UM VOO DE PARDAL - Soneto muito ligeiro, dedicado à Ligeirinha
UM VOO DE PARDAL * Eu, que tanto o pratico, sei tão mal As razões de voar do próprio engenho… Sinto que é muito meu, mas sei-o estranho E chego a acreditá-lo original Por vezes, volitando, é um pardal Que por mim passa a ver quando o detenho, Sabendo que eu, sem asas, não desdenho Um timorato adejo ocasional… E logo as mãos me adejam no teclado Por causa de um pardal me ter tentado, Por obra de tão parca tentação Que é caso pra dizer que ter voado Tem sempre uma razão, sempre um culpado E as culpas nunca são da própria mão… Maria João Brito de Sousa – 05.09.2012 – 20.10h Imagem de pardoca, retirada da net, via Google
Ai ai
ResponderEliminarque eu desmaio brinco
Calma, . Aguenta-te que eu vou já à casa de banho buscar os sais...
EliminarQue tenhas uma feliz tarde!
Beijinhos
Um fantástico poema e uma imagem algo impressionante.
ResponderEliminarUm abraço
L
Obrigada, L.!
EliminarA imagem é de uma tela de uma famosa pintora colombiana e reconheço que pode impressionar pelo seu realismo. Acredite, ou não, passei em tempos por uma situação muito semelhante cujo final foi trágico, em vez de belo como nestas décimas e na pintura de
Débora Arango.
Forte abraço!