TU!
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TU!
*
Tu dizes me amas, me cercas e chamas
De amor entre as damas... mas gritas, reclamas
Censuras me tramas e troças de mim
Mostrando-me, assim, que és falsa e ruim!
*
Se eu digo que sim… tu um não logo exclamas
Gesticulas, bramas e, rindo, te ufanas…
Com frases levianas te comportas, enfim,
Qual mosca em quindim, gelatina ou pudim…
*
Que come e no fim suas asas batendo
Se vai debatendo, zumbindo, lambendo
E acaba morrendo por ser negligente…
*
E tu, realmente, mundana e vulgar
Terás de mudar ou te irás atascar…
Na merda acabar… como mosca indecente!
*
Abgalvão
***
EU?
*
"Na merda acabar... como mosca indecente"?
Jamais! Eu sou gente, não mosca vulgar
Que em qualquer lugar "aterra" e, carente,
Se dá por contente com tudo o que achar
*
Que eu, pra namorar, sou muito exigente,
Só de um pretendente gostei pra casar:
Tu vens-me insultar e eu faço-te frente
C`o murro potente que, sim, te vou dar!
*
Não me há-de faltar um quindim bem gostoso
Num café jeitoso, bem perto daqui,
Mas longe de ti, que és um bom mentiroso!
*
Não ligues, que é gozo! É que não resisti
E muito me ri c`o soneto jocoso,
Mas nada maldoso, que achei por aqui!
*
Mª João Brito de Sousa
30.05.2023
***
Peço desculpa pela reedição, mas só hoje obtive confirmação da autorização do poeta Albertino Galvão
Se vos não puder visitar a todos, é porque, na sequência da cirurgia dentária de ontem, ainda estou muito indisposta e cheia de flictenas (bolhas) entre a gengiva e a base da língua.
*
Gostei muito: da sátira e da rima cruzada.
ResponderEliminarCumprimentos
Muito obrigada, pela parte que me cabe, João Afonso Machado!
EliminarFraterno abraço
Adorei!! Que belo soneto, em rima viva, num tom de sátira que dá gosto ler.
ResponderEliminarAgora com o TU do Albertino Galvão fica o enquadramento da tua resposta!
Pois com ela concordo e a sei verdadeira "Não me há-de faltar um quindim bem gostoso, Num café jeitoso, bem perto daqui,"
Mas que agora terá de esperar pela tua recuperação esse quindim
Um enorme e forte Xi ❤️, com desejos de melhoras, que recuperes rapidamente, Mª. João!
EliminarCoitada de mim
que agora não posso
comer o almoço
nem mesmo ao quindim
*
Poderei dar fim,
ou simples tremoço...
Talvez por endosso,
quem sabe se assim
*
Consigo comê-lo?
Vou tentar sabê-lo,
que em jejum não fico
*
Ou morro de fome:
E o come, não come,
de pronto erradico!
*
Mª João
Olha que este sonetilho está em redondilha-menor, as cinco sílabas poéticas da medida antiga. Não está nas sete sílabas da redondilha-maior.
Desculpa demorar mas veio a senhora do banho e, a seguir, tive de ir injectar a Teriparatida.
Obrigada e um GRANDE, GRANDE XI
Aconteceu uma coisa engraçada agora com o teu comentário, como o leio no telemóvel, aparecem todas as palavras de seguida, e pensei "A Mª. João escreveu um comentário muito poético." quando cheguei ao ponto em que escreves que era um Sonetilho em redondilha menor da medida antiga, é que percebi que tinhas acabado de o escrever em quartetos e tercetos e é mesmo um comentário em Sonetilho!
EliminarObrigada!
Um grande Xi, querida Mª. João!
Percebo! rsrsrsrs
EliminarTenho muito pouca coisa em redondilha-menor, mas não me custa nada escrevê-la ao som do tal ouvido-poético-musical...
Grande xipequena Cotovia
pelo que me parece podes estar 24/24 a falar ou escrever em redondilha-menor, é isso que tentas retratar quando dizes que as escrevia aos 5 anos com o teu avô! seja sobre gatos no telhado ou à chuva, seja sobre quindim
EliminarForte Xi, Mª.João!
Talvez... lembro-me de que houve um tempo em que só pensava em decassílabo heroico, rsrsrsrs Foi lá por 2011ou 2012, já nem sei...
