UM VOO DE PARDAL - Soneto muito ligeiro, dedicado à Ligeirinha
UM VOO DE PARDAL * Eu, que tanto o pratico, sei tão mal As razões de voar do próprio engenho… Sinto que é muito meu, mas sei-o estranho E chego a acreditá-lo original Por vezes, volitando, é um pardal Que por mim passa a ver quando o detenho, Sabendo que eu, sem asas, não desdenho Um timorato adejo ocasional… E logo as mãos me adejam no teclado Por causa de um pardal me ter tentado, Por obra de tão parca tentação Que é caso pra dizer que ter voado Tem sempre uma razão, sempre um culpado E as culpas nunca são da própria mão… Maria João Brito de Sousa – 05.09.2012 – 20.10h Imagem de pardoca, retirada da net, via Google
Tagadap tagadap e tagadap
ResponderEliminarver se não tropeço
Vê-se logo que esta partilha tem mão tua!
ResponderEliminarBeijinhos mil, e as tuas melhoras!
(Ainda bem que nada esmorece a tua vontade de continuares a partilhar aqui os teus dons!)🌷
Olá, Sandra!
EliminarTenho pena que estas minhas mãos para pouco mais sirvam do que para escrever e partilhar, embora entenda muito bem que não era a isso que te referias
Obrigada e um grande beijinho!
A nossa imaginação ajuda-nos a resistir, criatividade é um bem indispensável. Achei o poema muito curioso.
ResponderEliminarUm abraço.
L
O poema é do tempo em que eu praticamente só escrevia em verso branco e verso livre. No papel , aparecia como um todo, impresso de uma assentada. Foi com grande surpresa que descobri que o podia dividir em quadras que, não sendo muito perfeitas na rima, são irrepreensíveis na musicalidade/métrica.
EliminarObrigada e um forte abraço!