDADE - Tela de Wifredo Lam - 1902/82
Admiramos a beleza do Outono mas o Verão... ah o Verão, como gostaríamos que não desse lugar ao Outono.
ResponderEliminarUm abraço.
L
No meu caso, L., é por razões muito práticas que mil vezes prefiro o Verão:
EliminarNo Verão, consigo vestir-me sozinha porque só uso umas calças leves e uma T-shirt ou uma túnica, a conta da energia elétrica desce para menos de metade dos valores de Inverno e deixo de sofrer de hipertensão arterial porque o calor é vaso-dilatador. Já no Inverno, preciso de ajuda para enfiar meia dúzia de camisolas velhas, leggings e calças por cima, dois pares de meias... bem, tudo quanto me couber sobre o corpo, que eu muito facilmente entro em hipotermia. As contas de energia disparam porque tenho de ligar o irradiador e a tensão arterial também, além de passar o tempo todo constipada e com mais dores por todo o corpo. Não há poesia nenhuma nisto, mas é a minha realidade...
Obrigada e outro forte abraço!
Tou indo indo
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