EliminarMas contam muito os tempos infindos que levo a estender a roupa e a tentar dobrar as montanhas da dita que vou pousando, extenuada, em cima do sofá, além de que começo a estar fartinha deste constante alerta cerebral em que ando para não falhar nenhum dos milhentos medicamentos que tomo diariamente...
Pequeninas coisas, posso escrevê-las em condições menos propícias, mas a boa poesia não se sente nada bem se o/a poeta estiver a dividir-se entre ela, poesia, e o momento do próximo comprimido, ampola, cápsula, carteira, injecção... destas últimas, agora, são três por dia. A minha barriga passou de roxa a negra. Não é uma visão nada inspiradora...
uma gestão complicada a da medicação, com alarmes para tudo e mais cem coisas, e ter de lembrar o que já tomaste e o que falta tomar é tarefa heróica e que acredito, aliás tenho a certeza, é cansativa e desconcentra até a Pessoas mais focada do mundo.
EliminarAs tarefas rotineiras relacionadas com o nosso físico são por vezes extenuantes, verdade, embora seja comum me ocorrerem inícios de Sonetos quando lavo a loiça ou quando varro o chão... E lá tenho de descobrir o telemóvel para os anotar nas minhas notas. Agora comecei um sobre o Tempo.
O que eu bem queria esticar mas não estica, e se bem que se fale num tempo que dobra como uma folha de papel, e em teoria se desdobra, ainda não se encontrou esse segredo de multiplicação das horas para além das 24 que nos calham.
Mas descobri que na Índia existe uma divisão das 24 horas em esquema de 4horas, com 6 períodos para diferentes áreas da vida, tudo muito organizado.
Vi isso no mesmo dia que a RTP2 estava a transmitir um programa sobre a Auroville, e pus-me a pensar se uma coisa estava relacionada com a outra e entretanto começou a nascer esse Soneto.
E agora ao ler-te na tua divisão como uma deusa Shiva de muitos braços entre todas as tarefas, e até é "tiapata" com a sua visão suplementar e os seus longos cabelos, de onde me pergunto quem nasceu primeiro, se Shiva se Sansão?;)
Assim, nesses sonetos que inicio, e depois esqueço mesmo completamente, um espanto, ando sempre em descoberta das mesmas coisas como se fosse a primeira vez que as vejo
Seria filosófico se não fosse um pouquinho trágico ou cómico, dependendo da disposição do dia
Espero que estejas um pouco melhor, que te sintas menos azamboada, e que estejas a conseguir descansar.
Um grande Xi , obrigada por ires dando notícias, desejo as tuas melhoras, querida Mª. João! 🐦
Ahahahahah... só mesmo tu para me comparares a Shiva, quando eu te garanto que, hoje, pareço um zombie daqueles em elevadíssimo estado de decomposição
EliminarNão tenho televisor, só vou vendo uma ou outra série das que encontro na área de ficção da RTP Play, mas esse esquema da divisão das 24 horas em períodos de 6, que me parece excelente, não deverá agradar nada à minha Musa que prefere trabalhar durante o dia, mas que nunca avisa quando me vai colocar a "áudio partitura invisível" diante dos olhos e dentro dos ouvidos... Ela é um pedaço de mim muito exclusivista! Não quer um décimo do cérebro para ela, quere-o a 100 ou mesmo a 200%
O problema é que o raio da medicação já me vai exigindo uns bons 25% do cérebro só para ela e há medicamentos cuja omissão pode redundar em desastre ou pior ainda se houver duplicação de tomas. Não posso mesmo falhar nenhum... ai que já passa da hora da injecção da Enoxa!
Até já
Olá M João!
Eliminarpelo menos suponho que na parte da longa cabeleira acertei...
Ainda propósito de Shiva, ou aliás da divisão do tempo na India, encontrei um artigo em que é apresentada a contagem do tempo de um modo, a meu ver, muito poético, tem inclusive um hino para o definir, "hino do Ṛgveda":
"doze são as jantes,
mas uma só a roda,
três os cubos;
mas quem o saberá?
dentro dela 360 raios,
fixos como pregos,
ao mesmo tempo móveis
e imóveis...".
As jantes são os meses, a roda o ano, os cubos as três estações climáticas tradicionalmente consideradas na Índia (fria , quente e húmida ) e os raios, os dias do ano.
