DA ARTE DE BEM CAVALGAR UM SONETO

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DA ARTE DE BEM GAVALGAR UM SONETO
*



A arte de bem cavalgar um soneto


Pede, antes de tudo, um ouvido apurado,


A extrema leveza de um vôo de insecto


E um pouco da garra de um bicho indomado...
*



Começa o galope, de início inconcreto,


Depois, em crescendo, mais bem concentrado


No espaço e no tempo. Seria incorrecto


Dizer que o soneto correu tresloucado
*



Até ao final do segundo terceto,


Pois já no primeiro está determinado


A seguir um rumo certeiro e directo
*



Para, finalmente, parar já cansado...


Em linhas gerais, se aceitares este repto,


São estas as "regras" do repto lançado!
*


 


Mª João Brito de Sousa


29.03.2023 - 22.15h
***

Comentários


  1. Sem palabras por agora senão as de gratidão pelo seu poema e as necessárias para aceitar o repto querida María João.
    Vai ser um desafio exigente, sobretudo quanto ao ouvido apurado!
    Até breve! Boa noite, um abraço!

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    1. Se sente que não tem um ouvido muito apurado, talvez seja melhor começar pelo sonetilho que é um soneto composto por versos de sete sílabas métricas: depois de ter sido contagiada pelo bichinho da poesia musical (metrificada) vai ver que é bem menos difícil do que parece.
      Agora muito a sério, tente mesmo ler os grandes autores clássicos em voz alta até os conseguir ouvir como quem ouve uma música: com cadência, melodia e compasso.

      Este soneto é em verso hendecassilábico, não é, de maneira nenhuma, o ideal para quem se está a iniciar. Peço desculpa, mas foi assim que ele me começou a nascer e eu sigo sempre ao compasso do primeiro verso, nunca contrario a metafórica cavalgada.

      Bom descanso e até amanhã :)

      Abraço

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    2. Bom dia Maria João, obrigada pelas suas sugestões! Antevi as dificuldades, mas não sou de desistir, e descobri estar apaixonada por esta forma de expressão, a poesia, por isso será sempre em frente, embora em compasso lento que tentarei que seja leve, e ritmo irregular que se conseguir será expressão de entusiasmo.
      Não tem que pedir desculpa.
      Fico maravilhada com os seus poemas e mostro os a todos aqui no ninho, e é unânime: Poemas de valor, como escreve bem! Em espetacular maestría!
      É com agrado que descubro o processo criativo, obrigada por o partilhar comigo:
      "sigo sempre ao compasso do primeiro verso, nunca contrario a metafórica cavalgada."
      Também é assim que início a escrita dos textos das publicações. Há sempre uma primeira frase que depois traz as outras atrás, na maioria das vezes não sei o rumo da escrita e muitas fico surpreendida com o que vai surgindo, quase com vontade própria. Essa tal livre cavalgada terá de ser aplicada na escrita do soneto, obrigada pela sugestão da leitura, pois realmente tenho um ouvido pouco dotado, mas que vejo pode ser exercitado.
      Vamos ao trabalho!
      Abraço de bons dias para si, Maria João, de coração com gratidão.

      Dia feliz!

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    3. Bom dia, Cotovia

      Não me agradeça que o prazer é todo meu. Os sonetistas portugueses não se encontram por aí aos molhos e eu fico felicíssima sempre que descubro alguém que se interesse pela pequena canção que é o soneto. No entanto, não deve ser irregular no ritmo. Leve como o vôo de um insecto, sim, mas não irregular, porque todo ele é um jogo musical entre sílabas átonas e tónicas que devem seguir um padrão sonoro até ao final.

      Feliz dia, bom trabalho e um grande abraço

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    4. Vou então ter de domar esta minha inquietude e irregularidade na expressão das emoções para conseguir esse efeito sonoro, vai ser tarefa muito exigente, antevejo, mas cá estarei.
      Aqui pelo ninho, perdão, pela casa tenho um excelente exemplo de ouvido musical, que é uma característica que sempre admirei, e este em especial, é, e será, o meu maior crítico, o meu público mais difícil, mas a exigência é o caminho natural da aprendizagem.
      Vamos caminhando juntas nesta minha descoberta, que tenho a agradecer sim, e quando felizes, o caminho será de certeza, alegre e recompensador.
      Esperemos que o resultado materializado no soneto também o seja!
      Obrigada, outro abraço Maria João

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    5. Tente primeiro o sonetilho, só para palpar e sentir a pulsação do verso musicado. E atenção, eu gosto muito de música, mas não saberia ler uma pauta de música das mais basicazinhas, rsrsrs... Por isso falo frequentemente da "pauta invisível" que uso para os meus sonetos. Só conheço bem a musicalidade das palavras que ora trinam como guitarras, ora gorjeiam como pianos, ora reboam como instrumentos de percussão...

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    6. Vamos tentar o sonetilho então em primeiro lugar. E sim, tenho aqui no ninho o "homem dos 7 instrumentos", ou pelo menos todos os de cordas e percussão e um bom letrista e compositor musical... Enquanto eu...bem sou um bocadinho desajeitada mas sei reconhecer a musicalidade e qualidade, não está tudo perdido, e porventura será possível a descoberta d' "a musicalidade das palavras que ora trinam como guitarras, ora gorjeiam como pianos, ora reboam como instrumentos de percussão..."
      Oxalá este barco aventureiro chegue a bom porto, nesta minha paixão e descoberta tardia. A vontade está cá, por isso vamos lançar as velas sem demora que o vento não espera, e nem que seja a força de remos, a algum lado chegarei, mais importante, exercer a conjugação e a emoção do verbo apreciar.
      Mais um abraço, Maria João

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    7. Hummm... cinquenta e quatro, não é? Pois eu que escrevia poesia em verso branco desde pequenina, apaixonei-me pelo soneto quando tinha nada mais, nada menos que cinquenta e cinco anos

      Até sorri quando li "paixão tardia", que é o que eu costumo responder acerca de mim mesma quando me perguntam quando me apaixonei pelo soneto...

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    8. Fico feliz com estas sintonias, mas ainda mais com um sorriso seu Maria João!
      Há então esperança para esta Cotovia, uma luz ao fundo neste túnel da aprendizagem, cuja metáfora é adequada, pois a dificuldade está no início, pela constatação da abrangência do saber, o quanto se desconhece e o persistir na aprendizagem deste saber, que sendo uma paixão, é como todas as paixões, avassaladora!
      Abraço forte 🐦

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    9. Sim, Mafalda Cotovia, é uma paixão avassaladora, mas a minha convicção de que a poesia musicada/metrificada não pode perder-se e deve continuar o seu caminho na Literatura Portuguesa, coloca-me numa posição algo delicada. Escrevo por compulsão, mas nunca perco a certeza de que, como os demais sonetistas, a responsabilidade de quem trabalha/tece/toca o soneto é enorme.

      Com os principiantes, é diferente, mas os que há muito se batem pelo soneto têm a obrigação de dar constantemente o seu melhor. E claro que devemos "trazer" o soneto para a actualidade, mas sem lhe macular a forma/musicalidade que é absolutamente preciosa pois foi sendo aperfeiçoada por grandes mestres ao longo de muitas décadas.

      As cotovias cantam que é uma maravilha Não creio que seja excepção

      Agora tenho umas tarefas em mãos. Até logo e um forte abraço

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    10. Obrigada Maria João, boas tarefas, corra tudo bem!
      (Já tenho uma pasta aqui no telemóvel para ir reunindo todas as sugestões e conhecimento que partilha comigo, para poder começar este caminho no apaixonante Mundo do Soneto na Literatura Portuguesa.)
      Até já.
      Abraço de asas bem forte e agradecido. 🐦

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    11. Não tem de quê, Mafalda Cotovia.

      Há uma coisa importantíssima de que quase me ia esquecendo : quando ler os sonetos dos grandes clássicos, portugueses e brasileiros, leia-os primeiro em silêncio e, depois, várias vezes em voz alta, pausadamente. Verá que em breve se começa a aperceber da cadência que rege todos estes poemas.

      Abraço forte de asas bem abertas

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    12. Assim farei! Obrigada pelo apoio e suporte, sinto que ainda estou na fase de tentar perceber como pôr a sela neste cavalo de fogo... mas ao mesmo tempo muito grata por se ter disposto a partilhar o seu chapéu literário com esta desajeitada Cotovia.
      Obrigada Maria João, de coração.
      Continuação de melhoras, domingo está mais próximo, já falta pouco para poder ter uma noite sem os aborrecidos ritmos de 6/6, embora necessários.
      Abraço forte de asas 💕🐦

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    13. Nem todos os sonetistas "sentem" e escrevem exactamente como eu sinto e escrevo, Cotovia, embora hoje tenha "ouvido" dois dos melhores dizerem-me que era exactamente assim que sentiam... Creio, no entanto, que cada qual tem a sua forma de trabalhar as ideias e o ritmo. Além do mais é cedíssimo para pensar em galopar no cavalo de fogo!

      Por enquanto vá "despacito, pasito a pasito" :). Eu comecei logo por saltar para cima da desenfreada montada, mas já conhecia o soneto desde muito pequenina e só o não montei antes porque me convenci, na adolescência, que não era suficientemente inteligente para poder ser uma boa sonetista.
      Daqui a uns anos, quando e se dominar todas as outras formas de soneto, há-de experimentar o ritmo 6/6 sem ser nos antibióticos. É que esse ritmo é o do soneto alexandrino, o mais difícil e o mais temido de todos os sonetos. Eu própria só o comecei a escrever anos depois de ter montado centenas de vezes todos os cavalos de fogo que existem. Esse é um ... sei lá... olhe, um tigre de fogo!

