FOME(S) II - Reedição
![]()
Pormenor de mural de Diego Rivera
*
FOME(S) II
*
Se tens fome do pão que ao rico sobra,
A força da razão está do teu lado
Quando acusas traído o resultado
De tudo o que é produto de mão de obra
*
E se, do que criaste, outrem te cobra
O fruto inteiro ou o maior bocado
E a ti te deixa pobre e esfomeado
Certo de que te cala e que te dobra
*
Mal sabe que te entrega a força toda,
Que essa força em ti cresce e se denoda
Para acender-se em chama renovada
*
Porquanto se agiganta, alastra em roda,
Incendeia-se toda e mais te açoda
Quando do que estuou lhe sobra um nada.
*
Mª João Brito de Sousa
In A CEIA DO POETA
Inédito
***
![]()
"...Para acender-se em chama renovada..." Que a chama da Poesia se renove cada dia, cada ano! Excelente 2024!
ResponderEliminarPor agora, foi a infecção respiratória que se reacendeu... E de que maneira, Francisco.!
EliminarA minha chama da poesia está baixinha, baixinha, no final deste 2023 de má memória. Mas voltará!
Um excelente 2024 também para si
"Incendeia-se toda e mais te açoda"
ResponderEliminarFeliz Ano Novo e muita inspiração, Maria, João!
Um abraço
Obrigada, Cheia!
EliminarMais triste pelo mundo em chaga do que pelas minhas próprias feridinhas, não deixo por isso de desejar-lhe um muito melhor ano de 2024.
A minha gripe - que desde os primeiros dias de Novembro me anda a chatear e que ontem piorou visivelmente - quase me impede de andar por aqui a conversar convosco. Peço desculpa, mas estou mesmo muito tolhidinha de tosse e arrepios.
Um abraço
Boas e rápidas melhoras, Maria João.
EliminarBom Ano Novo.
Um abraço
Obrigada, Cheia!
EliminarUm bem melhor 2024!
Abraço
A poesia como acto necessário à revolução.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Já em reedição, L., que a gripe que me atacou no início de Novembro, nunca chegou a curar-se e agora piorou muito. Mas sim, sempre houve poesia nas revoluções.
EliminarForte abraço