HAVIA UM MAR II - Reedição
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HAVIA UM MAR II
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Existe ainda um mar que em tempo incerto
Transpondo quanto dique eu lhe impuser
Me galvaniza e vai sempre a crescer
Por dentro de mim mesma, a descoberto
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Submergindo o que exista lá por perto,
Subindo o que é suposto, em mim, descer
Numa vaga incontida do meu ser
Que quebra e se transforma em livro aberto…
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Mole infinda das ondas e marés
Nas quais, liberta a escrava das galés,
Vaga a vaga, me afundo em vaga alheia
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De um mar que podes ser, que também és,
Se à praia desces e, molhando os pés,
A espuma ascende em nós galgando a areia.
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Maria João Brito de Sousa
01.04.2011- 09.16h
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NOTA - Soneto trabalhado a partir do soneto original, também de minha autoria, “Havia um Mar”, in PEQUENAS UTOPIAS , Corpos Editora, World Art Friends
Um mar de maravilhosos versos.
ResponderEliminarFeliz resto de dia, Maria João.
Um abraço.
Obrigada, Cheia.
EliminarFeliz resto de dia para si também.
Outro abraço
Bom e belo fim de Semana
ResponderEliminarque o Mar
sempre sem parar, a dar a dar à costa
Bom e belo fim de Semana MJ, beijinhos
Bom e belo fim-de-semana para ti também,
EliminarDe minha casa, agora, só vejo uma nesga de mar. O Tejo, que dantes via, ficou escondido pelas torres das palmeiras...
Beijinhos
O mar como grande elemento poético. O mar como força interior da autora. Aprecio esse vigor poético.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Obrigada, L.
EliminarSim, o Mar é um poderosíssimo elemento poético.
Talvez por ter crescido neste final de Tejo, haja tanto mar na poesia que escrevo...
Outro abraço
Feliz fim de semana, com saúde.
ResponderEliminarAgradeço e retribuo os votos de um feliz fim-de-semana, Francisco.
EliminarUm abraço