      Abraço de asas abertas

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    14. Vejo a associação ou relação entre a toma de antibiótico de 6/6 e o soneto Alexandrino como um tigre de fogo, e que creio ter sido a idade aproximada em que a Maria João começou a escrever poesia?
      E para mim, que tenho muita dificuldade em memorizar, estas associações facilitam a aprendizagem, de modo a poder recorrer a esse conhecimento de forma intuitiva. Irei com toda a certeza recordar, através desta imagem, qual o ritmo do soneto alexandrino... quando for. Até lá sim, Despacito, pasito a pasito ;)
      Obrigada, abraço forte de asas 🐦

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    15. Isto é estranho, mas é verdade, Cotovia: antes de saber escrever, entre os meus dois e três anos, eu comecei a compor oralmente quadras em redondilha maior, Foram dezenas e dezenas que o meu avô poeta tinha o cuidado de registar em papel e datar, escrevendo Chininho por baixo. Chininho era o carinhoso "petit nom" pelo qual eu era tratada pelo meu avô poeta :)
      Escrever, escrever poesia, só pelos meus seis anos e sempre em verso livre ou branco, mas não foi por isso que me lembrei do verso alexandrino e sim por ele ser composto por dois hemistíquios simétricos de seis sílabas poéticas 6/6. Mas deixemos esta fera para depois, senão ainda a assusto e pensa que isto tudo é mais difícil do que na realidade é... :)

      Outro abraço alado

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    16. São coincidências numéricas, acasos, felizes diria eu.
      E não me assusto, percebo a dificuldade, mas nada bem de forma simples na vida, essa é uma realidade. Além disso é muito útil para que eu possa apontar tudo o que sugere, mesmo que seja como os todos os livros que o meu pai me deixava ler desde os 7 anos, (mesmo se achasse que já sabia ler aos 4 anos, nisso revejo-me no meu neto), que eu passava muitas folhas sem ler nem perceber, mas lá ia indo e "lendo" tudo que apanhava à mão. Por isso percebo a estranheza e aprecio-a. Mais tarde perceberei, se conseguir, senão o percurso é o importante, como diz a minha mãe, só se arrependeu do que não fez.
      Obrigada pelo abraço alado que retribuo com força!
      Melhoras!

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    17. Pouco sobrou do muito que produzi durante a minha infância, quase tudo se foi perdendo em mudanças de uma para outra residência, mas este poema ficou:

      É meia noite
      Que ninguém se afoite a ir à janela!
      *


      A chuva cai, cai
      E ai dela...
      *


      A chuva cai, cai
      E vai perder-se no telhado
      Onde morava o gato negro e esfomeado...
      *

      A chuva cai
      Em pingos amargos e de dor
      E tudo molha, e tudo estraga ao seu redor...
      *

      A chuva cai
      E o velho gato negro esfomeado
      Cai morto no telhado...
      *

      Mas eis que o dia chega
      E tu, ó noite, vais
      E o velho gato negro vai pr`ó céu dos animais...
      *


      Agora a chuva já não cai...
      E o velho gato negro?
      *


      Já não se ouve o seu miar
      Porque o velho e negro gato
      Já tem onde morar.





      Maria João Brito de Sousa - 1959 (sete anos)

      Abraço alado!

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    18. muito lindo! Adorei a ternura deste poema, é bom sentir que temos sempre uma casa para morar, e mesmo na última morada, continuaremos a morar no coração daqueles com quem moramos, e que até os mais desfavorecidos tem um lugar neste mundo, e no caso, no dos céus e no da pequena criança que sobre este gato negro fez uma impressionante poesia.
      Mais ainda com apenas 7 anos de idade.
      Se calhar, finalmente, estou a perceber o seu receio de que eu me assuste!
      Mas não me assusto, muito pelo contrário, fico feliz por existirem Pessoas como a Maria João.
      Abraço alado, e boa tarde de sexta-feira.

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    19. Confesso, aqui para nós, que este poeminha nasceu para tentar comover o meu avô poeta e fazer com que ele aceitasse mais um gatito sob o nosso tecto... É que este felino existiu mesmo e eu via-o deitado no beiral do telhado, quando me debruçava na varanda :)

      Não tive sorte nenhuma. O avô comoveu-se, mas não cedeu e o gato continuou a andar por ali em vez de vir viver dentro de casa. Felizmente, não parecia tão esfomeado quanto eu o pintei no poema, nem morreu até nos mudarmos para a casa de Linda-a-Velha, anos depois... :)

      Não, não tenho receio de que se assuste comigo que sou uma velhota que mal se pode mexer. O meu receio é em relação aos sonetos! Temo bem ser uma professora que se põe a conversar sobre tudo e mais alguma coisa em vez de começar pelo princípio e ir desenrolando o fio muito lentamente :)

      Olhe, como não me parece provável que encontre muitos sonetilhos por aí, vou-lhe trazer um para se ir habituando à cadência da redondilha maior- sete sílabas poéticas, sendo que a que conta como final é sempre a última TÓNICA (sílaba aberta, forte) de cada verso.

      SONETILHO COM VISTA PARA OS MARES DA LUA

      *



      Hoje a Lua está tão perto

      Que quase posso tocá-la

      E dela espero o incerto

      Das marés que irão banhá-la

       *



      E julgo ter descoberto

      Que é desse mar que ela fala,

      E  é nessas marés, decerto,

      Que eu hei-de um dia alcançá-la…

      *



      Da janela em que repouso

      Olho esses mar`s que mal ouso

      Se calha ao longe avistá-los

      *

       

      E lá por serem lunares

      Não deixarão de ser mares

      Nem eu vou deixar de amá-los!

      *

       

      Maria João Brito de Sousa – 01.11.2010 – 15.41h

      Abç

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    20. Fico sem palavras, a sua generosidade é imensa. O único susto que agora se apossa de mim é que a tão grande sorte de a Maria João me ter encontrado, sem que eu nada tenha feito de bom para o merecer, termine sem que eu nada possa fazer.
      Mas vou ter esperança de que não deixe de gostar desta aprendizagem em trocas de comentários e partilha do seu conhecimento e sonetos.( Sou muito esperançosa ;) e otimista)
      Irei tentar fazer a divisão silábica do sonetilho Com Vista Para os Mares da Lua, depois de o ler para mim e em voz alta, para aqui partilhar.
      Abraço com gratidão. 🐦

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    21. Não se preocupe com isso, Cotovia! Se acontecer apaixonar-se a sério pela poesia musical/metrificada, aconteceu, se não se sentir contagiada pelo bichinho da palavra melódica, é porque não tinha de acontecer :)

      Eu posso dar tão pouco com esta minha mobilidade reduzida, as malfadadas mazelas autoimunes e com a minha reforma mínima, que se puder dar um pouquinho do que sei até me fico a sentir menos inútil :)

      Além do mais, eu própria passei 55 anos da minha vida sem coragem para escrever sonetos. Ainda nem compreendi muito bem como foi que, dum momento para o outro, ganhei coragem e mergulhei de cabeça no maravilhoso mundo do soneto. Só sei que aconteceu e que, desde então, a paixão eclodiu com tal força que nunca mais quis outra coisa :)
      Também não se deve preocupar com a meu desinteresse, caso não sinta a mesma paixão que eu sinto pois a menos que esteja numa fase mais aguda das minhas mazelas ou hospitalizada e não possa de todo comunicar, não tenho por hábito abandonar conversas que considero interessantes, nem esquecer pessoas que me tenham merecido atenção.

      Além do mais, sou uma humana com costela de gato mas com um grande, enorme, carinho por todo o tipo de aves

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    22. Obrigada pelas suas palavras fico assim mais tranquila quanto ao equilíbrio desta balança onde há tantos elementos, entre melodias, sintonias, interesses contraditórios, adequada manifestação social, gerir a natural timidez, um mundo novo está a espera desta pequena Cotovia, que gosta tanto de gatos como de cães, e abriga muitas outras espécies no coração comandado por um escorpião, que gostava de ser abelha, para passar o dia a trabalhar no meio das flores, na companhia do céu, das nuvens, e do vento que passa... E só muito às vezes fica cansada, e gostava de ser como um urso pardo, para ir hibernar um pouco numa gruta sossegada. ;)
      Mas, haja ânimo e cá estamos e estaremos!
      Abraço forte Maria João. 🐦

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    23. Até me aumentarem a dose de Levotiroxina, também eu passava os invernos a tremer de frio e a sonhar com uma caverna bem funda e quentinha da qual só saísse quando chegasse a Primavera :)
      Este ano, graças ao medicamento que mencionei, já não sofri tanto com o frio e até abandonei o hábito de andar por casa com um cachecol á volta do pescoço, o que era atroz porque volta e meia uma das pontas do agasalho acabava por entrar inadvertidamente no recipiente da água da Mistral, ou mesmo no balde da água de lavar o chão...um nojo!

      Se conseguir fazer a divisão silábica do sonetilho sem ajuda, dou-lhe um doce! Mas olhe que as sílabas poéticas não se contam como as sílabas gramaticais. Há diferenças e não são poucas nem pequenas...

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    24. Percebi que não pois com a sua "pista" de 7 sílabas poéticas percebi que a minha divisão inicial estava incorrecta.
      Por isso fiz nova tentativa e vou propor-me a apresentá-la mas sem expetativa de doce que não tenho certezas nenhumas.
      Aqui vai... Espero que esteja preparada caso o disparate seja mais que muito ;)

      Ho/je /a /Lua /está/ tão /perto
      Que/ qua/se /posso/ to/cá-la
      E /dela /es/pero /o /in/certo
      Das /marés /que i/rão ba/nhá-la

      E/ jul/go /ter /des/co/berto
      Que/ é /desse/ mar/ que/ ela /fala,
      E /é /ne/ssas /marés,/ de/certo,
      Que/ eu/ hei-de /um /dia/ al/cançá-la…

      Da/ ja/nela /em /que /re/pouso
      Olho /esses/ mar`s /que /mal /ouso
      Se /calha /ao/ lon/ge /avis/tá-los

      E /lá/ por /se/rem lu/nares
      Não /dei/xa/rão/ de /ser mares
      Nem /eu /vou /deixar/ de /amá-los!

      Agora Maria João vou um bocadinho ali para proteção da toca do escorpião tentar manter a calma ;) com a certeza de que vou ficar a ver navios, que é como quem diz, não vai haver rebuçado...

