DONA ELITE DE OLIGARQUIA & SA - Reedição
![]()
DONA ELITE DE OLIGARQUIA & SA
*
Das migalhas que ao povo atirava,
Dona Elite, pensando melhor,
Entendeu ser demais o que dava
E que ao povo sobrava vigor
*
Porque, quando a migalha abundava,
Poderia sentir-se um senhor
E atrever-se a sonhar que mandava
Em si próprio, apesar de “inferior”
*
Dona Elite, prevendo o pior,
Sem cuidar do que ao povo faltava
Comeu tudo o que, a si, lhe sobrava:
*
Comeu pobre e criado e senhor
E, por fim, sem notar quanto inchava,
Engoliu tudo quanto restava
*
Até ver que mais nada, em redor,
Preenchia o vazio que gerava
E onde, impante e rotunda, orbitava
*
Muito alheia ao seu próprio fedor.
*
Maria João Brito de Sousa
09.10.2013 – 18.42h
***
NOTA – Soneto em verso eneassilábico com dupla “coda” ou “estrambote”
ResponderEliminarDestino com pés de barrro, mal cozido
Bom dia com alegria
e sorriso bonito MJ. Beijinhos
Viva, !
EliminarO destino desta Dona Elite tem mesmo de ter os dias contados, ou não sobrarão muitos de nós para a servir e alimentar...
Tadinho do meu sorriso, ! Agora só posso sorrir de boca fechada...
Beijinhos
A imagem é adequada ao poema.
ResponderEliminarO poema é adequado à ofensiva proposta que as hienas da CIP vieram fazer com o que eles chamam "bónus do décimo quinto mês".
Um abraço.
L
Viva, L.
EliminarOntem andei a percorrer o Brancas Nuvens Negras de alto a baixo, a ver se encontrava uma imagem adequada que sossegasse a minha tentação de invadir a NASA e roubar-lhe um asteroide qualquer... Acabei por encontrar esta imagem nos meus ficheiros mais antigos e, pronto, teve de ser esta mesmo...
Metaforicamente falando, um ecossistema completamente livre de hienas, vai sendo, por enquanto, um sonho. Um ecossistema cheio de hienas, é um pesadelo que fatalmente redundará numa catástrofe.
Forte abraço!
Estas "coisas" da "coda" e do "estrambote" têm que se lhe diga!
ResponderEliminarBoa tarde, Francisco!
EliminarA coda ou estrambote é apenas um apêndicezito que se junta ao soneto comum... Embora prefira criar nos formatos tradicionais, não quis deixar de experimentar esta excentricidade do soneto. E resultou bem, neste caso.
Paz, saúde e um fraterno abraço
A Dona Elite só pensa nela.
ResponderEliminarBom dia, Maria!
Um abraço.
Viva, Cheia!
EliminarA dona Elite só pensa em si mesma, é bem verdade!
Pode aqui aparecer metamorfoseada ou caricaturada, mas existe e está bem à vista de quem se esforce por descobri-la. Nenhum dos defeitos que aqui lhe atribuo é falso ou exagerado, acredite.
Um abraço!
Olá olá querida Mª. João!
ResponderEliminarEstá espectacular este soneto de coda!
"Comeu pobre e criado e senhor
E, por fim, sem notar quanto inchava,
Engoliu tudo quanto restava"
Está datado de 2013, e através deste soneto, refletias sobre a plano de dieta, "menu", ou "engorda" da dona elite. Desde então, nada mudou para melhor, apenas para pior, e se recuarmos no tempo, desde o fim da república em Roma e a sua substituição pelo imperialismo, e mesmo com o retorno da República na era moderna, que se mantém uma enorme promiscuidade entre quem governa e as elites, das quais a governação ambiciona aproximar-se, afastando-se cada vez mais daqueles que deveriam representar e defender, o Povo.
Tendo publicado este inicio de semana um soneto com um tom que se pode considerar equivalente, sinto que é devido este comentário de opinião e tom mais politico, consequência da leitura do soneto "DONA ELITE DE OLIGARQUIA & SA", onde até o titulo "SA", reflete a impunidade de quem (se) governa em lugar de governar.
A escolha do borrão é muito adequada e só peca por ser uma figuração da mancha, ou nódoa... ou borrão como se conduzem os destinos dos portugueses, nesta República não das bananas, mas sim, como na imagem, república (com letras muito pequeninas) das {borra}+{das}
A coda está fenomenal:
"Até ver que mais nada, em redor,
Preenchia o vazio que gerava
E onde, impante e rotunda, orbitava
*
Muito alheia ao seu próprio fedor."
Magnifico!
Um dia muito bom para ti, enorme Xi.
Beijinhos axicorãozados, querida Mª. João!
Ai, pequena Cotovia, bem podíamos ficar toda a tarde a conversar sobre isto, mas além de não ter ainda almoçado, tenho um máquina cheia de roupa para estender... bem, que se lixe a roupa, mais a minha mania de passar a vida a lavar tudo!
EliminarA imagem foi a minha salvação, ou correria o risco de me deixar levar pela tentação e invadir a NASA para lhe roubar um asteroide que personificava às mil maravilhas a Dona Elite de Oligarquia & SA...
Quanto ao resto, o final é previsível e só está um bocadinho acelerado pela evidente falta de espaço para me explicar melhor... Acode-me Einstein, que eu sou uma ignorante nestas coisas de espaço/tempo
Este é o chamado "worst case scenarium" que eu espero do fundo do coração que não venha a tornar-se realidade. Ainda acredito numa humanidade humana e nem todos nós fomos engolidos pela ambição desmedida do lucro e as lutas dos povos nunca serão vãs...
Para quem nunca tenha detectado a presença desta Dona Elite, recomendo um olhar mais atento sobre o que se vai passando no mundo e muito cuidado, porque ela nunca se vos apresentará na sua forma real, virá sempre travestida de qualquer coisa bonita e apelativa, qualquer coisa com que quase todos nós sonhamos. Só depois de ter conseguido enganar a esmagadora maioria dos humanos, dará o bote final. Há quem lhe chame "deus dinheiro", mas seria mais correcto chamar-lhe "deus muitíssimo dinheiro", já que nada vejo de errado nas justas lutas de quem trabalha por uma remuneração que lhe permita uma vida digna.
Um enorme xi , pequena Cotovia!
Não entendo nada de coda nem de estrambote ,de oligarguia estamos todos fartos e
ResponderEliminare a Elite está bem desenhada na música de Cazuza_ ' Não me ofereceram/Nem um cigarro/Fiquei na porta/Estacionando os carros/Não me elegeram/Chefe de nada/O meu cartão de crédito/É uma navalha” . Nada mudou de lá pra cá ...
Suas reedições cabe em todo o espaço-tempo,Maria
Deixando meu abraço
Boa noite, Lis
EliminarTens razão, tudo continua muito actual, com a dona Elite continuando a engordar e o número de pessoas que não têm forma de alugar um tecto a aumentar muito, aqui, em Portugal.
Um abraço, Lis!
Levei
ResponderEliminarmas
deixo
abraço
agradecido
por
ter roubado
Tu bem sabes que és um dos meus ladrões favoritos, Rogério
EliminarToma lá outro abraço por mo teres roubado