SE ACASO VOS RECORDO
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SE ACASO VOS RECORDO
*
Se acaso vos recordo, filhas minhas,
E às vossas mãos de cera e porcelana
Que vão tecendo a juta a filigrana
Das coisas que ideais quando sozinhas
*
Será em vós que espelho as andorinhas
E a velha graça que do vôo emana
Se volteiam semana após semana
No azul de que são escravas e rainhas
*
Mas se vos desconheço enquanto adultas
- longe dos olhos pulsa o coração -
Porque assim o ditou a vossa escolha
*
Guiada por razões que entendo estultas,
Guardei-vos como rosas em botão,
De vós ninguém me arranca espinho ou folha!
*
Mª João Brito de Sousa
17.04.2024 - 21.30h
***
Quando pulsa o coração em desalinho ,faço girar o pensamento ,j
ResponderEliminarjá espinho entrelaçado. Ando as voltas, mFlor, ando as voltas.
Enternecida nessa manhã agradeço por tanta beleza em palavra.
És 'rosa em botão' da tua musa' e junto-me a ti , a desfiar o dia .
Beijinhos,bom dia e muitos outros todos bons.
Bom dia, Lis
EliminarObrigada por gostares do que leste
Só não sei como foi que esta fotografia encolheu tanto, que eu não a redimensionei nem autorizei ninguém a fazê-lo :( Devia ver-se bem a minha barriguinha inteira e a minha filha mais velha, também de corpo inteiro, a pôr areia num balde...
Vamos então desfiar mais um dia
Beijinhos
Que beleza... nas palavras, na fotografia, no sentido da maternidade para sempre guardada em si Maria João. Lindo e comovente.
ResponderEliminarBeijinhos grandes para si e para a Mistral. Continuação de um bom dia.
Olá, Sofia!
EliminarObrigada por me fazer saber que gostou do que leu
A Mistral continua bem e penso que assim continuará por muito tempo porque nunca lhe falto com a insulina e com a alimentação especial para gatos diabéticos. Claro que é um trabalho extra para mim e para a amiga que me ajuda no transporte para o HVO , além de eu ter de estar muito atenta ao seu comportamento, pois pode sempre surgir - vade retro! - uma hipoglicémia súbita. Torço para que isso NUNCA , NUNCA aconteça e ambas seguimos com a vidinha para a frente : eu cansadota e ela toda picadinha, mas bem disposta.
Beijinhos grandes para si também
Querida Maria João, vocês são exemplos de vida e amizade, tão bonito, a Mistral é uma fofinha cheia de sorte.
EliminarBeijinhos grandes.
A Mistral é mesmo uma fofinha, em todos os sentidos, rsrsrsrs ;) Agora já perdeu mais de um Kg, o que é muito para um pequeno felino, mas depois de andar quase dois anos a tomar cortisona (foi por causa de uma gravíssima dermatite miliar) inchou tanto que mais parecia uma enorme bola peluda com quase nove kg de peso.
EliminarTenho pena que ela não tenha um companheiro da sua espécie para brincar com ela, mas a minha reformazinha tem de ser contada aos cêntimos, sobretudo depois das despesas com as análises, a insulina e a ração especial. Além do mais, eu própria estou em tão mau estado que chego a recear ir desta para melhor e deixá-la aqui, desamparada, que eu duvido muito que alguém queira aceitar a responsabilidade de cuidar de um animalzinho que precisa de tantos cuidados veterinários...
Outro beijinho, Sofia
Tenhamos fé...beijinhos Querida Maria João.
EliminarEla é feliz com tantos mimos e cuidados médicos isso é o mais importante.
Sim, eu sinto que ela é feliz apesar das picadelas todas, coitadinha... Mas, embora digam que os gatos são muito desprendidos, eu notei claramente uma profunda tristeza espelhada na Mistral quando um amigo que me ajudava nas compras e me levava para o hospital em cadeira de rodas, deixou de poder vir fazer-lhe festinhas e de ensaiar algumas brincadeiras com ela porque faleceu precocemente.
EliminarBeijinhos, Sofia
Os gatos são seres mágicos, sensíveis e carinhosos...beijinhos.
EliminarConcordo, Sofia!
EliminarE soube há muito pouco tempo que são o único animal que, em casos raríssimos, claro, pode conseguir manobrar o seu metabolismo de forma a curar a diabetes.