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    25. Se eu tivesse algum rebuçado que pudesse enviar-lhe por artes mágicas, enviar-lho-ia, só pelo esforço, Cotovia :) É impossível para quem não conhece a métrica poética acertar logo à primeira... ou mesmo à segunda, terceira, quarta, quinta, etcoetera :)

      Na métrica poética existem imensas crases. As vogais absorvem-se mutuamente quando se posicionam no final das palavras, ou seja, tem de se fazer a divisão silábica tal e qual se pronunciam as palavras na frase/verso. A oralidade é e será sempre a autoridade máxima da poesia metrificada. Aqui vai o sonetilho devidamente escandido com os votos de um merecido descanso na toca do escorpião:

      Ho/je a/ Lu/a es/tá/ tão/ per/to 7

      Que/ qua/se/ po/sso/ to/cá/-la 7

      E/ de/la es/per/o o in/cer/to 7

      Das/ mar/és/ que i/rão/ ba/nhá-la 7

       *



      E/ jul/go/ ter/ des/co/ber/to 7

      Que é/ de/sse/ mar/ que e/la/ fa/la, 7

      E  é/ ne/ssas/ ma/rés,/ de/cer/to, 7

      Que eu/ hei/-de um/ di/a al/can/çá/-la…7

      *



      Da/ ja/ne/la em/ que/ re/pou/so 7

      O/lho ess/es/ mar`s/ que/ mal/ ou/so 7

      Se/ ca/lha ao/ lon/ge a/vis/tá/-los 7

      *

       

      E/ lá/ por/ se/rem/ lu/na/res 7

      Não/ dei/xa/rão/ de/ ser/ ma/res 7

      Nem/ eu/ vou/ dei/xar/ de a/má/-los! 7

      *

       Está a ver a quantidade de crases que existem entre vogais? Por isso e porque é sempre, sempre a oralidade que dita as leis da métrica poética e musical, lhe sugeri que lesse muitos clássicos - eu sirvo, se não encontrar melhor, rsrsrs - em voz alta.




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    26. Ora sinto-me completamente perdida, a divisão inicial que fiz era mais semelhante a esta que me apresenta, embora não totalmente, mas pensei estar errada porque conto ora 7 ora 8 ora 9...
      Vou ter de refletir e escutar com mais atenção, muito mais atenção. Foi um falhanço épico Maria João, tem razão, eu merecia um rebuçado mas só por ser muito tonta :)
      Vou mesmo para a minha toca investigar como se faz a divisão, que desde que a minha professora de primária ensinou contas se dividir que não ficava tão desorientada... Bem talvez também ao nível das funções matemáticas ;)
      Vou ali, mas volto.
      Abraço Maria João, obrigada de coração!

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    27. Teria sido impossível acertar, Cotovia, a divisão silábica na poesia é totalmente diferente da que nos ensinaram na escola básica.

      Não tem nada que agradecer, apenas recomendo que olhe sempre para um poema com os ouvidos bem atentos. Um poema, dos da poesia metrificada, funciona sempre como uma música. Aliás, a palavra soneto transporta-nos logo para a ideia de pequeno som ou pequenina música. O ideal seria poder lê-lo com os próprios ouvidos, mas isso só funciona para alguns sinestetas... Eu sou sinesteta, mas a minha sinestesia expressa-se entre letras ou dígitos e cores, ou seja, cada letra ou dígito isolado está profundamente associado a uma cor que é sempre a mesma, desde que me lembro de ser eu.

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    28. Vejo que será difícil, mas para quem fez o curso de eletrotecnia, alguma luz se irá acender para iluminar o meu habitual 50/50 erro, e até mesmo se parece simples, é só acertar na metade certa, não, erro sempre. É como nós jogos da sorte, mas nesses não jogo, se fosse para acertar já joguei o número de vezes suficiente ;)
      Aqui o caso é diferente! E é para tentar até conseguir.
      Abraço Maria João, boa noite de descanso, melhoras. 🐦

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    29. Não se preocupe demasiado, Cotovia. Não é crime não se nascer com um bom ouvido musical e eu não conheço pessoalmente nenhum sonetista que o não tenha. É mesmo uma daquelas coisas que nascem connosco, ou eu não dominaria a redondilha maior aos três anos de idade, nem poetas analfabetos como o foi o nosso genial Aleixo conseguiriam produzir o que produziram, primeiro na oralidade repentista e depois, aprendendo a escrever mais fluentemente com amigos como o Tóssan.

      Olhe, eu não sei se alguma vez conseguiria tirar electrotecnia, mas também nunca ouvi falar de crianças de três anos que soubessem fazer cálculos matemáticos ou teorizar sobre propagação de ondas electromagnéticas e outros que tais de que não entendo rigorosamente nada. No entanto, há crianças que já nascem com aptidões de cálculo matemático que muito cedo se vêm a revelar muito superiores às da criança comum...

      Enfim, tudo, desde a engenharia até a expressão artística, requer 1% de talento e 99% de suor. De quem tem direitos de autor sobre esta esplêndida frase é que já não me lembro, de tanto a ter repetido ao longo da vida sem lhe citar a autoria...

      sabe, nos meus primeiros sonetos, também dei pequenos erros métrico/melódicos: alguns nasciam-me perfeitos, outros nem por isso. Mas eu trabalho o soneto há dezasseis anos consecutivos, com pequenas pausas para "descanso da Musa" e uma pausa bem maior quando tive o enfarte, seguido de ruptura da coronária, seguida de infecção urinária, seguida de gripe A e, finalmente, de uma bela broncopneumonia, para terminar em beleza. A prática é tão importante quanto a teoria, sobretudo para quem é extremamente autocrítico em relação a tudo o que faz... e eu sou-o.
      Ai que agora estou para aqui com um ataque de verborreia - escritorreia??? - e nunca mais a deixo em paz.... Eu bem temi não conseguir vir a ser uma boa professora

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  2. Êláááááá´, que só falta o tagadap tagadap

    Bom de ler essa imagunação MJ. Beijinhos e um belo dia com alegria

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    1. Ainda hei-de escrever um poema a esse teu tagadap, tagadap, tagadap, !

      Não vai ser fácil , mas hei-de arranjar maneira!

      Obrigada, um dia feliz e beijinhos

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  3. Brancas nuvens negras30 de março de 2023 às 18:52

    Este é um soneto de uma especialista, sobre o soneto... nem mais.
    Um abraço.

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    1. Obrigada, L.! :)

      Agrada-me a ideia de ser uma operária especialista de sonetos :)

      Um forte abraço!

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  4. Caramba, Cotovia, que grande mulher é!

    Nesse caso, e estou a ser muitíssimo sincera, também eu lhe fico grata pois sei muito bem que tenho uma reduzida esperança de vida e os meus grandes amigos sonetistas são saudáveis, mas já não estão na flor da idade. Andava a pedir ao universo que conspirasse a favor do soneto e trouxesse até mim alguém que pudesse vir a apaixonar-se pela sua melodia e que tivesse uma maior esperança de vida. Agora vai pensar que sou uma egoísta e que só entabulei conversa consigo por interesse, não pessoal, mas na causa que é empurrar a barca do soneto até ao futuro... e não é verdade porque, no início, não fazia a menor ideia da sua idade nem de que pudesse vir a interessar-se pelo soneto para além da perspectiva do leitor. Escrevi aquele Da Arte de Bem Cavalgar o Soneto completamente às cegas, montada no tal cavalo de fogo a que também costumo chamar Musa ou inspiração... Também não sei explicar a razão que me levou a entabular tão longas conversas consigo quando, até por pertencer a um site de poetas e escritores onde sempre tive compromissos de trabalho, não tenho muito tempo livre, além de que tudo, tudo mesmo, me exige um tempo infindo; lavar um prato, estender umas peças de roupa, passar a esfregona no chão da cozinha... até teclar vai sendo algo que depressa me deixa com os braços doridos e os olhos a arder.
    Enfim, embora eu goste muito de deduzir, o certo é que também acredito muito na intuição.
    Ainda bem que nos cruzámos neste mundo líquido e adimensional, Cotovia .

    Abraço forte!

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    1. Pode contar comigo, aqui estarei para dizer presente e dar o meu contributo na concretização desta paixão, mesmo se sem grande aptidão, não tema, como disse e bem, citando o 1% de talento, 99% de suor, a vontade e determinação ajudarão a levar avante o trabalho necessário para levar esta empreitada a bom porto.
      Quanto ao resto acho que se vai fazendo na medida em que se vai vivendo, caminhando passo a passo.
      De resto não há bichos papões, só mesmo Aliens. ;)
      E saúde é muitíssimo importante, quem a tem não lhe dá, muitas vezes, o valor devido e não depende de nós, ao contrário da gentiliza e educação, solidariedade e generosidade e bondade que isso sim, senti-las depende unicamente de nós.
      A Maria João é uma professora 5 estrelas. Nem acredito na sorte que é tê-la conhecido neste espaço Sapo, do qual tive conhecimento através da escritora e poeta Sara Farinha, cujo trabalho e blog, hoje em dia noutra plataforma, muito admiro.
      Porque há momentos em que temos de nos manifestar.
      Uma palavra: gratidão.
      E já sabe... um abraço forte Maria João.
      Melhoras e uma boa noite de descanso.🐦

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  5. Pode contar comigo, aqui estarei para dizer presente e dar o meu contributo na concretização desta paixão, mesmo se sem grande aptidão, não tema, como disse e bem, citando o 1% de talento, 99% de suor, a vontade e determinação ajudarão a levar avante o trabalho necessário para levar esta empreitada a bom porto.
    Quanto ao resto acho que se vai fazendo na medida em que se vai vivendo, caminhando passo a passo.
    De resto não há bichos papões, só mesmo Aliens. ;)
    E saúde é muitíssimo importante, quem a tem não lhe dá, muitas vezes, o valor devido e não depende de nós, ao contrário da gentiliza e educação, solidariedade e generosidade e bondade que isso sim, senti-las depende unicamente de nós.
    A Maria João é uma professora 5 estrelas. Nem acredito na sorte que é tê-la conhecido neste espaço Sapo, do qual tive conhecimento através da escritora e poeta Sara Farinha, cujo trabalho e blog, hoje em dia noutra plataforma, muito admiro.
    Porque há momentos em que temos de nos manifestar.
    Uma palavra: gratidão.
    E já sabe... um abraço forte Maria João.
    Melhoras e uma boa noite de descanso.🐦

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    1. Eu nem acredito que um comentário que dava para um capítulo inteirinho de uma obra que aspirava à comicidade e descrevia a maratona/triatlo em que a cerimónia diária do estender da roupa lavada se tornou para mim, desapareceu diante dos meus olhos! Mas desapareceu mesmo e nem vou tentar reproduzi-la, que o dia vai alto e a roupa continua por estender
      Feliz Sábado e bem-haja, Cotovia!

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  6. Eu nem acredito que um comentário que dava para um capítulo inteirinho de uma obra que aspirava à comicidade e descrevia a maratona/triatlo em que a cerimónia diária do estender da roupa lavada se tornou para mim, desapareceu diante dos meus olhos! Mas desapareceu mesmo e nem vou tentar reproduzi-la, que o dia vai alto e a roupa continua por estender
    Feliz Sábado e bem-haja, Cotovia!

