NA ENXURRADA
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NA ENXURRADA
*
Nas veias do tempo, correm vida e morte,
Ambas em desnorte e ao sabor do vento
E ouve-se um lamento, ora suave, ora forte,
Conforme o recorte do seu sofrimento...
*
Arde em fogo lento sem que alguém se importe
Esse que anda à sorte por não ter sustento
E eu que o não fomento, nem lhe sou consorte,
Dar-lhe-ei suporte? Não posso, mas tento
*
Já que me apresento pra representá-lo
Porque de si falo tendo eu quase nada
E se, despojada, não posso ajudá-lo
*
Posso bem escutá-lo e senti-lo, magoada...
Vou na enxurrada, não posso evitá-lo,
Mas porque o não calo, não morro culpada.
*
Mª João Brito de Sousa
28.10.2022 - 10.00h
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Gosto dos poemas (mensagem e denúncia) e este é bem forte.
ResponderEliminarAbraço, saúde e bom fim de semana
Muito obrigada, minha amiga Elvira!
EliminarQue tenha muita saúde e um agradável fim-de-semana!
Abraço!
No mínimo, que as nossas vozes se levantem. Poema justo e de elevação de carácter.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Muito grata pelas suas palavras, L.
EliminarUm forte abraço!
Um soneto que tem uma mensagem profunda,
ResponderEliminarum grito de alerta!
Muito oportuno.
bom fim-de-semana
Beijinhos
Piedade Araújo Sol
Bem-haja, Piedade
EliminarQue tenha um excelente fim-de-semana!
Beijinhos!
E acrescento eu
ResponderEliminarque o Costa
deveria ler estas letras
Bom e belo fim de Semana MJ, beijinhos
Obrigada, meu!
EliminarFeliz tarde, que por aqui o afastou as nuvens e está agora a sorrir. Não será um longo sorriso porque, não tarda, começa a escurecer, mas trouxe alguma alegria à minha alameda/passeio... Ai, que eu fui espreitar o e vi que a gata da minha vizinha do r/c anda fugida... vou ver se aviso a senhora!
Beijinhos!
Soneto fabuloso, qual grito de denúncia e desagrado
ResponderEliminar.
Feliz fim de semana.
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Muito grata, Ryk@rdo!
EliminarUm abraço!