DESOLAÇÃO - Reedição
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DESOLAÇÃO
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Choro quem parte e temo por quem fica:
Se a vida tem remédio, a morte não
E o mundo vai caindo em depressão,
Sem que se saiba tudo o que isso implica
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Já que ao que tudo ou quase tudo indica,
Pouco nos deixa, esta devastação
Pr`além do rasto de desolação
Que diante de nós se multiplica
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Como vírus que, entrando em mutação,
Corrói um mundo do qual não abdica
E lhe devora a carne feita pão.
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Lá longe, ouve-se um sino que repica,
Uma voz que suplica a salvação
E outra que nega o que isso significa.
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Maria João Brito de Sousa
03.03.2021 - 11.07h
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Gostei muito. Este é um momento que confirma o ascenso das forças do mal. Não sabemos o que aí virá mas não será coisa boa.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Viva, L.!
EliminarEste soneto foi escrito num dos momentos mais duros da pandemia do SARS -CoV-2... O marido da minha filha mais velha morrera pouco antes, infectado pelo vírus... Apenas fiz uma ligeira modificação no verso final e parece acabadinho de escrever para retratar a subida dos abutres ao poder.
Obrigada e outro forte abraço
Tempos de desilusão, que os dias nos dão.
ResponderEliminarBoa tarde, Maria João!
Um abraço.
Não podemos dar-nos ao luxo de ficar deprimidos, Cheia... Um ou dois dias de humana tristeza e... a vida continua e vai desafiar-nos muito mais, bem como pôr-nos à prova com uma realidade que vai ser muito dura. Vamos erguer a cabeça e preparar-nos, munidos de quanta coragem e bom senso consigamos transportar no peito e nos braços.
EliminarAbraço
Teu soneto triste e sombrio
ResponderEliminarTem o condão
De me despertar a razão
E me lançar á procura de um hino
Amanhã, to canto pelo caminho
Abraço energico
Viva, Rogério!
EliminarCombinado! De ti já espero tudo, mas confesso que não te imaginava compositor... No entanto, tens um poder de improviso invejável e não me admiraria nada se me cantasses um hino composto por ti.
Abraço já muito ensonado que isto de andar todos os dias de Ceca para Meca tipo Indiana Jones "em busca da pensão perdida", deixa-me derreadinha de todo. O que vale é que este meu cravo nunca murcha
Muito adequada esta reedição. Infelizmente, a poetisa não anuncia nada de bom...e essa é a realidade.
ResponderEliminarBeijo
E ainda assim a Natureza faz bonita a primavera e acalma o sol do outono.
ResponderEliminarDeixemos que a esperança faça coisas novas e surpreendentes.
Amemo-nos para impedir maior desoação.
Abraço forte, amiga querida,
* estou desolada com medo de perder a minha gatnha
que está doente, mas medicada. Que tenha sete vidas. , é o que espero ,
Obrigado e felicitações pelo Poema.
ResponderEliminarNada nos pertence, nem a Vida! Nada levamos, tudo cá deixamos, quando partimos! Saúde, muita e da boa e Paz!
Quase que pude ouvir o repicar dos sinos ao longe, tanta é a espera de uma salvação qualquer. Vivemos tempos desolados. Que será que podemos fazer? Gostei muito do poema.
ResponderEliminarUma boa semana.
Um beijo.
Maria João
ResponderEliminarUm soneto realista e muito actual, embora seja reeditado e adaptado .
Vamos esperar para ver, mas...
Parabéns minha Amiga pela sua maneira magistral de escrever poesia em forma de soneto.
Desejo boa semana e muita saúde.
Um beijo
:)