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    1. Olá bom dia Maria João, além de hoje o tempo ir melhorando ao longo do dia, as previsões dão céu limpo para amanhã. Assim, que seja bom para secar a roupa, e bom para consolidar a sua recuperação, que tenho para mim que os dias mais solarengos dão um descanso a quem precisa de recuperar?
      E mesmo tendo desaparecido, espero que essa escrita do episódio da roupa em tom de comicidade tenha sido uma escrita que lhe tenha dado alegria para começar bem o seu dia.
      Tenho uma pergunta para si cara Maria João,(uma dúvida, entre tantas):
      O tema.
      O tema do soneto ou do sonetilho pode ser pessoal ou é mais adequado ser Universal? Ou seja, apesar do tema ser uma apresentação da minha Pessoa, usando 10 palavras definidoras, se será desejável que na escrita do soneto eu tente mover o foco do "eu" para tentar passar para uma abordagem mais universal ou general?
      Não se sinta obrigada a responder-me roubando tempo quer aos seus compromissos, quer a energia de que necessita para recuperar. Terei o fim-de-semana para refletir e estudar todos os aspectos de que já conversamos, é tarefa para me ocupar em 99% de esforço ;)
      Bom dia, abraço forte para si Maria João. 🐦

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  7. Olá bom dia Maria João, além de hoje o tempo ir melhorando ao longo do dia, as previsões dão céu limpo para amanhã. Assim, que seja bom para secar a roupa, e bom para consolidar a sua recuperação, que tenho para mim que os dias mais solarengos dão um descanso a quem precisa de recuperar?
    E mesmo tendo desaparecido, espero que essa escrita do episódio da roupa em tom de comicidade tenha sido uma escrita que lhe tenha dado alegria para começar bem o seu dia.
    Tenho uma pergunta para si cara Maria João,(uma dúvida, entre tantas):
    O tema.
    O tema do soneto ou do sonetilho pode ser pessoal ou é mais adequado ser Universal? Ou seja, apesar do tema ser uma apresentação da minha Pessoa, usando 10 palavras definidoras, se será desejável que na escrita do soneto eu tente mover o foco do "eu" para tentar passar para uma abordagem mais universal ou general?
    Não se sinta obrigada a responder-me roubando tempo quer aos seus compromissos, quer a energia de que necessita para recuperar. Terei o fim-de-semana para refletir e estudar todos os aspectos de que já conversamos, é tarefa para me ocupar em 99% de esforço ;)
    Bom dia, abraço forte para si Maria João. 🐦

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    1. Olá, Cotovia! Bom dia, bom dia! :)

      Ainda não estendi a roupa que, entretanto, encontrei um amigo sonetista que anunciava a chegada de um novo vírus - este endémico em vez de pandémico - que me fez rir às gargalhadas, por ser um vírus muito singular... hum, digamos que sociopolítico. Claro que entrei na brincadeira do 1º de Abril e acrescentei umas coisitas à reportagem, cá à minha maneira, enquanto enviada especial e "repórter do observatório das palmeiras", rsrsrs

      Também tenho procurado, sem o menor sucesso, um cigarrito que, inadvertidamente, me tivesse caído da mala ou do bolso do casaco. Nada de nada e desde ontem que estou sem cigarros coisa que só me sucedeu quando estive hospitalizada. Não sei escrever sem um cigarro aceso pousado no cinzeiro, ainda que ele se vá gastando sozinho enquanto eu teclo.

      Bom, vamos lá tentar dar um resposta à sua pergunta. Eu sou da opinião muito firme que ,desde que mantida a pureza da forma, o soneto pode e deve abordar todas as temáticas da vida real. Pode ser pessoal, universal, pode chorar ou rir e ser ingénuo ou irónico, implorar ou rebelar-se... o mundo inteiro cabe no soneto!
      Os grandes clássicos devem ser seguidos na forma, não necessariamente no conteúdo, ou deixaremos que o soneto cristalize no tempo em vez de encontrar o seu lugar na fugacidade do presente, em direcção ao futuro.
      Vou ver se lhe trago aqui um dos meus sonetos da serie "Sonetos da Matrix" para que possa ter uma ideia de quão elástica pode ser esta forma poética, no que respeita a criatividade:

      SONETO DA EFEMERIDADE
      *


      Prometo ser-te fiel por dez segundos

      E dar-te amor num frasco de compota;

      Prometo-me inteirinha numa gota

      De um simulacro de órbitas e mundos
      *


      Prometo um brilho de astros moribundos

      Numa galáxia próxima ou remota,

      Mas não te juro não fazer batota

      Nem te prometo afectos mais profundos.
      *


      Queria dar-te uma década de luz

      Mas não me lembro, amor, onde é que a pus...

      Que nome me disseste que era o teu?
      *


      Não te oiço. Continuo de passagem...

      Vou fazer outro "upgrade" à minha imagem,

      Estou a desconectar este meu Eu.
      *



      Maria João Brito de Sousa -29.10.2021 - 07.30h

      ***

      SONETOS DA MATRIX


      Falou-me, e muitíssimo bem, em "mover o foco do "eu" para tentar passar para uma abordagem mais universal". Querida Cotovia, é quase sempre nessa deslocação do EU para o universal que assentam os meus sonetos! :)

      Também tem toda a liberdade que a poesia lhe confere, para falar, na primeira pessoa, da humanidade inteira, de uma floresta, de um oceano ou mesmo de dar voz a um animal como eu faço aqui:


      A HORA DO LOBO II

      *





      Percorri estepes que nunca pisei

      Usando a voz do lobo que não sou;

      “Matei, sempre que a fome mo ditou,

      Mas nunca além de quanto precisei



      *

      Fui pai ou mãe dos filhos que gerei,

      Uivei de orgulho sempre que outro uivou,

      Morri quando o meu tempo se acabou

      E, quer creiam, quer não, também chorei.

      *



      Chorei a morte do meu companheiro

      Que devolveu à estepe o corpo inteiro

      Quando por vós seguido e acossado.



      *

      Alma, não sei se a tenho ou se a não tenho,

      Mas do mais alto abismo me despenho

      Antes de algum de vós me haver domado!”

      *



      Maria João Brito de Sousa – 12.04.2020 – 17.46h

      Agora vou mesmo ver se faço a minha maratona do dia, que é andar de cá para lá, entre a máquina e o estendal que fica nos antípodas da cozinha, com duas ou três pecinhas de roupa nas mãos porque há muito deixei de ter forças para carregar uma alguidar cheio de toalhas, camisas e lençóis. Além

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  8. Olá, Cotovia! Bom dia, bom dia! :)

    Ainda não estendi a roupa que, entretanto, encontrei um amigo sonetista que anunciava a chegada de um novo vírus - este endémico em vez de pandémico - que me fez rir às gargalhadas, por ser um vírus muito singular... hum, digamos que sociopolítico. Claro que entrei na brincadeira do 1º de Abril e acrescentei umas coisitas à reportagem, cá à minha maneira, enquanto enviada especial e "repórter do observatório das palmeiras", rsrsrs

    Também tenho procurado, sem o menor sucesso, um cigarrito que, inadvertidamente, me tivesse caído da mala ou do bolso do casaco. Nada de nada e desde ontem que estou sem cigarros coisa que só me sucedeu quando estive hospitalizada. Não sei escrever sem um cigarro aceso pousado no cinzeiro, ainda que ele se vá gastando sozinho enquanto eu teclo.

    Bom, vamos lá tentar dar um resposta à sua pergunta. Eu sou da opinião muito firme que ,desde que mantida a pureza da forma, o soneto pode e deve abordar todas as temáticas da vida real. Pode ser pessoal, universal, pode chorar ou rir e ser ingénuo ou irónico, implorar ou rebelar-se... o mundo inteiro cabe no soneto!
    Os grandes clássicos devem ser seguidos na forma, não necessariamente no conteúdo, ou deixaremos que o soneto cristalize no tempo em vez de encontrar o seu lugar na fugacidade do presente, em direcção ao futuro.
    Vou ver se lhe trago aqui um dos meus sonetos da serie "Sonetos da Matrix" para que possa ter uma ideia de quão elástica pode ser esta forma poética, no que respeita a criatividade:

    SONETO DA EFEMERIDADE
    *


    Prometo ser-te fiel por dez segundos

    E dar-te amor num frasco de compota;

    Prometo-me inteirinha numa gota

    De um simulacro de órbitas e mundos
    *


    Prometo um brilho de astros moribundos

    Numa galáxia próxima ou remota,

    Mas não te juro não fazer batota

    Nem te prometo afectos mais profundos.
    *


    Queria dar-te uma década de luz

    Mas não me lembro, amor, onde é que a pus...

    Que nome me disseste que era o teu?
    *


    Não te oiço. Continuo de passagem...

    Vou fazer outro "upgrade" à minha imagem,

    Estou a desconectar este meu Eu.
    *



    Maria João Brito de Sousa -29.10.2021 - 07.30h

    ***

    SONETOS DA MATRIX


    Falou-me, e muitíssimo bem, em "mover o foco do "eu" para tentar passar para uma abordagem mais universal". Querida Cotovia, é quase sempre nessa deslocação do EU para o universal que assentam os meus sonetos! :)

    Também tem toda a liberdade que a poesia lhe confere, para falar, na primeira pessoa, da humanidade inteira, de uma floresta, de um oceano ou mesmo de dar voz a um animal como eu faço aqui:


    A HORA DO LOBO II

    *





    Percorri estepes que nunca pisei

    Usando a voz do lobo que não sou;

    “Matei, sempre que a fome mo ditou,

    Mas nunca além de quanto precisei



    *

    Fui pai ou mãe dos filhos que gerei,

    Uivei de orgulho sempre que outro uivou,

    Morri quando o meu tempo se acabou

    E, quer creiam, quer não, também chorei.

    *



    Chorei a morte do meu companheiro

    Que devolveu à estepe o corpo inteiro

    Quando por vós seguido e acossado.



    *

    Alma, não sei se a tenho ou se a não tenho,

    Mas do mais alto abismo me despenho

    Antes de algum de vós me haver domado!”

