SEM TÍTULO V
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A Persistência da Memória - Salvador Dali
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SEM TÍTULO V
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Persiste uma memória de futuro
A erguer-se sobre a purga dos mais fracos
Dos vulneráveis já feitos em cacos
E dos qu`inda agonizam no chão duro...
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Certeza ou intuição? Não sei, nem juro
Que este futuro se encha de buracos
Dos quais as horas pendam como sacos
A derramar um visco em "chiaroscuro"...
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Há porém quem desista e quem se esforce,
Quem algoritmos troque pelo Morse
E quem coma do chão quanto o chão der
*
Somos (ainda) bichos imperfeitos
E racistas, também, que aos preconceitos
Até o mais racista os nega ter.
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Mª João Brito de Sousa
21.03.2024 - 20.50h
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Eu te juro
ResponderEliminarsou capaz de tudo
mas racista? como
se tenho sangue mouro
Beijo
Viva, Rogério!
EliminarNão foi a ti que me dirigi, caramba! É que também eu cometo muitos erros mas não me excluo da espécie humana usando o "eles" como tanta gente faz... Todos nós pertencemos a essa espécie da qual ainda estão longe de ter sido extirpados o fascismo, o racismo e a xenofobia todos materializados numa repugnante salada que continua a ser levada à mesa do explorador pela mão do explorado...
Mas esquece, que este soneto está horrível, não presta para nada e eu não deveria tê-lo escrito à revelia da Musa que anda por aí com uma fisga imaginária a tentar salvar o mundo...
Forte abraço
Olá Maria João. De regresso, ainda bem!
ResponderEliminarTemos memória... que nos faz temer o futuro.
As suas melhoras.
Um abraço.
L
Olá, L.!
EliminarNão posso prometer nada, porque cada vez me sinto mais incapaz de conciliar as crescentes imposições da vida real com o tempo que tenho de passar diante do computador... ando a experimentar-me.
Forte abraço!
Somos e seremos sempre bichos imperfeitos, disso não tenho a mínima dúvida Maria João, para o bem e para o mal.
ResponderEliminarMas como é de bem que a gente se importa, é bom saber que a musa vai dando um ar da sua graça por estes dias.
Deixo lhe um abraço cúmplice
Boa tarde, Cúmplice do Tempo!
EliminarEstou perfeitamente de acordo consigo, mas trago comigo outro argumento ... Melhor dizendo, somos todos bichos imperfeitos que, na sua maioria, vão tentando aprender a tornar-se um pouco melhores a cada dia que passa. Hummmm, talvez tenha exagerado quando escrevi "na sua maioria", mas seria muito bom que tivesse acertado...
A perfeição é uma abstracção que é incompatível com a própria vida. Mas é uma abstracção muito útil para nos fazer melhorar, tal como a utopia é muitíssimo útil para nos fazer caminhar...
Escrevi este soneto completamente à revelia da Musa, não é um bom soneto em termos melódicos embora tenha todas as tónicas e átonas no seu lugar.... :)
Um abraço cúmplice
Olá, querida amiga Maria João!
ResponderEliminarAcabei de assistir uma reportagem sobre os inúmeros casos frequentes de racismo.
Creio que a humanidade está pondo para fora toda cultura preconceituosa a que fomos habituadas por séculos...
O efeito climático, o instinto bélico dominante e a falta de caráter está estrutural...
Trouxe à tona um tema muito atual.
Tenha uma primavera abençoada!
Beijinhos com carinho fraterno
Olá, querida Rosélia!
EliminarTem razão, toda a razão! Se por um lado temos cada vez mais pessoas empenhadas em derrubar o racismo e a xenofobia, por outro lado esta extrema insegurança em que vivemos faz com que todos esses e outros preconceitos venham ao de cima, mais do que nunca inflados e carregados de ódio.
Não é fácil o momento histórico que vivemos e mais do que nunca precisamos de armar-nos de amor, lucidez e coragem.
Que seja, também, abençoada a sua Primavera!
Beijo carinhoso
Cá estou eu. Lembras-te de mim? O tempo não para, isto é, somos nós que ainda brindamos o tempo com o que nos sai da alma inspirada em tudo e nada, como se nada fosse tudo. Beijinhos
ResponderEliminarOhhh!
EliminarClaro que me lembro de ti, Azoriana!
Tens razão, o tempo não para, mas é muito mais útil para nós irmo-lo enchendo e preenchendo com estas coisas que nos saem da alma do que ficarmos a vê-lo passar sem fazermos nada de nada.
Bem me basta ter de andar a escrever sem o auxílio da Musa, a mancar da melodia, como manco andando na vida real
Beijinhos!
Lutaremos até à nossa última gota de sangue, contra esse monstro, que a tantos engana.
ResponderEliminarBoas melhoras, Maria João!
Um abraço,
Até à última gota de sangue, Cheia!!!!
EliminarForte abraço!