E também a divisão do ano tem uma nomenclatura muitissimo interessante:
"a divisão do ano em seis "estações" de dois meses cada uma:
A1- estação vasanta (primavera), que começa no equinócio de Março, compreende os meses madhu ("mel, néctar") e mâdhava ("doçura primaveril")- meses -Março e Abril
A2- griṣma ("calor estival") compreende os meses çukra ("replandecente") e çuci ("branco, luminoso") meses Maio e Junho
B3- varṣa ("chuva"), correspondente à monção chuvosa, os meses nabhas ("nuvem") e nabhasya ("nublado, enevoado") meses Julho e Agosto
B4- çarad ("outono"), que começa no equinócio de Setembro, os meses iṣa ("sucolento") e ûrja ("vigoroso") meses Setembro e Outubro
C5- hemanta ("inverno") os meses sahas ("potência, poderio") e sahasya ("poderoso") meses Novembro e Dezembro
C6- finalmente çiçira ("frescura, cacimba") os meses tapas ("calor") e tapasya (lit. "quentura, fervor" e daí "devoção austera") meses Janeiro e Fevereiro..
E repara a designação do mês de Novembro... ;-)
E segue por ai fora o artigo sobre o tempo e a sua contagem, isto tudo a propósito do meu Soneto sobre o tempo... perco-me nas pesquisas sobre os temas, é a minha desgraça na gestão do tempo, porque as questões e interesse vão crescendo e se não ponho um travão a escrita fica de parte
E até neste comentário me perdi
Espero que estejas a melhorar, desejos de um dia de recuperação e descanso, querida (e paciente) Mª. João!
Um enorme, enorme Xi!
Bom dia, pequena Cotovia!
EliminarSim, na looooooonga cabeleira acertaste em cheio! E se Shiva tem o interior da boca cheio de bolhas e em carne viva, também aí acertaste, embora eu duvide que uma deusa possa estar neste triste estado...
É belíssimas e muito poética essa divisão do ano e, sim, reparei que nascemos num mês vigoroso...
Desculpa-me se te não soar esfusiante de alegria, mas compreenderias porquê se pudesses ver o estado perfeitamente indescritível em que tenho o interior da boca. Por fora, só algum inchaço, mas por dentro... Não sei que raio de anestésico o médico usou para me deixar neste triste estado. E eu que precisava de estar amanhã na Feira do Livro a dar autógrafos Mal me tenho de pé e agora, mesmo com o magnésio, estou cheia de cãibras nas mãos... o que é vulgar em mim, mas... logo hoje, caramba???
Isto parece uma mistura de infecção com reacção anafilática, nunca tinha visto nada assim e olha que já fiz dezenas de cirurgias dentárias.
Já vou ver se já publicaste o teu Tempo sob a forma de soneto, deixa-me só publicar o meu de hoje - mês suçi - que é um disparate qualquer dirigido a Álvaro de Campos que me surgiu a partir da leitura de um artigo que defendia os efeitos benéficos do chocolate sobre o cérebro humano, coisa batidíssima e ainda mais velha do que eu, mas que parece andar outra vez na berra...
Xi
Bom dia, que já é boa tarde, Mª João!
EliminarJá fui ler teu novo Soneto, adorei e deixei meu comentário, espero que não o consideres demasiado longo. [<)]
Fizeste este doce soneto com chocolate e verdade em hendecassilábico, não sei se o segredo que querias partilhar sobre o hendecassilábico seria este da rima interna? Pareceu-me no meu "Crianças do Mar" que com 11 sílabas poéticas fico com mais espaço para a melodia do verso, não sei, pareceu-me uma métrica mais "fácil" para mim do que o decassílabo, que achas?
Quanto a Shiva, acertei parcialmente, tal como na métrica dos meus sonetos na parte dos longos cabelos, mas também na tua força "sansónica" que poucos dias depois da intervenção cirúrgica estás a publicar novos Sonetos!
E se possível gostarias de estar na feira do livro amanhã para a sessão de autógrafos, e muito bem, esperemos que seja uma realidade!
Amanhã tenho consulta de dentista, hoje em dia até ao domingo isso já é possível, sou uma aquisição recente da sra Dra e por isso fico para o domingo a tarde, era para ir à feira do livro mas assim fica para o outro fim-de-semana, que a feira está aberta até dia 11, domingo. Veremos.
As melhoras sinceras e rápidas, Mª. João!
Um grande Xi!