    *



    Maria João Brito de Sousa – 12.04.2020 – 17.46h

    Agora vou mesmo ver se faço a minha maratona do dia, que é andar de cá para lá, entre a máquina e o estendal que fica nos antípodas da cozinha, com duas ou três pecinhas de roupa nas mãos porque há muito deixei de ter forças para carregar uma alguidar cheio de toalhas, camisas e lençóis. Além

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    1. Olá Maria João, espero que o seu almoço tenha sido bom, aqui pelo ninho, em consequência das sugestões do meu fofo e preocupado médico de família, o menu foi um arroz branco com lombinhos de frango, mas como adepta de uma data de pecadilhos, entre eles ser gulosa, não resisti a fazer uns cogumelos salteados com alho aos quais juntei natas de soja, pois o meu colesterol em versão Himalaias está a fazer uma experiência gastronómica para ver se regressa a base no acampamento desta caminhada. Mas duvido muito que consiga baixar os valores através da dieta, mesmo juntando os alimentos que diminuem o colesterol "mau" com os que ajudam a aumentar os níveis do 'bom", apenas conseguirei, na melhor das hipóteses, descer 20% o valor estratosférico, mas por pouco que seja é já qualquer coisa positiva.
      Quanto ao tempo, fechou novamente aqui na Cotovia, onde os locais tem um dito, que provavelmente é se aplicação mais geral "ao meio dia ou carrega ou alívia" o tal acerto dos 50/50, neste caso garantido.
      Passamos daqui para a beleza da sua resposta, da maestría dos sonetos que aqui partilha com tanta generosidade, obrigada. São belíssimos, e assentam como uma luva, (como diria a minha mãe), ao assunto em questão.
      A adequação, rigor e correção com que a Maria João encontra a palavra, a certa, ou o Soneto, o certo, é uma característica que também me espanta e admira.( E que já encontrei aqui na plataforma do Sapo, a quem oportunamente cumprimentei por isso, mas fiquei com a ideia de que não são muito bem vindos estes elogios, suponho por eu não ser um génio em nada, e aparentemente isso parece indicar que me estou a por "em bicos dos pés", enfim, sempre me senti grata e contente com a minha altura e comigo mesma, e assim espero continuar, é bom mudar o que nos limita, mas a aceitação se nós mesmos é uma conquista da qual não abdico, bem como a liberdade de expressão de emoções e opiniões, assim como dúvidas durante o processo de aprendizagem.
      Assim, fico grata pela resposta, pergunto inclusive, como seria possível tornar acessível a mais Pessoas esta aprendizagem, para que mais pessoas pudessem conhecer o Soneto, para quem sabe, se apaixonarem também. Mas neste mundo virtual, percebo que tem de se ir avançando devagar, com cuidado, pois são muitas as vozes e as opiniões, o que agrada a umas Pessoas e as ilumina, aborrece ou enfurece outras, fazendo com que se fechem, abandonem o caminho ou pior. Mas fica no ar esta questão de como se pode fazer chegar esta mensagem a um maior número de Pessoas.
      Muito obrigada mais uma vez, tenho muitas mais dúvidas e questões para partilhar, mas vou ser educada e adequada para não ultrapassar o limite, ou linha, que é o do respeito pelo seu fim-de-semana e não vou competir com o seu estendal da roupa. ;)
      Um braço forte Maria João 🐦

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  9. Olá Maria João, espero que o seu almoço tenha sido bom, aqui pelo ninho, em consequência das sugestões do meu fofo e preocupado médico de família, o menu foi um arroz branco com lombinhos de frango, mas como adepta de uma data de pecadilhos, entre eles ser gulosa, não resisti a fazer uns cogumelos salteados com alho aos quais juntei natas de soja, pois o meu colesterol em versão Himalaias está a fazer uma experiência gastronómica para ver se regressa a base no acampamento desta caminhada. Mas duvido muito que consiga baixar os valores através da dieta, mesmo juntando os alimentos que diminuem o colesterol "mau" com os que ajudam a aumentar os níveis do 'bom", apenas conseguirei, na melhor das hipóteses, descer 20% o valor estratosférico, mas por pouco que seja é já qualquer coisa positiva.
    Quanto ao tempo, fechou novamente aqui na Cotovia, onde os locais tem um dito, que provavelmente é se aplicação mais geral "ao meio dia ou carrega ou alívia" o tal acerto dos 50/50, neste caso garantido.
    Passamos daqui para a beleza da sua resposta, da maestría dos sonetos que aqui partilha com tanta generosidade, obrigada. São belíssimos, e assentam como uma luva, (como diria a minha mãe), ao assunto em questão.
    A adequação, rigor e correção com que a Maria João encontra a palavra, a certa, ou o Soneto, o certo, é uma característica que também me espanta e admira.( E que já encontrei aqui na plataforma do Sapo, a quem oportunamente cumprimentei por isso, mas fiquei com a ideia de que não são muito bem vindos estes elogios, suponho por eu não ser um génio em nada, e aparentemente isso parece indicar que me estou a por "em bicos dos pés", enfim, sempre me senti grata e contente com a minha altura e comigo mesma, e assim espero continuar, é bom mudar o que nos limita, mas a aceitação se nós mesmos é uma conquista da qual não abdico, bem como a liberdade de expressão de emoções e opiniões, assim como dúvidas durante o processo de aprendizagem.
    Assim, fico grata pela resposta, pergunto inclusive, como seria possível tornar acessível a mais Pessoas esta aprendizagem, para que mais pessoas pudessem conhecer o Soneto, para quem sabe, se apaixonarem também. Mas neste mundo virtual, percebo que tem de se ir avançando devagar, com cuidado, pois são muitas as vozes e as opiniões, o que agrada a umas Pessoas e as ilumina, aborrece ou enfurece outras, fazendo com que se fechem, abandonem o caminho ou pior. Mas fica no ar esta questão de como se pode fazer chegar esta mensagem a um maior número de Pessoas.
    Muito obrigada mais uma vez, tenho muitas mais dúvidas e questões para partilhar, mas vou ser educada e adequada para não ultrapassar o limite, ou linha, que é o do respeito pelo seu fim-de-semana e não vou competir com o seu estendal da roupa. ;)
    Um braço forte Maria João 🐦

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    1. Antes de mais, esqueça o almoço que ainda nem está preparado, embora a roupita esteja toda estendida :)

      Entretanto tive de fazer algumas visitas a blogs que visito diariamente há muitos anos, publiquei umas quadras com mote noutro espaço exclusivamente dedicado a poetas e escritores e mal tive tempo de temperar as perninhas de frango que ainda nem estavam completamente descongeladas...

      Vou parar uns minutos para encher uma tigela com leite e corn flakes. Tenho de tomar mais medicação para o coração e não quero fazer nenhum furo no estômago ;) Já volto!

      Pronto, já estou a degustar os meus corn flakes. Preocupa-me o seu megalómano colesterol LDL , mas já lá volto, que fiquei intrigada com algo que não percebi muito bem: alguma vez fui indelicada para consigo depois de me ter elogiado? Eu costumo ficar um bocado envergonhada e desasada com os elogios, mas não me recordo de alguma vez me ter zangado... E ainda por cima por "não ser um génio em nada"? Ou será que foi alguém da equipa do Ilustre Batráquio que não gostou de ser elogiado? Aqui fiquei toda confusa.
      Quanto a ter mais visibilidade, pois não sei... Talvez no Horizontes da Poesia - o tal espaço de poetas e escritores - o meu trabalho tenha mais visibilidade, no entanto são sempre os mesmos que os comentam, creio que por serem meus amigos e também excelentes sonetistas, ehehehe... Mas há sempre um ou outro principiante que vai aprendendo naquele espaço. O Joaquim Sustelo, administrador, tem lá uma rubrica exclusivamente dedicada ao soneto camoniano que todos os membros podem consultar. No entanto, a maioria opta pela poesia de verso livre... Como lhe disse, o soneto tem de nascer de uma paixão e como muitos não conseguem desvendar-lhe a musicalidade, desistem e encontram paixões mais fáceis, menos exigentes e que acabam por ser muito comentadas.

      Tenho quatro livros publicados, dos quais só um foi a concurso e ganhou direito a publicação. Os outros foram edições oferecidas e custeadas por amigos que a minha vida foi sempre a descer e, às tantas, fiquei dependente do RSI. Agora tenho a pensão de velhice - a mínima - com um apoio por dependência de terceira pessoa, já que desde que fracturei uma vértebra em 2018, preciso de auxílio para o banho e para me fazerem a cama, além de me trazerem o almoço a casa. De qualquer forma, continuo abaixo do limiar da pobreza. Da pecuniária, claro, que a riqueza de espírito cá se vai aguentando, quanto mais não seja porque sou muito persistente e tenho um imenso sentido de humor que me faz troçar das minhas próprias mazelas. E olhe que são muitas, muitas, muitas e algumas muito graves e dolorosas,

      Como vê, não tenho a menor hipótese de pagar uma edição, embora tenha material poético para muitos livros.
      Agora vou corar as perninhas de frango antes de começar o refogado. Gosto de as ver douradinhas antes de começar a estufá-las. :) Entretanto, gostaria que me esclarecesse acerca dos elogios mal recebidos e de falar um pouco mais sobre esse exorbitante valor de colesterol que, aposto, também vem acompanhado por um altíssimo valor dos triglicéridos. É que eu já tive um enfarte e, agora, não é só a dieta, é também uma estatina, a Rosuvastatina mais o Ezetimiba, que as estatinas sozinhas não me baixavam as exorbitâncias desse valores.
      Até já!

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  10. Antes de mais, esqueça o almoço que ainda nem está preparado, embora a roupita esteja toda estendida :)

    Entretanto tive de fazer algumas visitas a blogs que visito diariamente há muitos anos, publiquei umas quadras com mote noutro espaço exclusivamente dedicado a poetas e escritores e mal tive tempo de temperar as perninhas de frango que ainda nem estavam completamente descongeladas...

    Vou parar uns minutos para encher uma tigela com leite e corn flakes. Tenho de tomar mais medicação para o coração e não quero fazer nenhum furo no estômago ;) Já volto!

