À AMIZADE EM TEMPOS DE LOUCURA - Reedição
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À AMIZADE EM TEMPOS DE LOUCURA
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Eu não comungo, não, dessa vontade
(há nervos de papel no meu sentir...)
E não sei que remédio ou que elixir
Possa vir a curar-te essa ansiedade,
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Mas nasce-me uma ponta de saudade
Dos tempos do café, desse ir e vir
Que urdia a nossa forma de existir
Pr`além além da costumeira intimidade
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Das cartas que jogámos, altas horas,
Das confissões totais, que nunca temo,
Dos psicoterapeutas, da ternura,
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Das noites acordadas, das demoras,
Desse sentir-demais levado ao extremo
Duma amizade em tempos de loucura.
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Maria João Brito de Sousa
Outubro, 2009
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(Soneto espístolográfico em decassílabo heróico)
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Tela de F. Botero
Os tempos mudam
ResponderEliminaros amigos já não se enxergam
mas só os Invernos nos vergam
e a cada Primavera, é renascer MJ
Parabéns ao belo poema, bela tarde com alegria, beijinhos
Obrigada, meu!
EliminarOs tempos sempre mudaram, a única diferença é que agora mudam a uma velocidade estonteante.
Bela e alegre tarde também para ti!
Beijinhos
Que bom que vai reeditando poemas que eu não conhecia.
ResponderEliminarAbraço e saúde
Obrigada pelas suas palavras de apreço, Elvira.
EliminarUm forte abraço!