UM POENTE DIFERENTE, À BEIRA-TEJO - Cavalo desenhado a ferro e fogo
Quis falar do Mondego e, na verdade, É desta foz do Tejo que vos falo, E cresce cá por dentro a voz que calo Pr`a conter as saudades sem saudade. Solta-se o sonho oblíquo à claridade E a linha de horizonte é um cavalo Que não sei se lá está, se imaginá-lo É mera ilusão de óptica, ou vontade, Pois galopa um poente à beira Tejo Rumo a estranhas lonjuras que nem vejo Por estarem tão além do meu futuro Que, do que vi, me sobra o claro espanto De um cavalo-solar que aqui levanto Rasgando, a ferro e fogo, um céu já escuro. Maria João Brito de Sousa – 01.11.2011 – 16.00h
"se a vida nos corre bem" tudo nos corre bem, até a Musa gosta de estar connosco.
ResponderEliminarUm abraço
L
Obrigada, L. :)
EliminarAinda não tenho a Musa de volta, mas não lhe sinto a falta quando se trata de escrever poemas em redondilha maior ou quadra popular, como este. O pior é quando quero escrever sonetos, vejo a "deadline" quase a chegar e não encontro nem rasto dela...
Forte abraço!