    Pronto, já estou a degustar os meus corn flakes. Preocupa-me o seu megalómano colesterol LDL , mas já lá volto, que fiquei intrigada com algo que não percebi muito bem: alguma vez fui indelicada para consigo depois de me ter elogiado? Eu costumo ficar um bocado envergonhada e desasada com os elogios, mas não me recordo de alguma vez me ter zangado... E ainda por cima por "não ser um génio em nada"? Ou será que foi alguém da equipa do Ilustre Batráquio que não gostou de ser elogiado? Aqui fiquei toda confusa.
    Quanto a ter mais visibilidade, pois não sei... Talvez no Horizontes da Poesia - o tal espaço de poetas e escritores - o meu trabalho tenha mais visibilidade, no entanto são sempre os mesmos que os comentam, creio que por serem meus amigos e também excelentes sonetistas, ehehehe... Mas há sempre um ou outro principiante que vai aprendendo naquele espaço. O Joaquim Sustelo, administrador, tem lá uma rubrica exclusivamente dedicada ao soneto camoniano que todos os membros podem consultar. No entanto, a maioria opta pela poesia de verso livre... Como lhe disse, o soneto tem de nascer de uma paixão e como muitos não conseguem desvendar-lhe a musicalidade, desistem e encontram paixões mais fáceis, menos exigentes e que acabam por ser muito comentadas.

    Tenho quatro livros publicados, dos quais só um foi a concurso e ganhou direito a publicação. Os outros foram edições oferecidas e custeadas por amigos que a minha vida foi sempre a descer e, às tantas, fiquei dependente do RSI. Agora tenho a pensão de velhice - a mínima - com um apoio por dependência de terceira pessoa, já que desde que fracturei uma vértebra em 2018, preciso de auxílio para o banho e para me fazerem a cama, além de me trazerem o almoço a casa. De qualquer forma, continuo abaixo do limiar da pobreza. Da pecuniária, claro, que a riqueza de espírito cá se vai aguentando, quanto mais não seja porque sou muito persistente e tenho um imenso sentido de humor que me faz troçar das minhas próprias mazelas. E olhe que são muitas, muitas, muitas e algumas muito graves e dolorosas,

    Como vê, não tenho a menor hipótese de pagar uma edição, embora tenha material poético para muitos livros.
    Agora vou corar as perninhas de frango antes de começar o refogado. Gosto de as ver douradinhas antes de começar a estufá-las. :) Entretanto, gostaria que me esclarecesse acerca dos elogios mal recebidos e de falar um pouco mais sobre esse exorbitante valor de colesterol que, aposto, também vem acompanhado por um altíssimo valor dos triglicéridos. É que eu já tive um enfarte e, agora, não é só a dieta, é também uma estatina, a Rosuvastatina mais o Ezetimiba, que as estatinas sozinhas não me baixavam as exorbitâncias desse valores.
    Até já!

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    1. AI, :( Onde ler "para começar a estufá-las" leia, por favor, "para as começar a estufar"!Não tarda, estão prontas e a água para o arroz também já está ao lume.

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    2. Olá Maria João, não a queria preocupar com a minha dupla de colesterol mau e bom, que são parte deste pseudo drama do polícia mau polícia bom do colesterol congénito como figuras saídas de um policial...em junho vou fazer análises e partilharei a minha evolução . ;) Por enquanto continuo a dieta e veremos como corre.
      Também não é motivo de preocupação os meus avisos para a navegação aqui na plataforma do sapo, e nada tem a ver com os queridos sapinhos que tão bem me acolheram. Tanto que por duas vezes já fiz textos a agradecer e a mostrar qual a minha visão positiva sobre esta plataforma do Sapo.
      E o problema é mesmo esse, os sapinhos registados no sapo tem por vezes a visita indesejada de espécies invasoras, que não são aliens, que esses também os há, eu sigo um, muito interessante por sinal, que envia saudações alienígenas, mas outros, que sofrem daquela falta de qualidade e sem classificação, dos que se escondem por detrás de um anónimo, e por vezes um sos.(?)
      E, infelizmente, apesar destes avisos, e até uma carta aberta aos ditos anónimos e sos, para que fizessem o favor de cumprir com as regras da plataforma identificando-se e dirigirem-se aos outros utilizadores com educação, tudo isso levou a que a própria equipa do Sapo recomendasse que fosse selecionada a opção de comentários moderados para evitar este tipo de situação, que a muitos cansa, desmoraliza, tira a confiança para escrever ou comentar e sobretudo, já me deparei com situações noutros blogs de má educação e falta de educação, onde de "burras a falsas", "asnos" que nem sabem escrever ou que deviam ser proscritas por gostarem de uma figura pública A ou B, é o que de menos grave posso referir. Assim vejo que houve pessoas que optam por desabilitar os comentários, e outras por se afastarem deste espaço definitivamente, e ainda outras pessoas pedem autorização para os comentários e conversas passarem a ser por e-mail para não se sujeitarem a comentar publicamente por já term sido alvos de agressão por parte de um anónimo.
      Assim, e como verifico que a Maria João não tem essa opção, pois os comentários aparecem imediatamente na sequência de serem publicados, ( tal como eu, mas eu sou o de somenos pela minha insignificância, tive 7 seguidores durante anos e agora tenho pouco mais de 40), e como estas figuras anónimas tristes, ao que parece descarregam as suas frustrações em blogues com muitos seguidores, muitos comentários, muita qualidade ou que estejam nos destaques, e por uma questão de princípio, deixei bem claro ao que venho e em que condição aqui estou e que a tolerância para esse tipo de comportamento é nula, não é admissível.
      Pois se há, quem de facto não goste de elogios, e está no seu direito, ainda hoje a Fátima Campos Ferreira o referiu, por aquilo que diz ser uma oscilação demasiado grande quando inevitavelmente se seguem as críticas negativas, num carrocel emocional indesejável, que temos de respeitar, também há os que agridem por desporto, para se divertirem, aquilo que é no fundo bulling e sempre de forma anónima, sem respeito.
      Também nesta entrevista a Fátima Lopes referiu que a sua maior qualidade é a capacidade, e que se orgulha dela. Cada Pessoa tem as suas qualidades, a minha é um pouco estranha, mas gosto dela, é a ausência de ciúme, zero ciúme, totalmente,( e também sou guiada pelo prumo da lealdade). Se cada um de nós fizer a sua parte viveremos todos em paz, e se puder ser com um pouco de alegria e momentos de felicidade ou realização, na companhia de outros, ficarei satisfeita por esta passagem pela terra...pois apesar de acreditar na encarnação, mais vale viver com o que temos no momento. E por isso fico muito feliz por a ter encontrado aqui neste espaço do Sapo, e anda mais por observar que tem a frontalidade e honestidade de chamar as coisas pelo seu nome, e de perguntar quando acha que é necessário, para esclarecer de imediato o que lhe suscita dúvidas dando a oportunidade a que o outro comunique, interaja, diga o que pensa ou que como neste caso para que eu possa clarificar a situação ou o comentário q

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  11. AI, :( Onde ler "para começar a estufá-las" leia, por favor, "para as começar a estufar"!Não tarda, estão prontas e a água para o arroz também já está ao lume.

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  12. Olá Maria João, não a queria preocupar com a minha dupla de colesterol mau e bom, que são parte deste pseudo drama do polícia mau polícia bom do colesterol congénito como figuras saídas de um policial...em junho vou fazer análises e partilharei a minha evolução . ;) Por enquanto continuo a dieta e veremos como corre.
    Também não é motivo de preocupação os meus avisos para a navegação aqui na plataforma do sapo, e nada tem a ver com os queridos sapinhos que tão bem me acolheram. Tanto que por duas vezes já fiz textos a agradecer e a mostrar qual a minha visão positiva sobre esta plataforma do Sapo.
    E o problema é mesmo esse, os sapinhos registados no sapo tem por vezes a visita indesejada de espécies invasoras, que não são aliens, que esses também os há, eu sigo um, muito interessante por sinal, que envia saudações alienígenas, mas outros, que sofrem daquela falta de qualidade e sem classificação, dos que se escondem por detrás de um anónimo, e por vezes um sos.(?)
    E, infelizmente, apesar destes avisos, e até uma carta aberta aos ditos anónimos e sos, para que fizessem o favor de cumprir com as regras da plataforma identificando-se e dirigirem-se aos outros utilizadores com educação, tudo isso levou a que a própria equipa do Sapo recomendasse que fosse selecionada a opção de comentários moderados para evitar este tipo de situação, que a muitos cansa, desmoraliza, tira a confiança para escrever ou comentar e sobretudo, já me deparei com situações noutros blogs de má educação e falta de educação, onde de "burras a falsas", "asnos" que nem sabem escrever ou que deviam ser proscritas por gostarem de uma figura pública A ou B, é o que de menos grave posso referir. Assim vejo que houve pessoas que optam por desabilitar os comentários, e outras por se afastarem deste espaço definitivamente, e ainda outras pessoas pedem autorização para os comentários e conversas passarem a ser por e-mail para não se sujeitarem a comentar publicamente por já term sido alvos de agressão por parte de um anónimo.
    Assim, e como verifico que a Maria João não tem essa opção, pois os comentários aparecem imediatamente na sequência de serem publicados, ( tal como eu, mas eu sou o de somenos pela minha insignificância, tive 7 seguidores durante anos e agora tenho pouco mais de 40), e como estas figuras anónimas tristes, ao que parece descarregam as suas frustrações em blogues com muitos seguidores, muitos comentários, muita qualidade ou que estejam nos destaques, e por uma questão de princípio, deixei bem claro ao que venho e em que condição aqui estou e que a tolerância para esse tipo de comportamento é nula, não é admissível.
    Pois se há, quem de facto não goste de elogios, e está no seu direito, ainda hoje a Fátima Campos Ferreira o referiu, por aquilo que diz ser uma oscilação demasiado grande quando inevitavelmente se seguem as críticas negativas, num carrocel emocional indesejável, que temos de respeitar, também há os que agridem por desporto, para se divertirem, aquilo que é no fundo bulling e sempre de forma anónima, sem respeito.
    Também nesta entrevista a Fátima Lopes referiu que a sua maior qualidade é a capacidade, e que se orgulha dela. Cada Pessoa tem as suas qualidades, a minha é um pouco estranha, mas gosto dela, é a ausência de ciúme, zero ciúme, totalmente,( e também sou guiada pelo prumo da lealdade). Se cada um de nós fizer a sua parte viveremos todos em paz, e se puder ser com um pouco de alegria e momentos de felicidade ou realização, na companhia de outros, ficarei satisfeita por esta passagem pela terra...pois apesar de acreditar na encarnação, mais vale viver com o que temos no momento. E por isso fico muito feliz por a ter encontrado aqui neste espaço do Sapo, e anda mais por observar que tem a frontalidade e honestidade de chamar as coisas pelo seu nome, e de perguntar quando acha que é necessário, para esclarecer de imediato o que lhe suscita dúvidas dando a oportunidade a que o outro comunique, interaja, diga o que pensa ou que como neste caso para que eu possa clarificar a situação ou o comentário q

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    1. * onde está escrito " vá encontrá-la melhor" deveria ter escrito "a vá encontrar melhor"

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    2. Cotovia, apesar de todos os tremendos azares que tenho tido ao longo da vida, devo ser uma sortuda porque tirando uma ou outra pequena querela logo nos meus primeiros vôos blogosféricos, nunca mais fui invadida por anónimos, a não ser amigos ou conhecidos que se esqueceram de preencher os seus nomes e acabaram por aparecer com a alcunha de "Comentador Tímido", pois quando me cansei dos anonimatos, fui às configurações e substituí a palavra Anónimo por essa expressão que não ofende ninguém e, a mim, me proporcionou algumas boas gargalhadas :)

      Sair do meu sapal é que não saio! Aliás, eu gosto muitíssimo de sapos e até trato esta plataforma por plataforma do Ilustre Batráquio.