Antes de mais, pequena Cotovia, se te sentes mais à vontade no verso hendecassilábico, vamos em frente! O grande "segredo"- que não é segredo nenhum mas é o que lhe confere a melodia - reside em colocar uma sílaba tónica na quinta e na décima primeira sílaba poética. ta/ta/ta/ta/TÁ//ta/ta/ta/ta/ta/TÁ (cinco sílabas// seis sílabas). Claro que pode haver uma ou outra tónica lá pelo meio, de um lado e de outro, mas isso não tem importância, o que importa é marcar este compasso, ou o verso perde toda a sua musicalidade, estás a ver? Ou melhor, estás a entender?
EliminarQuanto a mim, estou um verdadeiro desastre físico, com pedaços da boca com bolhas e outros em carne viva. Nunca vi nada assim, mas já vi reacções alérgicas e infecciosas: isto que tenho parece uma combinação de ambas e lamento do fundo do meu remendado , mas não estou em condições de estar a falar com ninguém, nem de me deslocar a local nenhum que não seja uma unidade de saúde. Mais logo telefono à minha amiga Laurinda a explicar-lhe que "a coisa tá feia". Estou tonta e coberta de suores frios, para além de mal se perceber o que digo com tanta bolha e ferida por debaixo da língua e no lábio inferior, também. Mas adiante que não faço outra coisa senão queixar-me do raio do pedaço de dente que me provocou isto tudo.
Fica à vontade para me fazeres perguntas sobre o hendecassilábico. Se eu não souber pergunto ao Albertino, ao Joaquim ou à MEA, mas penso que o que tenho guardado cá dentro chega bem para te dar um empurrãozinho :)
Um grande xi
Oh Mª. João, que desassossego, lamento muitíssimo.:(
EliminarFico mesmo triste por a tua recuperação se estar a revelar tão difícil.
Nem imagino como te deves estar a sentir, pela descrição é uma situação muitíssimo desconfortável e realmente não estás a passar bem.
Não te vou estar a apoquentar nem maçar com os meus protosonetos, nem pensar, não têm importância nenhuma!
Só desejo que descanses, que a medicação seja ajustada para que te possa ajudar, e que fiques melhor.
Um grande Xi !🐦
Nem imaginas, mas eu digo-te: estou a começar a ficar furiosa com a porcaria da raiz do dente... e um bocadinho com o médico que deveria ter tentado perceber porque é que a gengiva e a região sublingual incharam tanto, depois da anestesia... Só não me zango com a Vida porque gosto muito dela, mesmo quando me trata mal :)
EliminarContigo e com o José também não estou nada zangada... ai, só agora reparei que ainda não fui à Cotovia, hoje! Desculpa!!!!
Vou já
Não publiquei nada hoje, escrevi o soneto em hendecassilábico do "Tempo" mas não estou contente com ele pois não está de acordo com a métrica do hendecassilábico nas tónicas :(
EliminarAinda tem de ser trabalhado e editado até estar apresentável, mas não há necessidade que te preocupes com isso, não tem mesmo importância, como diria a minha mãe, "não é nariz de Santo". Quando for será.
Um Xi muito grande
Sabes que passei a minha vida inteira a dizer que isto ou aquilo não eram "nariz de cão" em vez de "nariz de santo"? Nem me perguntes porquê... Deve ter sido porque entendi que "nariz de cão" era infalível, em termos de faro, e só há poucos dias o MR me disse que era mesmo "nariz de Santo", rsrsrs... Nunca uma alminha se dignou corrigir-me em sete décadas de vida!
EliminarNão sei se ainda vou conseguir escandir o Soneto III do José, embora tenha feito a escansão de ouvido e dado algumas sugestões. A esta hora já estou meia atordoada, embora já me tenha livrado das três injecções de hoje, ainda não consegui jantar nada, estou enjoada...
Também tenho o hábito de alterar os ditados, o em que fui mais criativa suponho que tenha sido :"quem se mete entre marido e mulher leva com a colher"... no sentido em que achava que se estava a criticar a ingerência dos familiares na relação do casal com palpites e sugestões, maioria da vezes, pouquíssimo imparciais
EliminarEspero que tenhas conseguido jantar ontem qualquer coisa, e que consigas almoçar hoje, que já não estejas tão enjoada?
Desejos sinceras que recuperes um pouco hoje, Mª. João.
Um enorme Xi!
Bom dia, Cotovia
EliminarEstava agora mesmo a acabar de escandir o primeiro quarteto do TEMPO :) Levo muito tempo e volta e meia ponho $,%, ( ou # onde queria colocar / Mas hei-de chegar ao fim!
