O DISCURSO - Reedição
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O DISCURSO - Reedição
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Impõe-se-me um discurso, urgentemente!
Aquilo que disser será escutado
E há que ter, como tal, muito cuidado,
Não se torne a palavra independente
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Que o discurso é, por vezes, inclemente:
Nós damos-lhe a função de ser recado
E, o tonto, faz-se ambíguo e torna errado
O que, sendo pensado, era inocente
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Porque, ao dizer, desdiz o que foi dito,
Ganha vontade própria, é traiçoeiro
E, às vezes, transmutado em ditador,
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Consegue desmentir quanto foi escrito,
Ilude o alheio ouvido a tempo inteiro
E destrói a carreira ao orador!
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Mª João Brito de Sousa
20.05.2008
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Daí a vantagem da poesia, permite todas as interpretações.
ResponderEliminarUm abraço.
É bem verdade, L., daí que Pessoa tenha escrito O FINGIDOR, o tal que "chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente" Mas num e noutro caso, são as leituras que divergem, não é o poeta - aqui "vestido" de orador- que mente.
EliminarHoje não sei se conseguirei estar por aqui muito tempo. Ontem abusei do meu corpo, muito contente por estar a conseguir mexer-me tanto, alheia ao poder que a adrenalina de um grande reencontro tem sobre nós e hoje mal consigo teclar...
Forte abraço!
Força... as melhoras.
EliminarUm abraço
L
Obrigada!, L., amanhã espero já estar recuperada
EliminarUm bom discurso,nem sempre o discurso é bom.
ResponderEliminarBoa semana.
Um abraço
É verdade, Cheia :)
EliminarEste é um soneto antigo, do segundo ano de "colheita", mas creio que nasceu por causa de um pequeno discurso que eu teria de fazer numa cerimónia, nas Galerias Verney
Boa semana e um abraço!
Olá Mª. João!!
ResponderEliminarBem verdade, as palavras tem vontade própria, sejam do orador sejam as que for, ganham asas e voam leves, ou caem pesadas e desvirtuadas do seu valor.
Por isso há quem hoje em dia tenha desistido, e ao silêncio se convertido, pois grande coragem é preciso para continuar convencido da mais valia de continuar a lutar pela palavra, tantas vezes desvirtuada.
As melhoras, noite de descanso, desejos de recuperação, Mª. João.
Um grande, enorme e anímico fortíssimo Xi!
Olá, pequena Cotovia!
EliminarOntem foi um dia muito, muito FELIZ! Nem a certeza de que em Julho deixaremos de existir enquanto grupo conseguiu toldar a alegria de nos vermos ou de nos revermos e de nos abraçarmos! Creio que dei mais de mil abraços, ontem!
E, tonta, andei, levantei-me para dizer poemas, voltei a abraçar quem já tinha abraçado e não sentia dores nenhumas, tal era a adrenalina gerada pela alegria do reencontro... Hoje sinto-me como se tivesse sido atropelada, mas valeu bem a pena!!!
Creio que este soneto foi escrito um pouco antes de uma homenagem que a APP - Associação Portuguesa de Poetas - me fez, ainda nas Galerias Verney, aqui, em Oeiras.
Por essa altura a Presidente era a saudosa Maria Ivone Vairinho e a Vice-Presidente era a Virgínia Branco que felizmente continua entre nós. Eu, enquanto homenageada, teria de discursar... Enquanto pensava nisso, ocorreu-me isto que aqui leste
Obrigada! Que tenhas também uma repousante noite, pequena Cotovia! Xi