      Também gostei imenso de a encontrar neste enorme universo e não me leve a mal se eu continuar a chamar-lhe Cotovia. Como já deve ter percebido, os nomes são uma coisa muitíssimo importante para mim e só dou um nome afectivo a quem, por alguma razão, me cativou quase de imediato.

      Yupi, amanhã é Domingo e esta é a última noite em que me tenho de levantar às duas da madrugada para tomar o antibiótico!

      Na segunda-feira estarei no hospital da parte da tarde e como levo horas a lavar-me e a vestir-me, não terei muito tempo para andar por aqui. Estarei em casa na terça, espero, mas na quarta estarei quase todo o dia no hospital porque o amigo que me transporta de carro e de cadeira de rodas tem de se apresentar ao trabalho muito cedo e só pelo princípio da tarde me poderá ir buscar.

      Enfim, esta não será a mais interessante das vidas, mas é a vida que posso ter e estou muitíssimo apegada a ela, apesar das aborrecidas idas aos hospitais. Na verdade, até gosto da viagem porque sempre adorei a marginal e quase invariavelmente passo por lá, regalo os olhos no meu Tejo quase mar e vejo a nossa antiga vivenda do Dafundo, agora com uns azulejos amarelos de que não gosto muito, mas paciência. Quase me posso ver a mim mesma, muito pequenina, de tranças muito negras, debruçada no gradeamento e com o olhar perdido nas águas azuladas ... :)

      Um abraço apertado, Cotovia!

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  13. * onde está escrito " vá encontrá-la melhor" deveria ter escrito "a vá encontrar melhor"

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    1. Ahahahah! Quando estamos nas janelinhas de comentários, tendemos a atropelar as palavras todas, eu sei...

      Mas o que por aqui ambas escrevemos hoje, já dava para um livrito...

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  14. Cotovia, apesar de todos os tremendos azares que tenho tido ao longo da vida, devo ser uma sortuda porque tirando uma ou outra pequena querela logo nos meus primeiros vôos blogosféricos, nunca mais fui invadida por anónimos, a não ser amigos ou conhecidos que se esqueceram de preencher os seus nomes e acabaram por aparecer com a alcunha de "Comentador Tímido", pois quando me cansei dos anonimatos, fui às configurações e substituí a palavra Anónimo por essa expressão que não ofende ninguém e, a mim, me proporcionou algumas boas gargalhadas :)

    Sair do meu sapal é que não saio! Aliás, eu gosto muitíssimo de sapos e até trato esta plataforma por plataforma do Ilustre Batráquio.

    Também gostei imenso de a encontrar neste enorme universo e não me leve a mal se eu continuar a chamar-lhe Cotovia. Como já deve ter percebido, os nomes são uma coisa muitíssimo importante para mim e só dou um nome afectivo a quem, por alguma razão, me cativou quase de imediato.

    Yupi, amanhã é Domingo e esta é a última noite em que me tenho de levantar às duas da madrugada para tomar o antibiótico!

    Na segunda-feira estarei no hospital da parte da tarde e como levo horas a lavar-me e a vestir-me, não terei muito tempo para andar por aqui. Estarei em casa na terça, espero, mas na quarta estarei quase todo o dia no hospital porque o amigo que me transporta de carro e de cadeira de rodas tem de se apresentar ao trabalho muito cedo e só pelo princípio da tarde me poderá ir buscar.

    Enfim, esta não será a mais interessante das vidas, mas é a vida que posso ter e estou muitíssimo apegada a ela, apesar das aborrecidas idas aos hospitais. Na verdade, até gosto da viagem porque sempre adorei a marginal e quase invariavelmente passo por lá, regalo os olhos no meu Tejo quase mar e vejo a nossa antiga vivenda do Dafundo, agora com uns azulejos amarelos de que não gosto muito, mas paciência. Quase me posso ver a mim mesma, muito pequenina, de tranças muito negras, debruçada no gradeamento e com o olhar perdido nas águas azuladas ... :)

    Um abraço apertado, Cotovia!

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    1. Obrigada, fico grata por estas partilhas e pela leitura que me permite fazer de tanta riqueza de sentimentos e emoções.
      A sua tranquilidade é contagiante, assim como o humor, gostei muito da ideia dos tímidos :)
      Boa perspetiva esta de não ter de acordar de madrugada para tomar a medicação.
      Assim, com uma semana tão intensa, o domingo será para descansar e recuperar.
      Desejos de uma boa noite e saiba que me sinto nas nuvens por este encontro tão feliz aqui neste lugar de sapinhos.
      Aceite o abraço forte desta Cotovia, Maria João. 🐦

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  15. Ahahahah! Quando estamos nas janelinhas de comentários, tendemos a atropelar as palavras todas, eu sei...

    Mas o que por aqui ambas escrevemos hoje, já dava para um livrito...

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    1. para alguém com a capacidade da Maria João seria uma forte possibilidade.
      Estas janelinhas são diabólicas, sobretudo no telemóvel...tudo.minimo e tapado pelo teclado, aí ai vida ;)

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  16. Obrigada, fico grata por estas partilhas e pela leitura que me permite fazer de tanta riqueza de sentimentos e emoções.
    A sua tranquilidade é contagiante, assim como o humor, gostei muito da ideia dos tímidos :)
    Boa perspetiva esta de não ter de acordar de madrugada para tomar a medicação.
    Assim, com uma semana tão intensa, o domingo será para descansar e recuperar.
    Desejos de uma boa noite e saiba que me sinto nas nuvens por este encontro tão feliz aqui neste lugar de sapinhos.
    Aceite o abraço forte desta Cotovia, Maria João. 🐦

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    1. Obrigada, Cotovia! Tê-la encontrado foi também um enorme prazer.

      Claro que aceito o abraço forte e devolvo o gesto que é sempre um gesto de alegria e de carinho. Muito embora o abraço seja virtual, este calorzinho que sentimos no peito é bem real

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  17. para alguém com a capacidade da Maria João seria uma forte possibilidade.
    Estas janelinhas são diabólicas, sobretudo no telemóvel...tudo.minimo e tapado pelo teclado, aí ai vida ;)

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    1. Ah, o meu telemóvel ainda é uma daquelas caixinhas pretas do Paleolítico, que nem sequer recebe MMS, só faz chamadas e muito raros SMS que eu já estou outra vez com algumas dificuldades de visão e evito ao máximo as mensagens escritas. Quando surge alguma emergência, escrevo apenas SOS para o amigo que me faz o favor de ir às compras e de me levar aos hospitais. É um código internacional que adoptei para as emergências do dia a dia. Ele já sabe do que se trata e telefona-me assim que estiver disponível.

      Um outro amigo que encontro frequentemente no cafezito e que é irlandês mas fala a nossa língua, ofereceu-me um dos novos modelos iPhone, creio, mas como tenho dezenas de convocatórias hospitalares guardadas na memória do aparelho velhinho, não posso mudar para aquele ou fico sem elas... é que não estão no cartão SIM, estão mesmo no aparelhómetro. Além do mais, duvido muito que viesse a dar-me bem com aquilo...
      Pronto, é mais ou menos assim, o que o Phill me deu e que está aqui ao pé de mim desligadinho da silva :)

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  18. Obrigada, Cotovia! Tê-la encontrado foi também um enorme prazer.

    Claro que aceito o abraço forte e devolvo o gesto que é sempre um gesto de alegria e de carinho. Muito embora o abraço seja virtual, este calorzinho que sentimos no peito é bem real

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    1. E é mesmo, mesmo um abraço que transmite alegria e tranquilidade, um respirar fundo. Mais ainda agora que fui ao meu blog e li que é escorpião...clarificou tudo e fez imenso sentido para mim.
      Obrigada por mais essa partilha e demonstração de confiança nesta Cotovia.
      Até amanhã, abraço e uma noite descansada para si Maria João 🐦

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  19. E é mesmo, mesmo um abraço que transmite alegria e tranquilidade, um respirar fundo. Mais ainda agora que fui ao meu blog e li que é escorpião...clarificou tudo e fez imenso sentido para mim.
    Obrigada por mais essa partilha e demonstração de confiança nesta Cotovia.
    Até amanhã, abraço e uma noite descansada para si Maria João 🐦

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    1. Mas sou um estranho escorpião porque também eu não tenho ciúmes nenhuns de nada nem de ninguém

      Bom soninho, Cotovia!

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  20. Ah, o meu telemóvel ainda é uma daquelas caixinhas pretas do Paleolítico, que nem sequer recebe MMS, só faz chamadas e muito raros SMS que eu já estou outra vez com algumas dificuldades de visão e evito ao máximo as mensagens escritas. Quando surge alguma emergência, escrevo apenas SOS para o amigo que me faz o favor de ir às compras e de me levar aos hospitais. É um código internacional que adoptei para as emergências do dia a dia. Ele já sabe do que se trata e telefona-me assim que estiver disponível.

    Um outro amigo que encontro frequentemente no cafezito e que é irlandês mas fala a nossa língua, ofereceu-me um dos novos modelos iPhone, creio, mas como tenho dezenas de convocatórias hospitalares guardadas na memória do aparelho velhinho, não posso mudar para aquele ou fico sem elas... é que não estão no cartão SIM, estão mesmo no aparelhómetro. Além do mais, duvido muito que viesse a dar-me bem com aquilo...
    Pronto, é mais ou menos assim, o que o Phill me deu e que está aqui ao pé de mim desligadinho da silva :)

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  21. Mas sou um estranho escorpião porque também eu não tenho ciúmes nenhuns de nada nem de ninguém

    Bom soninho, Cotovia!

