PERSIGO A VIDA NUM CAVALO À SOLTA
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PERSIGO A VIDA NUM CAVALO À SOLTA
*
Corro de mim pra ti, de ti pra mim,
Corro conquanto imóvel e sentada,
Por estranho que pareça ser que assim
Eu corra tanto mais quão mais parada
*
Vivo a correr e, do princípio ao fim,
Mais veloz do que a luz - quando apagada -
Semeio os versos meus no teu jardim
E colho os teus, aos quais durmo abraçada.
*
Sinto que corro, mas... será que corro?
Será que se me calo paro e morro
E que só porque o digo sobrevivo
*
À desistência, quando sou revolta?
Persigo a vida num cavalo à solta
Que se fartou de se sentir cativo!
*
Mª João Brito de Sousa
10.04.2023 - 00.15h
***
Tagadap tagadap e mais tagadap
ResponderEliminarUm cavalo dá jeito
até prás belas palavras
Boa Semana com alegria MJ, Beijinhos
Ah, tagadap, tagadap, tagadap, !
EliminarNão sei se foi por causa do coice da arrelia de não ver nem um tostão a mais no meu vale de pensionista, mas a verdade é que voltei a montar o cavalo da Musa e tudo isto foi escrito a galope...
O meu pobre e remendado coração é que ficou um bocadinho ressentido, mas... paciência!
Obrigada e beijinhos!
Grande vitalidade intelectual mesmo que o corpo não acompanhe.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Bem-haja, L. :)
EliminarO corpo não acompanha, não... No entanto, se isso me pudesse ter sido dado a escolher, preferiria, sem hesitar, uma alma livre num corpo enferrujado a uma alma enferrujada num corpo livre.
Forte abraço!
Todo este poema me fala de liberdade. De alguém que tem na força anímica um "cavalo à solta" como se debruçasse para o espanto em cada hora vivida. Belíssimo!
ResponderEliminarUma boa semana com muita saúde.
Um beijo.
Bem-haja, Graça!
EliminarPeço desculpa pelo meu tardio agradecimento, mas até este meu enferrujado corpo tem andado num "virote" - sobre cadeira de rodas, claro - a correr contra o tempo para poder cumprir alguns condicionamentos burocráticos.
Que tenha uma excelente semana neste Abril sedento de cravos.
Um beijo!
Quis dizer "como se se debruçasse para o espanto!
ResponderEliminarBeijinhos
Percebi, Graça!
EliminarOlá Maria João, a expressão máxima da da generosidade e celebração da abundância de dar aos outros, partilhando com todos que aqui estamos contigo neste espaço de beleza sublime da tua poesia, através deste bravo cavalo, a liberdade que ele dá, pertence-te. Bravo!
ResponderEliminarNas rédeas do domínio da maestría mas também da vontade própria, tal como o cavalo nos ajuda a transpor as nossas dificuldades, esta poesia dá mais sabor a um dia desta tua Cotovia amiga, por isso guardo a leitura do teu blog para o final de tarde, como quem guarda um rebuçado como uma recompensa.
Espero que o dia te tenha sido benéfico e que a solução para a questão que te anda a fazer perder o sono esteja encaminhada.
Agraço muito forte! 🐦
Bom dia, pequena e melodiosa Cotovia!
EliminarQuase, quase me deu o trangolomango, mas o raio da conta está aberta e validada na página da Segurança Social Directa. Agora que eu consiga navegar nela ou na minha recém-criada conta bancária, isso são outros quinhentos. Não percebo nada daquilo ou aquilo não percebe nada de mim.
O Português burocrático é uma língua muito diferente da do Português coloquial ou mesmo poético. Olho para aquelas instruçõezinhas todas tal qual um boi olharia para um palácio Se não fosse ajudada por amigos, ainda estaria a tentar entrar entrar na malfadada página, ou já teria tido outro enfarte...
