VERSOS DO DESENGANO - Reedição
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VERSOS DO DESENGANO
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O Mundo não me vê. Sou invisível
Como as teimosas ervas dos caminhos
E estes meus versos frágeis, comezinhos,
Não passam de um rumor quase inaudível...
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Não fora eu tão humana, perecível
E eterna escrava dos meus desalinhos...
Mas os astros, amor, morrem sozinhos
E nem esse teu deus é infalível!
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O que é o Mundo, amor que um dia amei,
Senão a rocha astral em que me sei
Até que um dia deixe de saber-me
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Se os infinitos sonhos que (im)plantei
Nos versos dos poemas que engendrei,
Não me tornam maior que um simples verme?
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Mª João Brito de Sousa
16.04.2022 - 11.45h
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Memorando o soneto VERSOS DE ORGULHO de Florbela Espanca
Excelente!
ResponderEliminarBom fim-de-semana, Maria João!
Um abraço.
Obrigada, Cheia!
EliminarBom fim-de-semana e um abraço
Os poetas são o próprio engano porque... persistem na poesia.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Viva, L.!
EliminarClaro que sim, tal como os músicos persistem na música instrumental e os pintores na pintura...
Um abraço