CONVICTAMENTE
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CONVICTAMENTE
*
Estou a entorpecer, é evidente!
Convictamente sei estar-me a perder
De tudo quanto fui remotamente
E do que ingenuamente julguei ter
*
Se me recordo ainda é vagamente
Que vaga já não sou, nem posso ser,
A menos que essa vaga enfim rebente
Pra que eu consiga em espumas me rever
*
Desfeito o coração, recorro à mente
Que vendo o coração quase a morrer
Convictamente se ergue e num repente
*
Corre pra ele e fá-lo reviver...
Quão vagamente entendo o que é premente
Se tão convictamente eu me render?
*
Mª João Brito de Sousa
06.02.2023 - 09.30h
***
Palavras atravessadas por qualquer sobressalto cristalizado em torno de emoções e sentimentos concretos. Belíssimo!
ResponderEliminarJá tinha saudades suas, minha Amiga Maria João.
Desejo que esteja bem.
Uma boa semana.
Um beijo
Estive ausente durante umas três ou quatro semanas, Graça, e desta vez não se tratou de um simples capricho da Musa. Foi mais como se um grande cansaço físico e intelectual me tivesse reduzido ao silêncio.
EliminarEstou a reexperimentar-me, devagar, devagarinho, não vá o cansaço voltar...
Obrigada pelas suas reconfortantes palavras.
Um beijo
É excepcional a sua poesia, mesmo que num lamento ou, por isso mesmo, há muita beleza nestas palavras que se harmonizam.
ResponderEliminarUm abraço.
Muito obrigada pela generosidade das suas palavras, L.
EliminarEstou, neste instante, a sair de mais uma crise anginosa - dor opressiva no peito - e sinto-me insegura a todos os níveis, embora já tenha tido muitas crises destas. Faz-me bem ler uma generosa apreciação do trabalho que por cá vou deixando :)
Um forte abraço
Faço minhas as palavras do POETA.
EliminarE eu envio-lhe um terceiro forte abraço, Teresa
EliminarA minha admiração pela poeta Maria João Brito de Sousa é enorme.
ResponderEliminarA minha preocupação pela ausência da minha amiga Maria João foi dolorosa.
Abraço forte, desejando-lhe muita saúde 🍀
Lamento imenso tê-la preocupado e agradeço-lhe do fundo do coração a admiração que a minha poesia possa ter-lhe suscitado, Teresa.
EliminarRetribuo os votos de saúde e envio-lhe não um mas dois fortes abraços: um para si e outro para a sua Florentine
Um belíssimo poema, ainda que revele muito sofrimento.
ResponderEliminarAbraço e saúde
Amiga, estava tão preocupada com a sua ausência. Cheguei a deixar um comentar no blog do Rogério pedindo notícias. Não tenho o seu telefone e embora duas ou três vezes tenha iniciado um email, não sabia se conseguia lê-lo e acabei por não enviar.
Lamento tê-la preocupado, querida amiga, mas mal me sentia capaz de escrever o meu nome e durante três ou quatro semanas só utilizei o computador enquanto emissor de rádio ou como televisor. Na verdade, nem sequer cheguei a abrir a minha caixa de correio electrónico. que ainda está a abarrotar de notificações não lidas...
EliminarMas olhe que ontem voltei a sentir-me muito mal, aí por volta das duas ou três da tarde...
Enfim, creio que estou aqui hoje, mas não posso prometer-lhe que amanhã consiga voltar a publicar ou a agradecer-vos e a visitar-vos.
Tudo o que posso prometer é que farei o possível por manter o Rogério ao corrente do meu estado, embora as coisas também estejam muito difíceis para ele.
E posso também enviar-lhe o meu contacto móvel por email, claro.
Saúde e um abraço grande!
«Desfeito o coração, recorro à mente
ResponderEliminarQue vendo o coração quase a morrer
Convictamente se ergue e num repente»
Isto é mais que poesia
É uma minha radiografia
Se for o resultado da cintigrafia com perfusão do miocárdio que farei em Junho, não está má de todo, sempre poderei contar com a rápida e solidária intervenção da mente :)
EliminarForte abraço, Rogério!
Bonito coração em palavras envolto MJ
ResponderEliminarBelo dia de Sol com alegria, beijinhos
Obrigada, !
EliminarBelo dia de Sol, mas com uma ventania muito pouco convidativa, por aqui.
Beijinhos!