GUERRA II
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Imagem gerada pelo ChatGTP
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GUERRA II
*
Há tantos meses divididos entre
O afecto, a revolta e a mistura
Da dor co`a lucidez remanescente
Vamos entre ventura e desventura
*
Com o que a sanidade nos consente
E assim, entre a temp`rança e a loucura,
Vive o seu dia a dia muita gente
Que está quase no ponto de ruptura
*
Porquanto dividida vai vivendo
E em dois segundos passa do sorriso
À tristeza e ao medo. Assim vai sendo
*
Porque nos é imposta uma razia
Que a todos traz horror e prejuízo
E que nos rói por dentro noite e dia.
*
Mª João Brito de Sousa
Oeiras, 01.01.2025 - 13.30h
***
As guerras nunca trazem nada de bom.
ResponderEliminarBom Novo Ano, Maria João!
Um forte abraço.
Olá, Cheia!
EliminarA guerra é a mais estúpida, cruel e absurda de todas as "invenções" humanas, mas também é uma das mais rentáveis para alguns desses humanos.
Um bom 2025, em PAZ, que é aquilo a que mais aspiramos, Cheia!
Forte abraço
Nem nos salvamos nem nos afogamos... por enquanto.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Sim, L., por enquanto. Esta situação não pode continuar por muito mais tempo pois está a tornar-se insustentável.
EliminarOutro abraço
Ia comentar o delicioso soneto dedicado ao Ano Menino, cuja imagem é tão deliciosa quanto o poema, mas vejo que não cheguei a tempo, Mª João.
ResponderEliminarSe bem que eu prefira a imagem anterior, admito que esta, representado o lado horrível que as guerras provocam na Natureza, em contraste com a beleza da Paz, com o homem no centro de tudo, reconheço que entre a Maria João e esse Chat Inteligente, há uma relação de puro entendimento. A 'criatura' não lhe quer ficar atrás em talento, e aprimora na pincelada...
Que essa sua magnífica Musa continue em alta neste Novo Ano, estimada Sonetista. de preferência sem Guerras na face da Terra.
Um forte abraço
Olá, Janita!
EliminarO facto de uma maquineta que tem um algoritmo a pulsar em lugar de um coração entender perfeitamente o que lhe diz/escreve um ser humano é tão fascinante quanto assustador, mas é já uma realidade indiscutível.
O que não sei é se a minha Musa se vai aguentar muito tempo nas condições em que me encontro, porque a seguir a ter adormecido durante a passagem do ano, fui para a cama e, pouco depois estava acordadíssima com dores nas pernas - cãibras misturadas com a estenose de veias e artérias nas pernas fizeram-me ficar acordada toda a noite - e, agora, as cãibras passaram para as mãos, estou a responder-lhe com um dedito que mantém alguma mobilidade porque os outros estão todos torcidinhos... enfim, chatices das valentes, que nem sei como hei-de fazer para ser bem sucedida no tal telefonema obrigatório para o Saúde 24 se ninguém consegue ouvir/entender uma palavrinha do que digo...
Se quiser ir reler ou ver de novo a imagem da Saudação Formal a 2025, aqui fica um atalho para ela https://poetaporkedeusker.blogs.sapo.pt/saudacao-formal-a-2025-981044
Esta GUERRA II, já me saiu a duras penas, que as cãibras nas mãos também doem. que se fartam. Por outro lado, continuo com um sono imenso que já me teria levado a "correr" para a cama se eu não tivesse a certezinha de que o raio das cãibras das pernas iriam voltar...
Obrigada e outro forte abraço para si
Boa tarde Maria João
ResponderEliminarLi e concluo que a minha Amiga anda com a Musa em alta, e para abrir o ano traz-nos este soneto que é uma pérola, para quem souber ler nas entrelinhas.
Este soneto, de uma força emotiva notável, retracta com maestria as batalhas interiores que travamos diariamente. A autora conduz-nos por um conflito interno onde afectos e revoltas coexistem, e a sanidade luta para se manter frente à dor.
Com uma cadência impecável, descreve a volatilidade da nossa condição emocional, oscilando entre sorrisos e tristezas num piscar de olhos. A "razia" final, imposta e incessante, simboliza a destruição silenciosa que nos consome, dia após dia.
A poesia aqui transcende o técnico, ressoando como um espelho da alma humana: é impossível não se identificar nesta luta incessante e universal. Um poema de rara profundidade e autenticidade.
Penso que estou correcta na minha interpretação, mas se não estiver, cada qual lê e interpreta à sua maneira. Esta foi a minha. A imagem gerada pela IA não foi muito do meu agrado embora esteja em sintonia com o soneto.
Deixo um beijo
:)
Pronto, Piedade , lá me deixou de novo de boca aberta e sem saber como lhe agradecer esta análise.
EliminarMas olhe que também a mim me arrepiou um pouco a imagem que o ChatGTP engendrou para este soneto... Talvez seja aquela face aterradora que ele utilizou para simbolizar a guerra... e no entanto a guerra é mesmo aterradora, não lhe posso pedir que a interprete de outro modo.
Como estou a ver a minha saúde, ou o que dela resta, a andar para trás a toda a velocidade, não posso prometer que a Musa continue a dar o seu melhor. A menos que a afonia e as as dores nas extremidades - por doença arteriovenosa periférica - desapareçam quase por milagre, vou começar a ter sérias dificuldades em entrar em sintonia com a Musa, até porque, neste estado, quase não durmo e estou para aqui a dormir em pé, sem forças, nem capacidade de concentração para nada.
