SONETO -5

Flores - Carlos Ricardo (1).jpg


Fotografia de Carlos Ricardo


*



SONETO -5
*



A Terra roda e todos nós rodando


Passamos pela Vida. Uns, apressados


E outros a vacilar, quase parados


Que os anos percorrido vão pesando...
*



Curioso é perceber que até travando


Rodamos sem parar, somos levados


Não creio que pr` Além sermos julgados,


Mas porque Aqui nos fomos desgastando...
*



Passe o tempo que passe até à meta


Passámos, nesse tempo, a vida inteira,


Que é sempre assim que a Viagem se completa...
*



Ninguém, ao Tempo, toma a dianteira:


Tão velozmente corre o grande atleta


Quanto o que aguarda imóvel na cadeira.
*



Mª João Brito de Sousa


01.12.2024 - 14.00h
*


Sonetos da Contagem Decrescente
***


 


 

Comentários

  1. E assim vamos rodando até a roda acabar.

    Boa tarde, Maria João.
    Um abraço.

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    1. Assim é, Cheia.

      Rodamos nós e rodam os nossos sonhos, decepções, risos e mágoas: andamos numa roda viva até a vida acabar para nós.

      Boa tarde, bom 1º de Dezembro e um abraço

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  2. E até ficamos com a cabeça à roda
    Boa semana, boa segunda feira
    e bom dia em harmonia MJ, beijinhos

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    1. Ehehehe... cuidado, , segura-te aí a qualquer coisa antes que caias de tanto andar à roda...
      Estou a enxotar/exorcizar uma cãibra na perna direita... Mas, vá lá, esta noite não tive muitas...

      Bom Domingo e beijinhos

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  3. Passamos pela vida, ou a vida passa por nós. O tempo é demasiado apressado E nós "somos títeres de barro na lâmina de Cronos". Reflexivo o seu soneto.
    Uma boa semana, minha Amiga Maria João.
    Um beijo.

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    1. Bem-haja, Graça.

      Passamos pela vida e a vida passa por nós, sim... Às vezes a uma velocidade assustadora...

      Boa semana, querida Amiga.

      Um beijo

      Eliminar
  4. Olá querida Mª. João!
    Gostei muito deste teu soneto que aborda um dos meus grandes dilemas, o tempo! E que bonita e melódica forma de colocares as tuas questões sobre este nosso amigo pois tens toda a razão, e o teu terceto final o canta tão bem:"Ninguém, ao tempo, toma a dianteira!".
    Ainda no outro dia com outro poeta aprendi uma coisa sobre o tempo: que também se mede com o amor, que o estica, se o damos, permitimos que o tempo se expanda, assim como se o recebemos.
    Um grande Xi-coração querida amiga Mª João

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ao Tempo, querida Cotovia, podemos iludi-lo e até estender e estender por alguns momentos, mas só os iludidos crêem poder tomar-lhe a dianteira. Bem, os iludidos ou os génios que consigam decifrar os mistérios da Teoria das Cordas antes de cumprirem o seu percurso de vida.

      Aqui vai um xi expandido

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