ESPADA DE POETA III
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ESPADA DE POETA III
*
Desmonta a máquina infernal do medo,
Constrói um escudo contra os teus temores
Que mesmo sendo tarde é sempre cedo
Pra deter esta máquina de horrores
*
Abre os olhos, desvenda o seu segredo,
Descobre os mais pequenos pormenores
Da trama em que se tece este degredo
Que não há dor pior do que estas dores!
*
Mas se o corpo dorido to recusa,
Passa o teu testemunho à tua Musa
Que fará da palavra o instrumento
*
Com que irás combater o medo insano...
Poeta, se o combate é desumano,
Que seja a tua espada o teu talento!
*
Mª João Brito de Sousa
15.08.2023 - 16.40h
***
O medo é um sentimento de quem tem consciência das ameaças a que não podemos fazer frente, nesse transe, escrever ajuda.
ResponderEliminarUm abraço.
Nesse caso, L., escrever é fazer frente a todas essas ameaças, negando-lhes, portanto, a existência ou remetendo-a para um futuro incerto.
EliminarForte abraço, poeta amigo!
As espadas dos poetas são mais eficazes, que as reais.
ResponderEliminarBoa trade, Maria!
Um abraço
Boa tarde, Cheia! Peço desculpa, mas estas suas palavras certeiras escaparam-me.
EliminarEstas nossas espadas não colhem vidas. Poucos as lêem/ouvem, mas, pelo menos não colhem vidas...
Um abraço!
As palavras dançam nos meus olhos e o seu movimento leva-me ao „guerreiro“ com a sua espada ⚔️ não desumana, mas justa. Soneto que arrepia pela sua actualidade.
ResponderEliminarAbraço sem medo, que pergunta como a Maria João vai de saúde⁉️
A minha saúde vai fraquita, que isto "é uma verdadeira colecção de mazelas autoimunes", como disse o meu cardiologista, mas estou a tentar salvar o que me sobrou - se é que sobrou alguma coisa de jeito... - de criatividade. Não me reconheço em mim mesma se me limitar a limpar o pó, estender a roupa e lavar a louça. Já perdi a voz e a garra para pintar, tudo o que me resta é a poesia e uma Musa que ficou meio apática com tanto Flexiban e tanta Gabapentina...
EliminarObrigada por vir até cá saber de mim, Teresa :)
Forte abraço
O medo quando chega, consegue anular tudo e nos deixar num completo caos.
ResponderEliminarNo caso da Maria João a Musa anda por perto, e com palavras consegue afuguentar o medo.
Talvez a arma das palavras seja eficaz e forte.
Por isso já diziaoutro Poeta que a palavra é uma arma.
Boa semana com saúde e harmonia.
Um beijo
Piedade Sol
Olá, Piedade !
EliminarNão tenho dúvidas de que a palavra é uma arma, minha amiga.
Estive, recentemente, "desarmada" por questões de saúde e só eu sei quão tediosos foram esses longos dias...
Obrigada e que tenha, também, uma excelente semana.
Um beijo
"A cantiga / palavra é uma arma"! Votos de muita saúde.
ResponderEliminarÉ a minha única arma, sim, Francisco.
EliminarAgradeço e retribuo do fundo do meu remendado os votos de boa saúde
Prometi a mim próprio nunca usar o elogio
ResponderEliminarRompo a promessa pois não resisto
Em considerar teu poema
Além de belo, profundíssimo
Abraço admirado
(com razões para isso)
Obrigada por me fazeres saber que esta Espada de Poeta te tocou no melhor dos sentidos, querido amigo.
EliminarForte abraço!
Belíssimo!
ResponderEliminarSem palavras para expressar como é uma enorme alegria ter os teus sonetos de volta Mª. João sem medo! E mesmo sem medo, sem camisa, sem tanta coisa, a poesia é um sentimento para além do comum, é extraordinária e libertadora, temerária e surpreendente, como uma arma sim, como o que for necessário para a Vida!
Um grande e forte Xi Mª. João!
Obrigada pelo teu entusiasmo, querida Cotovia.
EliminarPara amanhã ainda não tenho nenhum poema inédito, é bem possível que tenha de voltar a recorrer às reedições. Paciência, tenho de aceitar que a minha Musa ainda esteja um bocadinho enferrujada e que o facto de eu demorar cada vez mais tempo para fazer cada vez menos coisas inadiáveis também tem o seu peso.
Um GRANDE xi
Sabedoria
ResponderEliminare com alegria
bom e belo dia, que tou vindo do mar, beijinhos
Vens fresquinho, fresquinho, !
EliminarSabem sempre a pouco, as férias, se bem me lembro...
Um abraço de boas-vindas