UM POENTE DIFERENTE, À BEIRA-TEJO - Cavalo desenhado a ferro e fogo
Quis falar do Mondego e, na verdade, É desta foz do Tejo que vos falo, E cresce cá por dentro a voz que calo Pr`a conter as saudades sem saudade. Solta-se o sonho oblíquo à claridade E a linha de horizonte é um cavalo Que não sei se lá está, se imaginá-lo É mera ilusão de óptica, ou vontade, Pois galopa um poente à beira Tejo Rumo a estranhas lonjuras que nem vejo Por estarem tão além do meu futuro Que, do que vi, me sobra o claro espanto De um cavalo-solar que aqui levanto Rasgando, a ferro e fogo, um céu já escuro. Maria João Brito de Sousa – 01.11.2011 – 16.00h
Se Camões soubesse que tem quem lhe responda. Não sabe mas tem e isso é sinónimo de eternidade.
ResponderEliminarUm abraço
L
Boa noite, L.
EliminarQuinhentos anos nos separam e, no entanto, quando visto a pele de uma das suas amadas, tenho sempre a sensação de o ter aqui, à minha frente... Sei bem que é apenas sugestão e que faz parte do processo criativo, mas que é curioso, é. E eu também deixo de ser apenas eu durante alguns minutos para passar a ser, também, a mulher que com ele dialoga.
Obrigada e um abraço
Sexta feira de quase fim de Semana Natalícia, que sej a um belo dia MJ.
ResponderEliminarBeijinhos
"Moi", fantasmagoricamente saída de uma noite de cãibras malvadas: Bom dia
EliminarOooops, Acho que vou andar o dia inteiro assim, mas desejo-te um excelente fim-de-semana, com muita lenha na lareira enquanto eu, por aqui, aqueço os pés na escalfeta.
Beijinhos