Claro que isto deve ser um caso em cada mil e apenas deve acontecer com gatos mais jovens, mas é curioso que seja o único animal sobre este planeta que consegue tal proeza.
Não fico à espera que a Mistral seja um desses casos raros e se cure até porque a sua diabetes foi induzida por cortisona, mas sempre aprendi mais qualquer coisa sobre estes nossos esplêndidos amiguinhos peludos.
Beijinhos
Agora fui eu que aprendi... fantástico...o mundo tem tanta magia e os animais são maravilhosos.
EliminarOs filhos são uma companhia para toda a vida, estejam ou não fisicamente presentes.
ResponderEliminarFeliz dia, Maria João!
Um abraço.
Estão dentro de nós para toda a vida, sim, Cheia!
EliminarFeliz dia e outro abraço
Compreendo o desgosto e a insatisfação. O poema é um documento sobre a sua desgostosa realidade.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Isto que aqui digo é um paliativo bastante eficaz contra a insatisfação e o desgosto, L.
EliminarDepois de tantas tentativas abruptamente falhadas de mútuo entendimento e aproximação, seria louca - louca de uma daquelas loucuras não criativas que precisam de medicação e internamento - se ainda não tivesse aprendido a lidar com a inevitabilidade e a sobreviver a esta situação.
Tal como nunca ninguém nos roubará a memória de termos vivido o verdadeiro Abril, ninguém me roubará, a mim, a memória das crianças que de mim nasceram.
Forte abraço
Compreendo e impressiono-me.
EliminarUm abraço de Abril.
L
Outro abraço de Abril, L.!
EliminarEncantadora, esta foto! Que beleza de poema!
ResponderEliminarQue a Mistral, suave e bela continue junta da sua dona. Adoro gatos...o meu tem dezoito anos.
Um beijinho, minha amiga.
P.S. : vou tentar redimir o "Rara Avis".
Boa noite, Ana!
EliminarAgradeço a gentileza das suas palavras sobre este meu poema, mas a fotografia ainda vai ser substituída pela original, mais completa. Não sei como foi que esta apareceu recortada nos meus ficheiros de imagem.
Quanto à Mistral, continua bem, embora ligeiramente menos activa do que era... Não posso garantir a idade dela porque a recolhi já adulta, embora calcule que tenha entre os nove e os dez anos pois não podia deixar de ser uma adulta muito jovem ou não conseguiria passar os dias a "voar" sobre os móveis e a atirar para o chão tudo quanto era tela pendurada nas paredes. Era um pequeno furacão peludo que se atrevia a desafiar até o meu saudoso Sigmund Freud que tinha então 21 anos e já mal se aguentava de pé. E lá conseguia que o pobre tentasse correr atrás dela, sem qualquer êxito porque quando o velhotinho chegava à porta da sala já ela tinha dado quatro ou cinco voltas à casa inteira...
Se lhe for possível devolver o nome original ao seu blog, faz muito bem.
Já lá estive e verifiquei que conseguiu. :)
Outro beijo!
Espero que desculpes a minha prolongada ausência... mas ao regressar dou por um poema que já conhecia antes de o teres escrito... e entendo porque foste buscar tão comunicativa foto...
ResponderEliminar(registo as melhoras da Mistral)
Abraço apertado
Claro que sim, Rogério! Sei muito bem que não te sobra tempo nem para respirar fundo, sobretudo agora que tudo anda numa crescente efervescência e que a tua peça de teatro está em vias de começar a fazer ouvir as pancadinhas de Molière.
EliminarQuanto à Mistral, creio que se irá aguentar enquanto eu me aguentar e não lhe falhar com a ração especial, as análises semanais e as injecções de insulina a horas certas... Assim vamos "puxando" uma pela outra quase sem darmos por isso ;)
Abraço grato e apertado!
Tic tac tic tac
ResponderEliminarBom fim de semna em harmonia e bom dia MJ, beijinhos
Bom dia,
EliminarTic tac, tic tac... o tempo corre. Ou melhor, voa a jacto!
Agora sim, bom fim-de-semana, de preferência com algum solzinho... Por aqui arrefeceu bastante e o dia está cinzentinho de todo, coitado dele.
Beijinhos