GENETICAMENTE INSPIRADO

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GENETICAMENTE INSPIRADO
*



Vou pincelando, a ocres e vermelhos,


Este soneto oval que me fascina


E engano os meus anseios de menina


Numa ressurreição de cacos velhos
*



Desminto a evidência dos espelhos!


Deste enlevo renasço, pequenina,


Crescem-me asinhas de feição divina


E fico invulnerável a conselhos
*


Pois moldo, pinto, engendro a "obra-prima"


Que vou solicitando aos meus sentidos


Sem que jamais me sinta arrependida
*



E, a cada segundo, o que me anima


É toda a profusão de coloridos


Que há nesta sensação de criar vida!
*


 


Maria João Brito de Sousa
31.01.2008 - 10.15h
***



In Poeta Porque Deus Quer


Autores Editora, 2009
***

Comentários

  1. Poema (soneto) lindo que me emocionou ler pois fez-me lembrar os meus tempos de criança

    Bjss

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  2. Muito inspirado, Maria!
    Bom dia e boa semana.
    Um abraço

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    1. Obrigada, Cheia!

      Reedições... Continuo nas reedições enquanto o cansaço me não permite retornar à minha habitual criatividade.

      Um abraço!

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  3. "... criar vida"! É a Poesia no seu fascinante apelo e sina! Saúde e Paz!

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    1. Bom dia, Francisco! :)
      Na altura, ainda a pintura estava muito presente em mim, embora as dificuldades já fossem grandes. Mas, sim, sem dúvida há uma sensação de criar vida sempre que um artista produz seja o que for.

      Saúde, Paz e um fraterno abraço

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  4. Que lindo tributo ao despertar para a vida
    Lembrei-me da menina "curiosa" que está dentro de mim

    Beijinhos, Maria João
    Feliz Dia

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    1. Aqui foi mais um despertar para a Arte, Luísa... mas, na verdade, a Arte também é Vida, por isso está muito correcta a sua leitura :)

      Feliz dia!

      Beijinhos!

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  5. Brancas nuvens negras13 de junho de 2023 às 15:25

    Boa valia da imagem, boa valia do poema. Artista completa... a criar vida.
    Um abraço.
    L

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  6. Teresa Palmira Hoffbauer13 de junho de 2023 às 15:32

    Abraço de admiração pela sua obra muitíssimo colorida, Maria João, tanto como pintora como poetisa.

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    1. Obrigada, Teresa!

      A pintura teve de ficar para trás e a poesia também anda num período de fraca produção que espero bem que seja transitório... Confesso que ando um tanto assustada com as cirurgias dentárias que estão longe de terminar e com alguns exames invasivos a que preferiria não ter de ser submetida porque não são mesmo nada agradáveis nem isentos de risco.
      Forte abraço!

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  7. Crescem-te asinhas
    e voando
    preenches o espaço
    onde, eu ramo, vou estando
    e no qual poisas
    de quando em quando

    Abraço grande

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    1. Quando era pequenina, todos me chamavam de anjinho, rsrsrs

      Agora, velhota, ando de asa ao peito. Muito vou ter de dar às asas para chegar ao teu ramo :)

      Forte abraço, Rogério!

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