UM VOO DE PARDAL - Soneto muito ligeiro, dedicado à Ligeirinha
UM VOO DE PARDAL * Eu, que tanto o pratico, sei tão mal As razões de voar do próprio engenho… Sinto que é muito meu, mas sei-o estranho E chego a acreditá-lo original Por vezes, volitando, é um pardal Que por mim passa a ver quando o detenho, Sabendo que eu, sem asas, não desdenho Um timorato adejo ocasional… E logo as mãos me adejam no teclado Por causa de um pardal me ter tentado, Por obra de tão parca tentação Que é caso pra dizer que ter voado Tem sempre uma razão, sempre um culpado E as culpas nunca são da própria mão… Maria João Brito de Sousa – 05.09.2012 – 20.10h Imagem de pardoca, retirada da net, via Google
Belo poema de saudade. Sentimos a falta dos que nos fazem falta. A existência deles também justificava a nossa existência.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Assim é, L., e no entanto, vai sendo cada vez maior e mais e mais habitada a Cidade dos Meus Mortos que nada tem de triste nem de tenebroso porque sempre ou quase sempre os vejo/imagino sorrindo felizes. Também há saudade, claro, mas é uma saudade doce, pacífica e até luminosa...
EliminarUm forte abraço
Bom resto de Semana, bela quarta feira em harmonia
ResponderEliminarque as saudades não ofusquem o sorriso MJ. Beijinhos
Bom dia,
EliminarObrigada. Que tenhas , também, uma excelente quarta-feira.
As saudades não irão ofuscar o meu sorriso, até porque o Manuel Rui ficaria triste se assim fosse. Guardo os meus familiares a amigos que já partiram num cantinho muito luminoso do meu e, a ele, nunca o recordo se não a brincar e a sorrir, que foi assim que ele viveu: a trabalhar que nem um mouro e a fazer possíveis e impossíveis para ajudar todos os que dele precisavam, mas sempre, sempre alegre e a sorrir.
Beijinhos