Contam-se os dias que vão passando. Contam-se os abraços que não demos. Conta-se tudo o que desejamos e até o que não desejamos. E o calendário sempre a passar... Tudo de bom, minha Amiga Maria João. Uma boa semana. Um beijo.
Esta coroa de sonetos de várias autoras, foi escrita durante a famigerada pandemia do SARS-CoV2, quando estávamos todas em confinamento obrigatório e a Chave representava, simbolicamente, a saída desta prisão sem culpa formada. Para mim, não foi muito diferente do que eram e são os meus dias. Sofri mais pelos outros do que por mim.
Esta foi partilhada por quatro pessoas, não foi aquela deliciosa vertigem que costumo sentir nas coroas a dois. Mas gosto muito desta Chave que quase exorcizou a reclusão de cada uma de nós... Obrigada pela parte que me cabe e um forte abraço
UM VOO DE PARDAL * Eu, que tanto o pratico, sei tão mal As razões de voar do próprio engenho… Sinto que é muito meu, mas sei-o estranho E chego a acreditá-lo original Por vezes, volitando, é um pardal Que por mim passa a ver quando o detenho, Sabendo que eu, sem asas, não desdenho Um timorato adejo ocasional… E logo as mãos me adejam no teclado Por causa de um pardal me ter tentado, Por obra de tão parca tentação Que é caso pra dizer que ter voado Tem sempre uma razão, sempre um culpado E as culpas nunca são da própria mão… Maria João Brito de Sousa – 05.09.2012 – 20.10h Imagem de pardoca, retirada da net, via Google
Não sei como gerir tanta emoção Nem sei como vos hei-de agradecer Tudo isto aconteceu e eu sem saber Como expressar a minha gratidão Se cada um de vós é meu irmão Na nova dimensão, no renascer, É também vosso tudo o que eu fizer, Cada traço a nascer da minha mão... Pr`a todos vós que não vejo, mas sinto, (serei sempre leal pois nunca minto) O meu muito obrigada e os meus versos! A todos vós prometo esta partilha De mulher inventada numa ilha Algures entre inventados universos...
(Soneto em decassílabo heróico) Meu espanto, como bicho degolado, É este quase-nada, este destroço, Que embora reduzido a pele e osso Faz frente a quem o tenha encurralado, É este não temer ser confrontado Com força natural, fera ou colosso, Que nega a frustração do “já não posso!” E muda, à dura sorte, o resultado. Meu espanto mora em mim, comigo vive, Mas pode exacerbar-se onde eu nem estive Se as asas dum poema o transportarem, Porque traz quanta força eu jamais tive Se enfrenta humilhação que o esgote ou prive Da voz que os sonhos meus lhe não negarem. Maria João Brito de Sousa – 30.10.2013 – 15,16h Imagem retirada da página do Partido Comunista Português
Beleza MJ
ResponderEliminarBoa semana em harmonia e bom dia
de boas rotinas, beijinhos
Obrigada, !
EliminarBoa semana também para ti, bem embrulhadinho em roupa que, por aqui, à hora das temperaturas mais altas, estão uns míseros e tiritantes 6º.
Beijinhos
Contam-se os dias que vão passando. Contam-se os abraços que não demos. Conta-se tudo o que desejamos e até o que não desejamos. E o calendário sempre a passar...
ResponderEliminarTudo de bom, minha Amiga Maria João.
Uma boa semana.
Um beijo.
Bom dia, Graça.
EliminarEsta coroa de sonetos de várias autoras, foi escrita durante a famigerada pandemia do SARS-CoV2, quando estávamos todas em confinamento obrigatório e a Chave representava, simbolicamente, a saída desta prisão sem culpa formada. Para mim, não foi muito diferente do que eram e são os meus dias. Sofri mais pelos outros do que por mim.
Tudo de bom para si também.
Um beijo
Gostei muito de ler e ouvir esta chave.
ResponderEliminarBom resto de dia, Maria João!
Um abraço
Obrigada, Cheia!
EliminarBom jantar e um agradável serão.
Abraço
Que apresentação original. Como já disse antes, fico com falta de ar ao ver o seu (vosso) trabalho poético. Belo trabalho combinado.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Esta foi partilhada por quatro pessoas, não foi aquela deliciosa vertigem que costumo sentir nas coroas a dois. Mas gosto muito desta Chave que quase exorcizou a reclusão de cada uma de nós...
EliminarObrigada pela parte que me cabe e um forte abraço