Tu modificas os ditados conscientemente, mas eu estava convencidíssima de que "Não é nariz de cão" estava correcto, rsrsrsr
Sim, consegui engolir umas colheradas de açorda... e açorda vou ter para o almoço, que melhor não estou, não.
Também ainda nem telefonei à amiga e poeta que me convidou para a Feira do Livro. Tenho de o fazer daqui a pouco...
Obrigada e outro grande xi
eu também estava convencida de que o ditado era mesmo assim, mas não me deixaram estar sossegada, esclareceram a raíz do ditado, que teve de ser alterado pela lei e que em muito contribuiu para a perpetuação da impunidade do agressor na violência doméstica.
EliminarO nariz de Santo, é também um ditado para o qual necessitei de explicações pois não entendi a sua abrangência e o que tinham os narizes a ver com as tarefas executadas, pois que aioria das vezes nada tem a ver com olfato
Estou a almoçar às pressas para não chegar a hora da consulta e o estômago se embrulhar todo, que a consulta e agira de tarde.
Espero que gostes do soneto Tempo Perdido, que não tenha sido tempo perdido o que lhe dediquei e o que lhe estás a dedicar, querida Mª. João.
Desejo as tuas melhoras e recuperação.
Um grande Xi ❤️!
Não foi de maneira nenhuma tempo perdido, o teu TEMPO PERDIDO , foi um prazer e algum espanto, confesso, por te moveres tão fluentemente no verso hendecassilábico ... Tu tens de ter algum ouvido musical, porque o verso hendecassilábico é muito mais melódico do que o decassilábico. Nunca o treinaste, mas tem-lo contigo, ah, isso tens!
EliminarA tua professora de Música não foi capaz de o descobrir nos instrumentos, mas nas palavras ele está presente. Ainda a desabrochar, mas vivinho da silva. Este trevo, para mim, quer dizer viçoso... Espero não estar a designar nenhum clube de futebol, que não percebo mesmo nada de clubes,
Grande xi
nem nos instrumentos nem no tom de voz que também fiquei excluída de participar nas atividades do grupo coral nem sabem o que perderam com a minha excelsa participação em que compenso sempre pelo entusiasmo e patetices sortidas para tentar animar o ambiente. Não tinham grupo de palhaços senão teria sido a integração perfeita, se isto na vida forem viagens sucessivas, da próxima ou venho como poetisa ou palhaça
EliminarMas sinto-me mais confiante no verso hendecassilábico, encontro nele o espaço necessário para me adequar ao seu exigente ritmo sem me sentir tão presa como no decassílabo. E se quando glosaste o meu soneto em dueto pode ter sido sorte de principiante, agora sinto-me mais confiante de que tenho alguma intervenção no processo e na qualidade.
Um grande e agradecido Xi, Mª João
Vai por mim, Cotovia: não é por mais uma silabazinha que sentes a diferença, é mesmo pela cadência da melodia!
EliminarE olha que eu perdi a excelente voz que tinha, mas não perdi o ouvido poético. Ninguém, no seu perfeito juízo, me aceitaria num coro ou sequer a tocar ferrinhos num grupo, que eu nunca toquei um único instrumento que não fosse a língua portuguesa :) É a fonologia, que é uma magnífica ciência, que aqui nos importa, já que é a mãe de todas as línguas e nos confere o poder de dar alguma beleza às palavras que criamos...
Podes ter algum ouvido poético para a língua, como eu, só que eu ando a utilizar o meu há séculos e tu não.
Não tens nada que agradecer, fico muito feliz por saber que encontraste a tua praia dentro da poesia metrificada. Ai, que eu arrepio-me sempre que tenho de escrever "metrificada"...
Mas se eu disser musical, não estarei a ser totalmente verdadeira, porque a poesia em verso branco e livre também pressupõe alguma musicalidade e eu estarei a abrir um chapéu de chuva onde cabe todo o tipo de poesia e até a prosa, essa é que é a verdade, porque também a prosa tem uma musicalidade que é simultaneamente colectiva, porque serve todos os escritores da língua, e única para cada escritor, porque todo o bom escritor deixa a sua marca fonológica no que escreve.
Um grande xi pequena Cotovia!
que bom, fiquei agora super animada com as perspectivas se abrem para a minha experiência e actuação na poesia!
