UM POENTE DIFERENTE, À BEIRA-TEJO - Cavalo desenhado a ferro e fogo
Quis falar do Mondego e, na verdade, É desta foz do Tejo que vos falo, E cresce cá por dentro a voz que calo Pr`a conter as saudades sem saudade. Solta-se o sonho oblíquo à claridade E a linha de horizonte é um cavalo Que não sei se lá está, se imaginá-lo É mera ilusão de óptica, ou vontade, Pois galopa um poente à beira Tejo Rumo a estranhas lonjuras que nem vejo Por estarem tão além do meu futuro Que, do que vi, me sobra o claro espanto De um cavalo-solar que aqui levanto Rasgando, a ferro e fogo, um céu já escuro. Maria João Brito de Sousa – 01.11.2011 – 16.00h
Fico admirado com tanta capacidade poética. Isso sim é um labor poético de particular qualidade.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Muito obrigada. L.
EliminarA minha saúde é frágil e eu vi-me na contingência de ter aguentar mais algumas dores em troca da liberdade de escrever. Não estou arrependida e qualquer coisa dentro de mim se recusa a acreditar que a poesia - tanto a branca quanto esta, a metrificada - não serve para rigorosamente nada. Nasci poeta e poeta morrerei. De qualquer forma, há muito que deixei de poder de ser útil de outra forma...
Outro abraço
;Minha querida avó... já curaste a tua alma...
ResponderEliminarÓ meu rico netinho, não é da alma que ando doente. Não é, nem nunca foi, desde há uns quase quarenta anos.
EliminarTu ainda não sabes, mas um dia destes leio-te o final do relatório da última TAC. , aquela que fomos fazer onde Judas perdeu as botas e tu tiveste de pedir a um taxista que nos guiasse até lá, lembras-te?
Um abraço desta tua velha avó que bem mais te sorriria se ainda dentes tivesse