Agora estou, de novo, sozinha em casa e o mesmo se passa com o acesso à minha conta online. Mas, pedindo desculpa pelo vernáculo, que se lixe o raio da conta que está a zeros e aguarda a chegada dos tão polémicos apoios: o que deveria ter chegado no vale da pensão de velhice e que prometia um aumento de 50 euros no Apoio Solidário aos Idosos com pensões mínimas, visando aproximá-las do limiar da pobreza, e o de 90 euros pagos trimestralmente a partir do corrente mês de Abril, visando "ipsis verbis", minimizar a perda do poder de compra face à (impiedosa) inflação.
Vou esperar sentada, até porque hoje mal me aguento de pé...
Obrigada pelas tuas palavras e um abraço animicamente muito forte
Olá Maria João, que bom saber das novidades acerca da malfadada conta bancária, e que tenhas levado a melhor e vencido a burocracia nesta estrambólica medida da obrigatoriedade de IBAN.
EliminarAdorei ler aqui a descrição deste processo com o humor a que nos habituais, obrigada pelas tuas palavras, e não queremos ouvir falar nesse bicho do trangolomango, nem eu nem a Cotovia! Já com burros a olhar para palácios é coisa que me acontece todos os dias.
Será hoje então dia de descanso da Guerreira Poeta Maria João.
Recebo o teu abraço, que agradeço e anímicamente retribuo com outro grande abraço forte, e desejos de dia tranquilo, em paz e sossego, longe de companhias aborrecidas das do tipo burocracias e outras que mais. ;)
* habituas
Eliminar(Meu gato cão sushi Vader mau, atirou meu telemóvel para o chão e estraçalhou a película de proteção, que já não estava em bom estado, mas ficou bastante pior. Terei de a substituir, pelo que, no entretanto, poderei por as culpas das minhas gralhas, e disléxicas trocas e baldrocas, quer no telemóvel como no gato mau ;)
Olá, pequena Cotovia!
EliminarNão, ainda não será hoje que poderei descansar porque ainda não consegui entrar no raio da minha conta bancária online. Vou precisar de ajuda através da linha telefónica que o Banco disponibiliza, mas... como ainda tenho o meio avariado das arrelias de ontem, vou deixar para amanhã, não vá o tecê-las...
E, nem de propósito! Não é que me esqueci do penso adesivo de nitroglicerina? Vou já colocá-lo, espera lá...
Isto está mau, está. Algures, nas encostas de uma das muitas montanhas de papelada que não posso perder e de caixas de medicamentos que não posso deixar de tomar, há-de estar perdida uma caixinha recém-encetada de Nitradisc 5. O que me valeu foi ainda ter uma embalagem de reserva num dos armários dos medicamentos. E pronto, já estou devidamente adesivada.
Assim sendo e para finalizar, o meu próximo acto burocrático terá lugar amanhã, via telemóvel, junto da linha de apoio ao cliente. Não serei eu quem terá de ter paciência, não, será o infeliz que tiver o azar de me atender, que eu sou um verdadeiro desastre no que toca a perceber o que me dizem quando começam a utilizar a linguagem informática...
Coitad@ d@ assistente que me tentar assistir.
Outro abraço forte
Bom, hummm, hummm,... Não acredito em gatos maus, Cotovia. O que há são gatos curiosos e, vez por outra, ligeiramente inconvenientes
EliminarTu nem imaginas o que a Mistral fazia quando era mais novita, que agora já está a ficar entradota e pouco mais faz do que comer e dormir.
Mas, dizia eu, a mafarrica subia à velocidade de um foguete para cima de tudo quanto era - e é - móvel e não descansava enquanto não atirasse para o chão tudo quanto fosse tela por mim pintada. Certa vez, quando eu ainda tinha televisor e me sentava no cadeirão junto à porta/janela da sala, fez-me cair mesmo em cima da cabeça uma tela grande com vidro de protecção. Escrevi um soneto inteirinho coberta de cacos de vidro.
