DESTE BARRO MOLDADO
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Litografia de Manuel Ribeiro de Pavia in Livro de Bordo de António de Sousa
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DESTE BARRO MOLDADO
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Quem teme um mundo líquido a fluir
Se aprendeu a nadar quando criança,
Se sempre soube o que é não desistir,
Se embora estropiado ainda avança,
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Se tudo perde sem perder a esp`rança
De embora ferido erguer-se e resistir?
Desta matéria nasce a tal mudança
Da qual o homem novo há-de emergir!
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E quem pode roubar-lhe essa pujança,
Ou quem pode culpá-lo se exigir
O pão que come e o fim desta matança
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A quem nunca fez mais do que mentir,
Se a voz se lhe não cala, não descansa,
Nem seus olhos se cerram pra dormir?
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Mª João Brito de Sousa
14.03.2023 - 10.00h
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Haja esperança
ResponderEliminarporque seja que mudança, não creio MJ
Bela tarde com alegria, beijinhos
Olá, !
Eliminardesculpa a demora mas hoje foi dia de consulta...ou melhor, de consultas, pois tive uma de medicina interna e outra de enfermagem para combinar o dia em que a equipa de enfermagem terá de vir cá a casa verificar o meu INR (grau de fluidez do sangue), já que depois de amanhã terei de parar a Varfarina e começar a injectar-me duas vezes ao dia com enoxaparina para poder ser submetida, no dia 20, a mais uma cirurgia dentária, ai, ai...
Enfim, estou exausta
Quanto à mudança, não temos nós estado a viver outra coisa senão um momento de mudança acelerada, que tudo muda a toda hora e a uma velocidade vertiginosa... Mas não é exactamente desta mudança que aqui falo. E continuo a acreditar que virá um dia... Pouco me importa que eu já não esteja por cá. Outros estarão :)
Beijinhos!
"...Se a voz se lhe não cala..."
ResponderEliminarBoa tarde, Francisco :)
EliminarNeste preciso momento estou sem fôlego para falar, mas espero que, de quando em quando, consiga continuar a escrever um sonetozinho, ainda que não muito bom, como é o caso do "Deste Barro Moldado"....
Paz, saúde, muita inspiração e um fraterno abraço!