ESPÓLIO
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ESPÓLIO
*
(Soneto monostrófico)
*
Quando eu partir, amigos - já me tarda
no tempo cada passo nesta estrada -,
Guardai da leda Musa que me (a)guarda
Não mais que uma pequena gargalhada
Nunca maior que um grão dos de mostarda
Que espero que lanceis em terra arada...
Cuidai de não queimar-vos, ainda que arda,
Que o que vos deixo é tudo... e não é nada
Porque não é memória que perdure,
Ou som que repercuta e que se funda
Com qualquer outro som que configure
Mensagem que vos toque ou vos contunda...
O mais certo é que o mundo ma descure
Ou que com seus opostos ma confunda.
*
Mª João Brito de Sousa
04.01.2023 - 14.20h
***
Aprecio a sua competência no domínio das palavras e das rimas.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Também eu aprecio muitíssimo a sua poesia em verso branco, L. :)
EliminarMuito obrigada e um forte abraço!
Gostei de ler embora me deixasse um travo na garganta e um ardor nos olhos.
ResponderEliminarAbraço de vida, minha amiga.
Muito obrigada, Elvira.
EliminarUm abraço de Vida também para si
Belo dia com alegria e sol radioso
ResponderEliminara essas belas sombras escritas MJ
Beijinhos
Bom dia,
EliminarEste solzinho bem podia aquecer um bocadinho que estes nove graus são muito pouco para quem, como eu, tem hipotiroidismo auto-imune de Hashimoto e, portanto, tem o termostato avariado, rsrsrs
Beijinhos!
Adorei esta estrutura formal dos catorze versos. Conteúdo e linguagem, sempre ao nível da excelência. Também gosto de desestruturar os 14 versos, mas nunca me lembrei de criar apenas uma estrofe. Também não tenho as suas competências no domínio poético, menos ainda no soneto. Se é que tenho algumas competências!!!!!!
ResponderEliminarVotos de saúde e excelente ano de 2023!
Não diga isso, Francisco! Numa área ou noutra, todos nós temos competências.
EliminarO soneto monostrófico pode perfeitamente ser utilizado, não foi invenção minha, mas... visualmente é bem menos apelativo do que o soneto comum. Embora a maioria dos meus sonetos pudessem ser monostróficos porque eu gosto de levar as palavras a galope até ao final, sem pausas entre as quadras, não creio que venha a repetir esta experiência...
Agradeço e retribuo os votos de saúde e de um excelente ano de 2023!
Ai minha amiga, palavras muito fortes e intensas! Fazem qualquer um ficar a refletir sobre tudo e mais alguma coisa! Muito bem! Beijinhos mil, e agarra bem essa Musa, ela sabe bem o que faz!🌷
ResponderEliminarOlá, Sandra!
EliminarEstou cansada e desmusada; isto que leste é só técnica poética...
Que este ano de 2023 te sorria todos os dias!
Beijinhos mil
A mensagem tocou a leitora das margens do rio Reno, que deixa um abraço forte e solidário e, acrescenta que a POESIA continua muitíssimo viva por aqui, para prazer de todos os admiradores da POETA 🍀
ResponderEliminarMuito obrigada, Teresa!
EliminarA poeta do Tejo-quase-mar promete não desistir, ainda que, de momento, desmusada de todo.
Um forte abraço!
Oi minha doce Maria
ResponderEliminarAhh, se todas as heranças fossem poesia !
Essa é comovente porque é linda e beleza me comove muito.
Não entendo de sonetos e dessa palavra diícil, só entendo da
musa que inspira todas as musas. Que nunca lhe falte,Flor
E deixei a resposta da sua perguntinha obrgando-a a ir ver rsrs
Sigamos juntas, distantes e juntas.
Beiijinhos
Ah, Lis... Já fui ver e deixei não uma, mas duas respostas à tua resposta
EliminarSei bem quão difícil é conseguir que estas maquinetas façam exactamente o que nós queremos, a menos que tenhamos algum doutoramento em engenharia informática, rsrsrs
Quanto ao que te parece uma palavra difícil, é bem mais simples do que pensas. Se um dia quiseres que eu te explique algumas coisas sobre o soneto, diz-me. Não vou insistir em explicar-te alguma coisa que não estejas interessada em saber, claro.
Na verdade é bem possível estramos distantes e juntas :) Essa foi uma das melhores coisas que estas maquinetas nos trouxeram
Beijinhos