Mas voltemos agora ao que me diz: estou perfeitamente de acordo com a sua análise que se aproxima ao milésimo de milímetro da mensagem que , embora ensonada, tentei fazer passar. Até ao nível da imagem estivemos em concordância :)
Muito obrigada e um beijo
Abençoada Musa! ´Que a Saúde acompanhe o sentir da Musa.
ResponderEliminarSoneto sublime. Espaço de aprendizagem este seu blogue. Também leio os comentários.
Feliz 2025!
Muito obrigada, Francisco.
EliminarEspero poder estar um pouco melhor amanhã, mas como tudo se tem vindo a agravar nos últimos dias, tudo o que está ao meu alcance é desejar melhorar, tal como agora lhe desejo um Feliz 2025
Paz e Saúde!
A Maria Joao está aludindo a uma declaração profunda que lida com as lutas internas e os anseios das pessoas pela paz no mundo. Os idealistas tendem a olhar para o mundo através de uma lente optimista, mas também reconhecem os conflitos internos e a busca por algo mais alto que muitas vezes nos atormenta. É uma perspectiva interessante que mostra como nossos sonhos e ideais podem ser uma fonte de inspiração e discórdia interior.
ResponderEliminarAbraço da amiga que neste momento nada lhe rói por dentro 🍀
Olá, Teresa.
EliminarTem razão, mas durante esta quadra festiva penso não ter sido a única a sentir alguma dificuldade em desejar boas festas a alguns, enquanto tantos outros - que não conhecemos, é certo, mas que são nossos iguais - enfrentam a morte e/ou a mutilação a cada minuto que passa. Senti, sobretudo, a necessidade de explicar a cada um dos amigos a quem me dirigia tudo o que de paradoxal se interpunha entre mim e os meus votos de Feliz Natal ou de Boas Festas.
Claro que não o fiz: que sentido faria uma curta mensagem de Boas Festas a encimar um texto longo e confessional que muito poucos entenderiam?
Acabei por me autorizar a fazer o que todos faziam e os votos de boas festas que por aqui e ali fui deixando não levavam uma única mancha daquela espécie de culpa que senti no início. Culpa assumidamente minha e só minha - "mea culpa" - claro, pois sempre tive uma certa tendência para exigir de mim mesma muito mais do que o que vou exigindo do "outro"..Se isto é "bom", ou "mau", depende da perspectiva e nem eu estou muito segura em relação a isso. Se for defeito, é um daqueles defeitos que prefiro ter a não ter.
E agora terei de lhe dizer que não me faltam mazelas que me roam por dentro, desde as dores do raio da doença vascular periférica a uma profunda tristeza sempre que paro para ver/ler e ouvir o que se está a passar neste nosso pequeno/grande mundo.. Com as primeiras, não estou a ter sorte nenhuma, continuam a progredir. Com as últimas, tive de aprender a lidar para não me deixar deprimir. Difícil, Difícil é lidar com ambas em simultâneo.
um abraço amigo desta sonetista que mora onde o Atlântico vem abraçar o Tejo
A diversidade de escolhas e estilos de vida é o que torna cada uma de nós única.
EliminarA Maria João representa a força e a determinação no campo político, lutando por causas e mudanças que impactam a sociedade.
Por outro lado, eu valorizo a família e a construção de laços afectivos, o que é uma forma poderosa de contribuir para o bem-estar e a felicidade a meu redor.
Ambas as trajetórias são válidas e refletem a liberdade de ser quem somos.
Celebrar essas diferenças é fundamental para uma sociedade mais rica e inclusiva.
Abraço da mulher de família que não quer salvar o mundo 🌎
Eu sei, Teresa, eu sei... E também sei que tudo o que eu possa tentar fazer para salvar o mundo, não chegará sequer a ter o impacto de mais uma gota de água no Atlântico.
EliminarEntretanto, já me aconteceu tentar salvar o mundo quando era uma mulher de família. Essa, porém, é uma história complicadíssima, muito mais complexa do que as mais incomuns tragédias pelas quais tantas famílias passam e que, pelo que me diz respeito, morrerá no segredo dos deuses. Gosto desta frase, mas nunca a achei muito adequada porque os deuses são muito indiscretos, vingativos, prepotentes e tanto quanto pude ir lendo sobre eles, uns verdadeiros poços artesianos no que respeita a segredos...
De qualquer forma, ninguém a poderá contar com um mínimo de verdade porque é como um daqueles cofres que só revelam o que contêm quando são abertos por quatro chaves em simultâneo e a minha chave, a primeira e a única que desde o início se encontra na posse de uma pessoa adulta, morrerá comigo.. Daqui a uns aninhos, espero, não vá o diabo aproveitar o facto de não me estar a sentir nada bem com estas dores isquémicas e o raio da afonia que se está a eternizar, e tecê-las agora.. :)
Outro abraço de quem, acima de tudo, gostaria de poder contribuir um pouco mais para a salvação do mundo
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Bom dia em toda a harmonia, belo dia MJ, beijinhos
ResponderEliminarBom dia em harmonia também para ti,
EliminarEspero que melhor o teu do que o meu que, tal como ontem, não consegui dormir com dores e não me sinto mesmo nada bem..
Beijinhos