NAS TUAS MÃOS
Fotografia de Carlos Ricardo * NAS TUAS MÃOS * Nas tuas mãos eu, ave, te confesso Que esvoaço, sucumbo e, já rendida, Procuro nessas mãos uma guarida Em que a chama que sou não tenha preço * Eu, ave, só te entrego o que não peço: Submeto-me à carícia prometida Nas asas da loucura em mim escondida Que tu não sonharás e eu nem meço * E que outra ave marinha ofertaria Tanta e tão profundíssima alegria, Que outra alma se daria em seda pura? * As tuas mãos… quem mais se atreveria A desvendar-lhes sede e fantasia Para enchê-las de amor e de ternura? * Maria João Brito de Sousa Maio 2007 ***
Esse é o grande e estimado resultado de quem aqui anda em diálogo com os outros. Estamos acompanhados sem nos vermos.
ResponderEliminarUm abraço.
L
E funciona, L.! Por estranho que possa parecer, garanto que "sinto"- ou imagino sentir... - a proximidade física daqueles com quem "converso" mais frequentemente.
EliminarE quando estou a produzir uma coroa de sonetos com alguém, essa sensação de proximidade é ainda mais intensa.
Há algum tempo que este fenómeno deixou de ser uma novidade, mas eu ainda não deixei de me maravilhar com ele :)
Forte abraço!
Não nos vemos, mas estamos juntos e estimamo-nos. Já conheci muitos dos que me visitaram e alguns ainda cá estão neste bairro virtual. E tenho tido muitas provas de amizade.
ResponderEliminarQuando em 2008 estive no hospital, recebi muitos emails e telefonemas para me animarem. E quando meu pai faleceu, tive leitores que se deslocaram ao Barreiro para me acompanharem naquele momento difícil.
Abraço, saúde e bom domingo
É bem verdade, minha amiga!
EliminarEm Janeiro de 2019, foram amigos da net que, quando tive o enfarte, chamaram uma ambulância. Como a situação era gravíssima, o bombeiro socorrista teve de solicitar uma VMER que me levou em alta velocidade ao hospital de Santa Cruz.
E também me visitaram durante os quase dois meses que estive internada devido a complicações e sucessivas infecções que foram surgindo.
Saúde, uma boa tarde de Domingo e um forte abraço