A FLORESTA - Reedição
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A FLORESTA
*
Pintei, numa floresta, cogumelos
E árvores azuis, como Gauguin,
Preenchendo as neblinas da manhã
De violetas e de ocres muito belos
*
Fui colorindo o fundo de amarelos,
Sentei-me com Diana, abracei Pã,
Comi o verde polme da maçã
E entrancei folhas de hera nos cabelos...
*
Não houve nenhum sol, nenhuma lua
Que ousasse reclamar-me a sua posse,
Ou me reivindicasse o seu destino
*
Porque ela, omnipresente, agreste e nua,
De aspecto inacabado e sabor doce,
Foi fruto de um soneto em desatino
*
Maria João Brito de Sousa
25.09.2009
***
(Poema escrito para a Fábrica de Histórias e reformulado a 20.05.2015 -13.22h)
Um poema que é uma pintura e uma pintura muito adequada ao poema. Num caso e noutro podemos ver as cores. Tudo obra sua.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Obrigada, L.!
EliminarSim, foi tudo obra minha, exceptuando a fotografia da tela que foi tirada e digitalizada por Vítor Martinez. Há muito que deixei de me atrever a exprimir-me sobre tela, madeira ou papel montado em madeira...
Outro abraço
Muito bonito!
ResponderEliminarBoa tarde, Maria João!
Um abraço.
Obrigada, Cheia!
EliminarUm abraço
Gosto tanto deste soneto como amo as florestas alemãs 🌳
ResponderEliminarComo vai a Mistral? Uma carícia minha para ela.
Abraço forte e solidário da amiga de sempre.
Viva, Teresa :)
EliminarA Mistral está a melhorar muito devagarinho... é preferível que assim seja porque se aumentarmos ainda mais a dose de insulina, corre o risco de, de repente, entrar em choque hipoglicémico e morrer antes de ter tempo de chegar ao hospital veterinário. Mas, apesar de continuar a fabricar oceanos de urina, já está mais vivaça e até já vai dando uns passeios pela casa...
Não posso é deixar de lhe injectar um décimo de ml de insulina de manhã e outro à noite, para além de soro fisiológico subcutâneo para ajudar a eliminar as doses maciças de açúcar no sangue.
A sua carícia ser-lhe-á entregue :)
U grato abraço