DESOBEDIÊNCIA
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DESOBEDIÊNCIA
*
Se se me impõe escrever, mais do que respirar
e se o não consumar me faz adoecer
Sem chegar a saber se me posso curar
Da dor de me calar, do mal de não esquecer
*
Venha quanto vier, tudo irei registar
Nas noites de luar, se acaso me aprouver,
Ou, se escolher puder, sob o sol de rachar
Das ondas do meu mar quando a maré crescer
*
Mas se a lua nascer e o manto lunar
Vier aconchegar o meu adormecer,
Vou desobedecer só pra contrariar
*
Morfeu que vem espreitar meu sono de mulher...
Hoje, Morfeu, vou ser capaz de te ensinar,
Poder-me-ás calar, mas só quando eu quiser!
*
Maria João Brito de Sousa
08.06.2020- 12.26h
*
(Soneto em verso alexandrino)
ResponderEliminarMuito bom
Beijinhos
Uma Semana Feliz
Bem-haja, Luísa!
EliminarAinda estou muito frágil e cansada, venho apenas testar se estou ou não capaz de publicar e interagir.
Uma excelente semana!
Beijinhos!
Nem a cala Morfeu, nem a cala a falta de comparência da Musa.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Calou-me o cansaço, durante alguns dias, L. :)
EliminarForte abraço!
A Musa não lhe dá descanso, Maria
ResponderEliminarBoas melhoras e boa semana.
Um abraço.
Não vejo a Musa desde que este período de extremo cansaço começou, Cheia!
EliminarEsqueci-me de escrever a palavra reedição, mas é um soneto alexandrino reeditado...
Abraço!
E mai nada
ResponderEliminarque a Liberdade é nossa
Bela Semana com alegria MJ, beijinhos
É uma liberdadezinha só minha e muito pouco importante, , mas este fulano priva-me dela, volta e meia...
EliminarVou ter muitas consultas e exames, a ver vamos se o cansaço não dá conta de mim...
Beijinhos!
Embora a POETA esteja envolvida por este deus, ao qual desobedece, escreve sem a droga morfina — quebtem seu nome derivado de Morfeu — e sem a mínima sonolência, um maravilhoso poema.
ResponderEliminarAbraço nesta segunda-feira, aliando- me à desobediência.
Tão depressa lhe chamo Morfeu, como João Pestana, mas recordo-me perfeitamente das mil e uma vezes em que ele, o inocentíssimo soninho, me impediu de terminar coroas de sonetos porque até o cavalo de fogo da Musa adormeceu... Estava realmente zangada com ele, só não consigo explicar porque foi que a zanga nasceu toda em soneto alexandrino. Provavelmente, penso, para lhe mostrar que, mesmo ensonada, conseguia dominar o mais temido de todos os sonetos...
EliminarGosto de personificar tudo para poder brincar com estas pequeninas coisas da vida de todos nós.
Um forte abraço, companheira de desobediências!
Toda a desobediência é legítima
ResponderEliminarsobretudo sob a forma de poema
que teima
Morfeu que se cuide...
Pois é meu querido amigo, às vezes Morfeu vem ter comigo quando estou empenhadíssima numa Coroa de Sonetos, por exemplo... fico furiosa quando ele me leva a melhor, ah, isso fico!
EliminarUm forte abraço!
Poema encantador que tanto gostei de ler
ResponderEliminar*
Uma Santa e feliz semana.
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Muito obrigada, Mariete!
EliminarFeliz semana e um beijinho!
Bravo Mª. João!
ResponderEliminarBravíssimo Alexandrino!
Muitíssimo obrigada por esta reedição, vale mais que o ouro, é verdadeira inspiração!
Que as tuas melhoras e recuperação cheguem tão breve quanto possível.
Um grande e grato Xi , querida Mª. João!🐦
Obrigada, pequena Cotovia! :)
EliminarCreio que ainda não descansei o suficiente... Estou farta de reeditar, mas não vejo sinais da Musa e trabalhar só à custa da técnica redunda quase sempre num enorme fracasso em termos de qualidade.
Um grande xi
Melhoras rápidas Mª João, a Musa voltará, coragem!
EliminarUm grande Xi!
Olá, querida amiga Maria João!
ResponderEliminarGosto da desobediência criativa. Aliás, não sou só amante como adepta.
"Venha quanto vier, tudo irei registar"
A insulina sadia do que ama escrever por prazer.
Mensagem poética muito pertinente ao dom de escritora que é.
Deus abençoe você e sua família!
Beihinhos
Obrigada, querida Cidália!
EliminarQue tenha um abençoado fim-de-semana!
Beijinhos