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    1. Olá bom dia! Estranho caso este, com tão má fama de violência passional e ciume exacerbado do signo astrológico do escorpião, logo viemos calhar assim escorpioas sem ciúmes nenhuns de nada nem ninguém...e não somos caso único, garanto, conheço pelo menos mais três casos assim. Não sei se 5 já será um número suficiente para os entendidos na matéria fazerem uma reavaliação nas características do escorpião, isso e aquilo de serem vingativos e coisitas más...
      Depois será de espantar que uma Pessoa escorpioa se remeta ao sossego da sua solitude? Com tanta incompreensão... até pode ser caso de usar uma outra característica com que atiram para cima do signo, amuar um bocadinho.
      Vidas...
      Espero que esteja melhor, e oxalá, a também afamada, característica da sobrevivência do escorpião sob e protecção renovadora e curativa da fénix esteja a sobrevoar no céu do dia de hoje.
      Abraço forte, Maria João 🐦

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    2. P.S. por coincidência a Maria João é do mesmo dia que o meu sogro, um excelente escorpião (faleceu em agosto de 2020),,desde que mantidas as devidas distancias e respeito, mas de anos diferentes o que fazia dele um Tigre no signo oriental...e a Matia João é Dragão como o meu genro e era também o signo oriental do meu pai( falecido rm 2017 e talvez por isso, em 2018 eu trnha iniciado o blog da Cotovia e Companhia, como forma de fazer o luto, não sei).
      Assim é de espantar que esta Cotovia escorpioa acredite que não há coincidências?! :)
      Abraço forte, Maria João. 🐦

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  22. Olá bom dia! Estranho caso este, com tão má fama de violência passional e ciume exacerbado do signo astrológico do escorpião, logo viemos calhar assim escorpioas sem ciúmes nenhuns de nada nem ninguém...e não somos caso único, garanto, conheço pelo menos mais três casos assim. Não sei se 5 já será um número suficiente para os entendidos na matéria fazerem uma reavaliação nas características do escorpião, isso e aquilo de serem vingativos e coisitas más...
    Depois será de espantar que uma Pessoa escorpioa se remeta ao sossego da sua solitude? Com tanta incompreensão... até pode ser caso de usar uma outra característica com que atiram para cima do signo, amuar um bocadinho.
    Vidas...
    Espero que esteja melhor, e oxalá, a também afamada, característica da sobrevivência do escorpião sob e protecção renovadora e curativa da fénix esteja a sobrevoar no céu do dia de hoje.
    Abraço forte, Maria João 🐦

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    1. Também não sou vingativa, nem competitiva e não me recordo de alguma vez ter amuado... talvez na infância, mas nem sequer estou segura disso. Agora gostar muito da minha solidão criativa, isso gosto! Mas também gosto muito de conviver. Neste momento é que a minha horita de convívio (quase) diário no café da esquina, teve de ser adiada até ao dia dez por falta de moedas para pagar o gasto mínimo de quem se senta a uma mesa da esplanada coberta...

      No que respeita à minha infecção estomatológica, estou muito melhor, obrigada! :) Mas ainda tenho uma ou outra moinha perto daquele pedaço de dente que o cirurgião dentista não extraiu por estar ainda "sensível" após... creio que seis anestesias. O que ele estava era infectado, sem sombra de dúvida. E vai ser um bico-de-obra arrancá-lo na próxima cirurgia, em Junho, ai, ai...

      Bem vou precisar que a Fénix sobrevoe o céu que me há-de cobrir nesse dia!

      Abraço forte!

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  23. P.S. por coincidência a Maria João é do mesmo dia que o meu sogro, um excelente escorpião (faleceu em agosto de 2020),,desde que mantidas as devidas distancias e respeito, mas de anos diferentes o que fazia dele um Tigre no signo oriental...e a Matia João é Dragão como o meu genro e era também o signo oriental do meu pai( falecido rm 2017 e talvez por isso, em 2018 eu trnha iniciado o blog da Cotovia e Companhia, como forma de fazer o luto, não sei).
    Assim é de espantar que esta Cotovia escorpioa acredite que não há coincidências?! :)
    Abraço forte, Maria João. 🐦

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    1. Bom dia, Cotovia! :)

      Sim, parece que sou mesmo um escorpião/dragão, com costela de gato de telhado e uma grande paixão por lobos :)

      Em Setembro de 2020 faleceu a minha única irmã de sangue, dez anos mais nova do que eu e em tudo diferente de mim, excepto no que toca a animais, que também ela tinha um zoológico em casa...

      Compreendo que tenha iniciado o seu blog como forma de fazer um luto. Por mais que compreendamos que a morte faz parte da vida, é-nos sempre muitíssimo doloroso perder um ente querido.

      Abraço forte, Cotovia!

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  24. Bom dia, Cotovia! :)

    Sim, parece que sou mesmo um escorpião/dragão, com costela de gato de telhado e uma grande paixão por lobos :)

    Em Setembro de 2020 faleceu a minha única irmã de sangue, dez anos mais nova do que eu e em tudo diferente de mim, excepto no que toca a animais, que também ela tinha um zoológico em casa...

    Compreendo que tenha iniciado o seu blog como forma de fazer um luto. Por mais que compreendamos que a morte faz parte da vida, é-nos sempre muitíssimo doloroso perder um ente querido.

    Abraço forte, Cotovia!

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  25. Também não sou vingativa, nem competitiva e não me recordo de alguma vez ter amuado... talvez na infância, mas nem sequer estou segura disso. Agora gostar muito da minha solidão criativa, isso gosto! Mas também gosto muito de conviver. Neste momento é que a minha horita de convívio (quase) diário no café da esquina, teve de ser adiada até ao dia dez por falta de moedas para pagar o gasto mínimo de quem se senta a uma mesa da esplanada coberta...

    No que respeita à minha infecção estomatológica, estou muito melhor, obrigada! :) Mas ainda tenho uma ou outra moinha perto daquele pedaço de dente que o cirurgião dentista não extraiu por estar ainda "sensível" após... creio que seis anestesias. O que ele estava era infectado, sem sombra de dúvida. E vai ser um bico-de-obra arrancá-lo na próxima cirurgia, em Junho, ai, ai...

    Bem vou precisar que a Fénix sobrevoe o céu que me há-de cobrir nesse dia!

    Abraço forte!

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    1. Olá boa tarde, está realmente um bom dia, aqui está um sol lindo e sem vento, o que sabe muito bem. Tanto que aproveitámos para, literalmente, dar banho ao cão Timy, o mal dispostão, antes do almoço. Temos de aproveitar os dias de sol para que o pelo seque durante o dia e não fique doente. Para um cão de 16 anos, de feitio susceptível (foi adotado na Bianca, portanto a mês de nascimento é apenas aproximado) até que a atividade correu bem, e agora certamente irá passar o resto da tarde a dormir.
      Entretanto terei de ir ao Horto trocar um vale de 10€ por uma saca de terra para repor no canteiro horta e paasar pela loja do chinês para ver se encontro um chapeu de palha para transformar em candeeiro suspenso como vi no blog da Guarde rios aqui no sapo o "0,87 cêntimos". Vamos ver se tenho sorte.

      Esperemos que corra tudo bem em Junho,,e a curto prazo, esta tarde a na próxima semana!
      Abraço apertado, Maria João. 🐦

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  26. Olá boa tarde, está realmente um bom dia, aqui está um sol lindo e sem vento, o que sabe muito bem. Tanto que aproveitámos para, literalmente, dar banho ao cão Timy, o mal dispostão, antes do almoço. Temos de aproveitar os dias de sol para que o pelo seque durante o dia e não fique doente. Para um cão de 16 anos, de feitio susceptível (foi adotado na Bianca, portanto a mês de nascimento é apenas aproximado) até que a atividade correu bem, e agora certamente irá passar o resto da tarde a dormir.
    Entretanto terei de ir ao Horto trocar um vale de 10€ por uma saca de terra para repor no canteiro horta e paasar pela loja do chinês para ver se encontro um chapeu de palha para transformar em candeeiro suspenso como vi no blog da Guarde rios aqui no sapo o "0,87 cêntimos". Vamos ver se tenho sorte.

    Esperemos que corra tudo bem em Junho,,e a curto prazo, esta tarde a na próxima semana!
    Abraço apertado, Maria João. 🐦

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    1. Olá, Cotovia! :)

      Se eu ainda pudesse chegar ao chinês aqui do burgo, seria bem capaz de comprar um chapéu de palha para transformar em candeeiro suspenso e outro para usar nas minhas maratonas de 20 ou 30 metros até ao café da esquina. Mas, que digo? Ainda faltariam uma carrada de "ses" como: ser capaz de subir a um escadote, ter 1 euro e setenta e quatro cêntimos para comprar os ditos cujos e... e penso que mais nada. Afinal não eram muitos, os "ses"... :)

      O seu Timy já está numa idade avançada, já tem todo o direito a ser um bocadinho resmungão :)

      Boa sorte para essa delicada operação de transformar um "palhinhas" num belo abajur!

      Obrigada! A consulta de amanhã não deve ser muito demorada, mas a de quarta-feira vai ser uma verdadeira seca...

      Abraço apertado, Cotovia!

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  27. Olá, Cotovia! :)

    Se eu ainda pudesse chegar ao chinês aqui do burgo, seria bem capaz de comprar um chapéu de palha para transformar em candeeiro suspenso e outro para usar nas minhas maratonas de 20 ou 30 metros até ao café da esquina. Mas, que digo? Ainda faltariam uma carrada de "ses" como: ser capaz de subir a um escadote, ter 1 euro e setenta e quatro cêntimos para comprar os ditos cujos e... e penso que mais nada. Afinal não eram muitos, os "ses"... :)

    O seu Timy já está numa idade avançada, já tem todo o direito a ser um bocadinho resmungão :)

    Boa sorte para essa delicada operação de transformar um "palhinhas" num belo abajur!

    Obrigada! A consulta de amanhã não deve ser muito demorada, mas a de quarta-feira vai ser uma verdadeira seca...

    Abraço apertado, Cotovia!

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