CRAVOS DE ABRIL
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CRAVOS DE ABRIL
*
(Aos velhos e aos que ainda estão em botão)
*
Se hoje vivemos revestidos
Do que pisaram mal floriu
E se nos soam aos ouvidos
Gritos que mais ninguém ouviu
*
Cuidai então dos que, oprimidos,
Deram ao chão que em flor se abriu
A força imensa dos sentidos
Que a burguesia então traiu!
*
Sei que calais esta verdade
Como quem esconde um pecadilho,
Que vos encheis da saciedade
*
De um pai que o foi sem ter um filho
E só semeia crueldade
Em searas-bomba sem rastilho!
*
Mª João Brito de Sousa
08.10.2023 - 16.00h
***
Nota - O meu primeiro soneto em versos octossilábicos de compasso binário,
com acentuação tónica na quarta e oitava sílabas métricas.
Para todos! Muito bom.
ResponderEliminarBoa noite, Maria!
Um abraço.
Obrigada, Cheia!
EliminarUm abraço
Continuamos a trazer um cravo na lapela da nossa memória.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Há cinquenta anos que o trago dentro de mim, L.
EliminarUm abraço!
Além de poema-bandeira
ResponderEliminarele adivinhou o meu caminho
agora mesmo percorrido
(se me visitares agora,
perceberás o que te digo)
Abraço mágico
Ups! Vou já, já ver do que falas!
EliminarAbraço mágico... por que não?
Olá, querida amiga Maria João!
ResponderEliminarCuidar dos desvalidos é um desejo nobre de um grande coração.
Um soneto altruísta cheio de bons propósitos.
tenha dias abençoados na nova semana!
Beijinhos com carinho fraterno
Boa noite, querida Rosélia!
EliminarSim, cuidar dos desvalidos também é um propósito humanista.
Que a nova semana lhe traga, também, dias abençoados
Um beijinho carinhoso!
Acho lindo essa simbologia do cravo que permanece e cresce a cada ano que passa.
ResponderEliminarTodos nós admiramos e amamos essa liberdade alcançada pelo seu País.
Que nossos gritos sejam de Paz _ estamos precisando !
grande abraço, Maria
Embora nem sempre compreendidos, os cravos vermelhos continuam e continuarão a florir, Lis
EliminarSempre foram de justiça e de paz, os nossos gritos, os gritos que nunca calaremos...
Um grande abraço