EliminarE que maravilhada como falas da Poesia, mais matérias para figurarem na pasta das "aulas e noções de Poesia em Soneto, p/ Poetisa Mª. João! :-D
Cheguei finalmente a casa, depois de ir às compras, e de ter saído da consulta muito mais descansada pois está tudo bem, nada a apontar, para já nada de mal.
Espero que na minha consulta no CS para vigiar o colesterol na 3a também corra tudo bem e que no decurso da dieta que cumpri quase sempre, possa continuar com dieta sim, mas sem comprimidos.
Desejos de melhoras para ti, que amanhã tenhas a possibilidade de veres a medicação ajustada para ajudar à recuperação.
Um enorme enorme Xi querida Mª. João.
P.S. ainda vou hoje ler a tua publicação 🐦 e tentar conseguir ajustar o soneto Tempo Perdido
Fico contente por saber que não tens nem uma cáriezinha
EliminarVais ver que tudo correrá bem também na consulta do CS e que o teu colesterol está dentro dos limites do normal :)
Bom trabalho e uma noite repousante para ti, pequena Cotovia!
Xi
Obrigada Mª. João, o soneto "Tempo Perdido" está editado, não pus o execrável, optei por intragável, pois estarei um pouco menos aborrecida e zangada com o Tempo a esta hora, passam-me depressa os amuos e resolvi que essa palavra tem um pouquinho de humor, além do que gosto de terminar os dias sem estar zangada, nem com nada, nem com ninguém, para deixar que a esperança se sinta à vontade para marcar presença nos meus sonhos.
EliminarUma noite reparadora para ti, Mª. João!
Xi 🐦
Olá, Cotovia!
EliminarPrometo que o vou ler assim que chegar do CSO. Agora estou mesmo atrapalhada que ainda não acabei de me arranjar.
Olá Mª. João!
EliminarCorra tudo pelo melhor no CSO, um enorme Xi 🐦
Mosquinha bonita
ResponderEliminarque assim chama a atenção
e faz força à inspiração
Boas melhoras e um belo fim de Semana MJ
beijinhos
Olá, !
EliminarNeste momento, creio que não me importaria nada de ser mosca: ao menos não teria de arrancar mais quatro ou cinco raízes dentárias...
Obrigada e que tenhas, também, um excelente fim de semana... também, não, que o meu não promete ser muito bom, embora tenha sido convidada para a Feira do Livro, para autografar o livro RECLUSÃO da Laurinda Rodrigues, no qual participei com o Fernando Cunha de Sá, não sei bem como estarei no Domingo...
Beijinhos
Excelente!
ResponderEliminarBoas melhoras, Maria!
Bom fim-de-semana.
Um abraço
Obrigada, Cheia!
EliminarBom fim-de-semana e um abraço!
Com muita piada a sua publicação de hoje.
ResponderEliminarAbaixo as moscas e as melgas!!!
Um abraço.
L
Apoiado, apoiado!!! :)
EliminarSei que elas têm de ter alguma função que seja útil para este grande sistema de interacções ecológicas que é a vida sobre a Terra, mas ainda não lhes descobri nenhuma...
Obrigada e um forte abraço, L.!
Nota-se que a Maria João escreveu este divertido soneto antes da cirurgia, porque suponho que agora não tem a mesma vontade de chalacear. De qualquer modo, espero que tudo acabe bem, porque as dores de dentes não são brincadeira nenhuma. As melhoras.
ResponderEliminarTem toda a razão, Fernando, a criança traquinas que vive dentro de mim, está agora tristonha, indisposta e dorida.
EliminarNão é dor de dentes, é mais dor de pós cirurgia dentária que correu mal porque tudo inchou logo durante as anestesias. Eu bem avisei que me doía quando ele me tocava na raiz. Deu-me outra anestesia daquelas que são aplicadas no fundo da raiz e eu nem a senti. Quando voltou a tentar puxar a raiz, voltou a doer, mas o médico disse que era impossível que me estivesse a doer e ... aguentei. Não desmaiei, mas adormeci durante toda a viagem de carro, cheguei a casa e voltei a adormecer até às quatro da tarde.
No dia seguinte tinha a cara toda inchada , o espaço sublingual cheio de flictenas e o interior do lábio inferior todo em carne viva. Nunca vi nada parecido e já me arrancaram muitíssimos dentes e raízes.
Obrigada e um abraço!