UM LENÇOL DE ÁGUA PURA E LINHO CRU - Reedição
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Eu, depois do banhinho, fotografada pelo meu pai, 1952
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UM LENÇOL DE ÁGUA PURA E LINHO CRU
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É lençol de água pura e linho cru
Este amor que se expande e gratifica,
Que não tem voz, mas te trata por tu
E em ternura te eleva e multiplica
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Tal qual nasce um menino e, todo nu,
Reduz a nada a imensa dor que implica
O parto, qual memória de baú
Que se revê quando já nada a explica...
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Cobrimo-lo de panos pra que aqueça,
Amparamos-lhe a queda, se tropeça,
Tentamos dar-lhe tudo, nada tendo
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E o mesmo fazemos, sem sabê-lo,
Se a mão nos obedece ao estranho apelo
De um verso que nos nasce e vai crescendo...
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Maria João Brito de Sousa
Oeiras, Portugal
***
Mas cá pra mim
ResponderEliminaro nariz apertar
seria pra mergulhar
Bom dia com alegria
e que seja um belo dia em harmonia MJ, beijinhos
Ahahahah! Por esta altura, , ainda era muito pequenina para mergulhar e, depois, quando comecei a mergulhar a sério, por volta dos meus três ou quatro anos, nunca apertei o nariz...
EliminarQue tenhas um belo e harmonioso dia, que eu aguardo a equipa de enfermagem do ACES Oeiras que chegará a qualquer momento para me fazerem a análise de avaliação do INR.
Beijinhos
Muito bonita, a tentativa de suavizar a dor do parto.
ResponderEliminarFeliz resto de dia, Maria!
Beijinhos
Obrigada, Cheia!
EliminarMas nem é tentativa, que a dor só dura enquanto os não temos nos braços... mal os vemos e lhes tocamos, aquela dor atroz à qual julgávamos nem sobreviver, esfuma-se num segundo.
Feliz tarde e beijinhos
Este é um poema de grande ternura com versos tão admiráveis que quis escolher um e não fui capaz. Escolho todos... que ternos, que belos, todos.
ResponderEliminarUm abraço.
L
São versos ternos, a condizer com qualquer criança recém-nascida, como eu quando o meu pai tirou a fotografia lá de cima, L.
EliminarObrigada e um forte abraço
"...Amparamos-lhe a queda, se tropeça, ..." Aparentemente tão simples e tão rico de conteúdo.
ResponderEliminarMuito obrigada, Francisco.
EliminarSaúde e um fraterno abraço!