MANTO DE VIDA - Reedição
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MANTO DE VIDA
*
Conheço-me de cor e salteada:
Na amarga lucidez dos meus sentidos
Sei-me da humana cor dos meus vestidos
Sobre a lonjura incerta de uma estrada
*
Nasci assim que vida me foi dada:
Do acender da chama em tempos idos
Ao manto imaculado dos tecidos
Em que me fiz adulta e fui amada
*
Teve, o Tempo, a destreza destas mãos
Que vão compondo o manto da vontade
Aqui tecido em malhas de carbono
*
E uma Vida, qual pacto de artesãos
Urdido entre a mentira e a verdade,
Tem sempre uma incerteza por patrono.
*
Maria João Brito de Sousa
08.05.2008 - 11.08h
***
Soneto Reformulado
De vez em quando fazemos as contas do "deve e haver".
ResponderEliminarUm abraço.
Ah, L., quando me decido a explorar o meu blog, vejo que escrevi muita poesia sem qualidade nos primeiros anos.
EliminarTerei, talvez, um bom poema por cada dez sonetos que editei. Apagaria quase tudo se não ficasse com o blog praticamente vazio durante os primeiros cinco anos...
Forte abraço!
Isso acontece a todos, quando lemos ou vemos coisas que fizemos há anos... até coramos.
EliminarUm abraço.
Eu fico furiosa com a minha gritante desafinação musical e linguística.
EliminarObrigada e outro abraço, L.!
Não é caso para isso, eu sempre apreciei as suas publicações.
EliminarUm abraço.
Agradeço-lhe do fundo do coração, L., mas a verdade é que muito dificilmente encontro no meu blog um soneto antigo que não me faça sentir que é urgente eliminá-lo ou reformulá-lo.
EliminarHá, por lá, um ou outro soneto que me encanta pela sua beleza e musicalidade, mas esses são as excepções.
Isto de tornarmo-nos bons sonetistas é um processo quase tão prolongado como um curso de Medicina, rsrsrsrs...
Brilhante, fascinante de ler
ResponderEliminar.
Abraço virtual de amizade
.
Bem-haja, Ryk@rdo!
EliminarFraterno abraço virtual
Boa tarde Maria João
ResponderEliminarSoneto que gostei de ler e que achei muito bem escrito.
Acho que todos nós, quando relemos o que escrevemos há algum tempo atrás achamos sempre falhas, mas é normal, eu leio o que escrevi faz muito tempo, e apetece-me mudar tudo, mas foi noutro tempo e a poesia, a prosa e até os artigos tendem a ficar quase digamos sem aquela competência que no tempo actual, achamos. Mas não quer dizer que tenham perdido a sua qualidade.
Desejo que tenha uma semana com saúde o resto vem por acréscimo.
Um beijo
Piedade Araújo Sol
Muito obrigada pela sua simpatia e solidariedade, Piedade, mas muitos dos meus velhos sonetos estão mesmo muito, muito pobres e até há alguns ligeiramente desafinados.
EliminarNo entanto, tenciono resistir à tentação de eliminar os que não têm ponta por onde se lhes pegue e vou tentar remediar os que ainda são remediáveis, o que vai ser uma tarefa duríssima porque eu escrevia sonetos como se não houvesse amanhã
E tem razão, não posso zangar-me demasiado comigo mesma por ter escrito tantos poemas sem grande qualidade. Embora tenha escrito poesia desde que me lembro de ser eu, ainda era uma novata no soneto quando criei este blog.
A minha infância enquanto sonetista decorreu aqui mesmo... E também foi aqui, bem como no Horizontes da Poesia, que cresci e amadureci.
Retribuo os seus votos de saúde e de uma excelente semana!
Um beijo
Muito Obrigada
EliminarUm beijo
EliminarUm poema que é a Vida! Muito bom.
ResponderEliminarBeijo
Muito obrigada, Ana!
EliminarUm beijo
Um excelente poema amiga Maria João.
ResponderEliminarAbraço e saúde
Muito obrigada por ter gostado deste meu remendado Manto de Vida, minha amiga Elvira!
EliminarMuita saúde e um grande abraço!
Claro que ainda não tive coragem de tentar escrever outro soneto! Não é tarefa fácil! Mas adoro vir aqui ao teu cantinho, e este soneto está lindíssimo. Toca a alma. Beijinhos mil, uma semana tranquila para ti!🌷
ResponderEliminarOlá, Sandra!
EliminarEscrevê-lo-ás - ou não... - quando e se te sentires muito tentada a fazê-lo...
Obrigada por te sentires bem neste cantinho, que já nem sei se é meu ou da minha Musa
Boa semana e beijinhos