Olá Maria João! Que susto!
EliminarPois então que fique para amanhã, claro. Até pode acontecer que a sorte sorria pela tua ousadia dos últimos dias ( mais semanas), e atenda uma Pessoa super eficiente, para ficar tudo clarificado e resolvido.
E que no final, quando te convidarem a submeter uma classificação sobre o atendimento, qualidade, tempo, eficiência e simpatia do operador que tratou do assunto de 0 a 10, possas ter motivos para teclar ...pelo menos de 7 a 10.
Logo mais passarei, na minha forma de Cotovia, pelo teu blog para colectar um rebuçado poético para um final de tarde adequado a uma aprendiza que revela uma velocidade de caracoleta na aprendizagem. ;)
Bom descanso.
Abraço forte Maria João.🐦
Então a Mistral funcionou como uma musa inspiradora para esse soneto.
EliminarTambém não acredito em gatos maus, mas este Sushi imita muito bem um ;)
Mas é apenas por ser ciumento, e quando temos o ninho mais cheio quer chamar a atenção pela negativa. Quando em registo normal é até um gatinho muito fofo e aceitável que ajuda a encontrar objectos perdidos, sabe abrir portas e, a coisa mais útil, contar pessoas e os seus amigos peludos, se faltar alguém põe-se a miar que nem um possesso até resolvermos o desaparecimento temporário.
Ehehehe... era eu quem andava à velocidade de uma lesma catatónica, Cotovia O pior foi que a arrelia de não ver sinal dos apoios e a de ser obrigada a tornar-me titular de uma conta bancária, quase me fizeram rebentar para tentar alcançar a velocidade da luz
EliminarQue nunca te vejas metida numa embrulhada destas - e de outras que ainda nem mencionei... - porque não é nada bom para o motor central , ainda que ressuscite musas como se beijos de príncipe em lábios de princesa adormecida ;)
O meu descanso, agora, vai ser estender outra montanha de roupita lavada
As musas são muitíssimo caprichosas, aparecem quando menos se espera!
EliminarMais uma aventura essa em que estou de bom grado, e tem sido muito recompensador, embora difícil com tanta coisa nova para aprender, perceber e sentir.
Mas lá vou indo, se bem que maioria das vezes também entremeada com roupa para estender e outras banalidades do dia a dia e trabalho, pouco poéticas mas faço o caminho com gosto e o costumeiro entusiasmo.
Agora estou a passo de caracoleta, no futuro de estrela, ou cometa, quem sabe? Há até um ditado o expressão que exemplifica esta minha situação, tenta chegar às estrelas para chegares ao fim da tua rua... E agradece pelo caminho.
Hummm, já não há que me inspire a caminhar até ao fim da minha alameda... É bem mais do que pernas, coluna e coração me vão permitindo. Com sorte e muito a custo, vou continuando a teimar em chegar viva ao cafezinho da esquina. A mais não me atrevo, porque ia ficando pelo caminho da última vez em que me atrevi.
EliminarDe qualquer forma, será para alguns mais fácil chegar às estrelas - ou à estratosfera, pelo menos - do que para mim é chegar ao cafezinho
Quanto à inconstância das musas, nem sei que te diga. Sei que a minha vai amansar assim que eu amansar e, se é certo que me sinto mais segura - em termos cardiovasculares, claro - com a minha confortável serenidade, tenho sempre muita pena de ver a minha Musa mansa e pasma, incapaz de saltar para o lombo de um cavalo de fogo...
Nunca sei como comentar estas Coroas de Sonetos, só sei dizer que mostram grande vitalidade e competência.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Pela parte que me cabe, muito obrigada, L.! :)
EliminarSim, estas coroas exigem muito fôlego e muita disponibilidade, embora tanto o Jay quanto eu sejamos muito rápidos a dar continuidade aos sonetos que precedem o que nos compete escrever.
Um forte abraço!