UM VOO DE PARDAL - Soneto muito ligeiro, dedicado à Ligeirinha
UM VOO DE PARDAL * Eu, que tanto o pratico, sei tão mal As razões de voar do próprio engenho… Sinto que é muito meu, mas sei-o estranho E chego a acreditá-lo original Por vezes, volitando, é um pardal Que por mim passa a ver quando o detenho, Sabendo que eu, sem asas, não desdenho Um timorato adejo ocasional… E logo as mãos me adejam no teclado Por causa de um pardal me ter tentado, Por obra de tão parca tentação Que é caso pra dizer que ter voado Tem sempre uma razão, sempre um culpado E as culpas nunca são da própria mão… Maria João Brito de Sousa – 05.09.2012 – 20.10h Imagem de pardoca, retirada da net, via Google
A língua portuguesa é complicada.
ResponderEliminarQuanto ao resto é como "dizia o outro" cada um é p'ro que nasce.
Um abraço.
L
L.. a língua portuguesa é belíssima em termos de sonoridade e está viva, como todas as línguas que se vão falando sobre o planeta. Se estou contra o AO 90 por estar tremendamente mal elaborado e por arrancar as raízes latinas à nossa língua, não estou a querer mantê-la cristalizadinha dentro de um recipiente hermético e submetido ao vácuo. Sei que ela evoluirá como tem evoluído ao longo dos séculos, mas não creio que um acordo idiota a transforme numa coisa amorfa e de péssimo gosto literário.
EliminarAlém do mais, apesar de estar um tanto desasada por ter apenas quatro cêntimos no bolso e ter sido excluída, por inexistência de conta bancária, do pequeno apoio pecuniário com que a Segurança Social beneficiará os mais vulneráveis, continuo a ser a primeira a aplaudir um bom e inteligente neologismo.
Forte abraço
Indo indo tagadap tagadap uf uf
ResponderEliminarSó tu, , me farias rir, hoje
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