DIALOGANDO COM CAMÕES NO SEU QUINGENTÉSIMO ANIVERSÁRIO XXVII
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DIALOGANDO COM CAMÕES NO SEU QUINGENTÉSIMO ANIVERSÁRIO XXVII
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EL VASO RELUCIENTE Y CRISTALINO
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El vaso reluciente y cristalino,
de Ángeles agua clara y olorosa,
de blanca seda ornado y fresca rosa,
ligado con cabellos de oro fino,
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bien claro parecía el don divino
labrado por la mano artificiosa
de aquella blanca Ninfa, graciosa
más que el rubio lucero matutino.
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Nel vaso vuestro cuerpo se afigura,
raxado de los blancos miembros bellos,
y en el agua vuestra ánima pura.
*
La seda es la blancura, y los cabellos
son las prisiones y la ligadura
con que mi libertad fue asida dellos.
*
Luís de Camões
***
A mí, Señor, me habías prometido
Entero el corazón... Cómo creer-te
Si ahora oigo que vas a perder-te
¿Por otra, qué seguro te ha mentido?
*
Así me quedo sola, así te olvido
¡Sin lloros, que no quiero detener-te!
Solo palabras podré devolver-te
Y serán todas las que te he oído
*
Quédate con tu vaso reluciente
Que pronto quebrarás a puñetazos
Porque se te habrá vuelto indiferente
*
Ya no me embromarás con tus abrazos,
Ahora sé que puedo hacerte frente:
¡Jamás me romperás en mil pedazos!
***
Mª João Brito de Sousa
21.04.2024 - 15.00h
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O soneto de Camões foi transcrito do blog Sociedade Perfeita
¡Muy bien, en español! ¡Quien habla así no es tartamudo!
ResponderEliminarGracias, Fernando.
Eliminar¿Fue Camões él que a empezado... qué podría hacer, sino seguir-lo?
Puede que esté un poquito ronca, pero no, no soy tartamuda.
Abrazo
Ai, caramba... "Fué Camões él que ha empezado", falta-me aí um H no verbo Haber.. Yo he , tu has, él, ella, usted ha...
EliminarQue bien Mari
ResponderEliminarBoa semana e bom dia em harmonia e saúde MJ, beijinhos
Buenos dias, Angél Muchas gracias!
EliminarEsta semana vai ser outra corrida pegada entre exames e hospitais... espero bem que me deixem fôlego para celebrar o 25 de Abril.
Que seja uma boa semana para ti.
Beijinhos
Em castelhano... a Maria João domina a arte da poesia, do soneto.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Olá, L.!
EliminarSim, eu domino mesmo a construção do soneto, é um facto e nem fico corada com este tipo de elogio: o que seria de uma autoproclamada operária do soneto se o não soubesse construir sem defeitos de fabrico?:)
Tive uma língua materna muito rica porque adorava andar a procurar nas grandes enciclopédias a génese de todas as palavras portuguesas. Tinha, porém, um tio espanhol e aprendi a ler em revistas de BD da Walter Lantz e Walt Disney impressas em espanhol que o meu avô trazia já não me recordo de que país da América do Sul, embora creia que era do Chile. Também o francês era falado lá em casa entre o meu avô e a minha avó e, muitas vezes, directamente da minha avó para mim e de mim para ela. Aos quatro ou cinco anos falava bastante bem três línguas que aprendi quase sem dar por isso. Agora estou é muito enferrujada, mas não tanto quanto julguei estar antes de responder a Camões :)
Um forte abraço
Como dialogou bem com o soneto de Camões, usando a mesma linguagem da época. Sou admiradora do que escreve e como escreve, minha Amiga Maria João.
ResponderEliminarUma boa semana.
Um beijo
Muito obrigada, Graça!
EliminarEsta era a linguagem da época no reino de Castela, que a língua portuguesa já tinha começado a consolidar-se antes ainda de Camões lhe ter dado o seu fortíssimo contributo
, daí a minha forte convicção de que o nosso vate não tenha conseguido resistir aos encantos de uma qualquer dama castelhana. Aliás, depois de tantos sonetos de amor lhe ter lido , quase acredito que ele não resistiria a os encantos de uma dama marciana ou venusiana, se alguma lhe passasse ao alcance da vista. :)
Desejo-lhe uma excelente semana que o nosso vinte e cinco está quase, quase a cumprir o seu quinquagésimo aniversário
Um beijo
Muitos parabéns, por mais uma conversa com Camões, e noutra língua.
ResponderEliminarNoite tranquila, Maria João!
Um abraço.
Obrigada, Cheia!
Eliminarestou um bocadinho enferrujada por falta de uso nestas últimas seis décadas, mas o espanhol foi a língua em que aprendi a ler sozinha.
Que tenha uma noite serena e reparadora
Outro abraço
Mesmo em castelhano
ResponderEliminara Musa
te ajuda
Abraço
Estamos enferrujaditas, a Musa e eu, mas foi em espanhol que aprendemos a ler antes do tempo.
EliminarAbraço!
Embora tenha grande antipatia pelos espanhóis e pela a sua língua [curiosamente, tenho uma bisavô da Galiza%] adorei absolutamente os dois sonetos. Uma maravilha poética.
ResponderEliminarA minha antipatia pelos espanhóis tem a ver com os famigerados FILIPES.
O acontecimento histórico que mais me agrada, é exactamente o 1 de Dezembro e, o nosso Luís de Camões está de acordo comigo, esteja ele onde estiver.
Hoje, deixo-lhe um abraço forte e muitíssimo especial, desejando-lhe que tudo lhe corra bem e que amanhã encontre aqui outro diálogo.
Então temos mais uma antipatia em comum porque eu também sinto uma contida raivazinha
Eliminarcontra os filipes o que não me impediu de ter gostado muito de um espanhol que se casou com a irmã da minha mãe, que sempre tratei por tio e com quem, em três tempos, adquiri uma excelente pronúncia madrileña quando era ainda muito pequenina. E era verem-me na sala de estar a cantar ora fados de Coimbra com voz de Hilário, ora as canções da Marisol e do Joselito enquanto sapateava graciosamente ao lado do tio Manolo :)Tenho muita pena de ter perdido completamente a voz há cerca de uns quatro anos porque era uma daquelas pessoas que passavam a vida a cantarolar no banho, a aspirar a casa, a tratar da bicharada, a lavar a louça... sei lá. Cantarolava por tudo e por nada, sobretudo quando estava sozinha e podia atingir as notas mais altas sem incomodar ninguém.
Mas estou para aqui a devanear e nem sequer lhe agradeci por ter gostado deste meu soneto ou me lembrei que tenho de me despachar porque hoje é dia de levar a Mistral ao hospital veterinário para controle da glicémia e de comprar uma nova ampola de insulina porque a que tenho no frigorífico está quase no fim.
Obrigada e um forte abraço também para si, Teresa