SONETO DO DESCONCERTO
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Tela de C. Portinari
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SONETO DO DESCONCERTO
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Desconcerta-me o mundo em desconcerto
E mais me desconcerta quem, fingindo,
Diz que o conserta e vai-o destruindo
Pra ficar, do poder, muito mais perto
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Não fosse a alma humana um livro aberto
E o futuro um romance nunca findo,
Desistiria de o sonhar bem vindo
Como água na secura de um deserto
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Mas enquanto o meu sonho tiver metas
E eu me bater por causas bem concretas,
Não deixo de sonhar, nem de escrever,
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Nem de ousar enfrentar, de verso em punho,
Os desconcertos que hoje testemunho,
Para que um dia a Paz seja o poder!
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Mª João Brito de Sousa
06.11. 2022 - 10.00h
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Não deixe de sonhar nem de escrever, minha Amiga Maria João. O mundo anda mesmo desconcertado e nós que somos criaturas "com enigmas por dentro" estamos sempre a desmanchar as peças desse enigma. Gostei deste seu soneto muito reflexivo e inspirador.
ResponderEliminarUma boa semana com muita saúde.
Um beijo.
Não deixarei, Graça!
EliminarMuito obrigada pelas suas sempre certeiras palavras.
Que tenha, também, uma feliz semana e muita saúde!
Um beijo
Mais um soneto magistral que muito gostei de ler
ResponderEliminar.
Cumprimentos cordiais e poéticos
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Bem-haja, Ryk@rdo!
EliminarUm abraço cordial e poético!
Desconcertada esta nossa vida MJ
ResponderEliminarmas com alegria
até os sonhos por realizar
serão um dia
Bela tarde agasalhada que aqui tamos sem pio
do frio, beijinhos
É verdade, !
EliminarPor aqui o tempo também está feio e mal encarado e já vai fazendo algum friozinho, mas nada de muito acentuado, por enquanto.
Beijinhos
Não está fácil assistir a tanto desconcerto sem nos indignarmos.
ResponderEliminarUm abraço
L
A opinião pública ainda tem o seu peso, sobretudo a que ainda faz tudo por manter-se tão bem informada quanto possível, e perante um mundo mais polarizado do que nunca, mal de mim se me não revoltasse, ainda que a Musa ande relutante em exprimir-se por causa daquele medicamento para as dores de que creio já lhe ter falado.
EliminarSe for loucura gritar pela Paz a curto prazo, não o será sonhá-la a médio ou longo prazo, L.
E é absolutamente imperioso que entendamos que, a médio ou longo prazo, não haverá mais Humanidade se, entretanto, a Paz não tiver vencido.
Forte abraço
Que haja algum acerto neste mundo. E Paz e Saúde! E viva a Criação Poética.
ResponderEliminarObrigada, Francisco!
EliminarSaúde, Paz e muita criatividade!
Um abraço
Nós sonhamos a Paz, mas minha querida Maria João, ou o mundo dá uma grande volta, ou a Paz não é possível no mundo atual. A Paz não dá dinheiro, nem poder. A guerra sim.
ResponderEliminarPor muito que nós empunhemos as palavras na luta.
Abraço, saúde e boa semana
Querida amiga, o mundo já está a dar uma grande volta! Infelizmente só muito raramente e em alguns poucos pontos do globo, roda no melhor dos sentidos. No entanto, não sobrarão senão - com muita sorte... - alguns poucos seres humanos, se a Paz não vier a reinar a médio prazo.
EliminarAinda acredito que a Paz venha a vencer, embora nem eu, nem a Elvira o possamos vir a testemunhar.
Abraço grande!
Não deixo de sonhar, nem de escrever,
ResponderEliminarOlá,querida amiga Mara João!
Nem eu...
É fonte energética ímpar.
Quem deixa de sonhar fica imobilizado pelo pesadelo da vida.
Escrever é magia inusitada a cada dia.
Você bem o sabe...
Tenha dias abençoados!
Beijinhos
*Maria João, desculpe-me
EliminarSim, querida Rosélia, bem o sei!
EliminarAinda me recordo das longas semanas em que estive sem poder escrever, por já estar sem qualquer visão do olho esquerdo e ter muito, muito pouca acuidade visual no direito. Tudo isto antes de ser submetida às cirurgias às cataratas, claro.
Que tenha, também, dias abençoados!
Beijinhos
Ohhh, mas não tem por que desculpar-se, Rosélia! Os erros tipográficos acontecem a toda a hora
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