FORÇA - Reedição
![]()
Manuel Ribeiro de Pavia
*
FORÇA
*
Vem-nos, a força, duma alma crestada
Por átomos de sonho e de ideais
E, às vezes, conseguimos fazer mais
Quando julgámos não poder mais nada
*
Vem improvável, mais do que adiada
- à luz das mentes tidas por normais -
Povoar-nos de sonho o velho cais
Da barca eternamente naufragada
*
Virá de onde diríamos não vir
Nem a remota sombra de um auxílio:
Impossível, absurda e, no entanto,
*
Vem como se quisesse destruir
As fronteiras reais do nosso exílio
Pra vir morar connosco em qualquer canto.
*
Maria João Brito de Sousa
13.11.2010 – 13.42h
***
"Vem-nos, a força, duma alma crestada..." Saúde e Poesia!
ResponderEliminarBom dia, Francisco!
EliminarNem uma nem outra andam no seu melhor: vou amanhã a uma consulta hospitalar e depois começa a preparação farmacológica para a próxima cirurgia dentária, no dia 1.
Paz, saúde e poesia para si também!
Força, muita força, e que tudo corra pelo melhor.
ResponderEliminarBoa tarde.
Um abraço
Obrigada, Cheia!
EliminarUma óptima tarde e um fraterno abraço!
Boa tarde de paz, querida amiga Maria João!
ResponderEliminarEstava precisando ler algo assim,.. ganhamos força umas com as outras.
"E, às vezes, conseguimos fazer mais
Quando julgámos não poder mais nada"
Tenha toda força que precisa no cotidiano do seu viver, querida!
Beijinhos
Boa tarde de paz, querida Rosélia!
EliminarNós, sobretudo as mulheres, resistimos a coisas que julgávamos impossível alguém resistir: somos bem mais fortes do que aquilo que pensávamos poder ser.
Muita força para si também!
Beijinhos!
Não sabemos quanta força nos resta antes de cairmos inanimados.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Não o sabemos mas, por vezes, espantamo-nos ao descobrirmos que tínhamos muito mais força do que a que julgávamos ter...
EliminarForte abraço!
Há muitas espécies de FORÇA.
ResponderEliminarA minha força é acreditar na minha força.
Um abraço cheio de força dos Alpes de Chiemgau ⛰
A minha também vem de mim e dos meus amigos e camaradas, para não falar da que me vem da Musa
EliminarContinuo por aqui, mesmo no finzinho do Tejo, mas amanhã estarei num hospital em Lisboa... Tenho pena de não poder ir de canoa Tejo acima, mas pelo menos revejo a Marginal que é linda de morrer.
Um grande abraço, Teresa!
E que essa força nunca se esgote, nem estas deliciosas partilhas
ResponderEliminarSempre um enorme prazer ler a Maria João
Abraço cúmplice
Muito obrigada e um abraço cúmplice também para si!
EliminarOlá Mª. João!
ResponderEliminarSoneto que tem toda a força e harmonia da mais pura amizade que nos acompanha e fortalece.
"Vem como se quisesse destruir
As fronteiras reais do nosso exílio
Pra vir morar connosco em qualquer canto."
Obrigada pela partilha deste soneto fortíssimo, como forte é o meu Xi para ti, Mª. João, com esperança que amanhã o teu dia e consulta hospitalar corra pelo melhor.
Também eu amanhã irei ao hospital a Lisboa logo pela manhã, mas para acompanhar a minha irmã que tem de fazer uns exames.
Noite serena, Mª. João!
Olá, de novo, Cotovia! :)
EliminarEste soneto é de um tempo em que eu escrevia, à vontade, três ou quatro por dia. Alguns saíam péssimos, verdade seja dita, mas muitos nasciam perfeitinhos, ou quase, que a perfeição é como a utopia, uma força que nos serve para continuar a caminhar, seja de que forma for...
Ai que tenho de começar a arranjar-me, ou melhor, vestir-me...
XI
a perfeição é uma grande utopia e um enorme motor motivador para continuar o caminho da aprendizagem, que nunca termina, o que é bom, pois assim persistimos na procura desse ideal.
Eliminar:D mais difícil para quem como a Cotovia, escreve um soneto por semana, vá dois na melhor das hipóteses, e fico feliz da vida!
Que corra tudo pelo melhor no hospital.
Outro forte Xi, Mª. João!