O TAL VINTE E CINCO
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O TAL VINTE E CINCO
*
Aos vinte e cinco foi dia
Quando era de madrugada
E nesse dia a alegria,
Toda a alegria que havia,
Explodiu quando libertada
*
Aos vinte e cinco chorou-se
Pelo motivo contrário
Ao que o estado novo trouxe:
Aos vinte e cinco cantou-se,
Sonhou-se um poder operário!
*
Tantos mil, fomos vontade,
Que num grito, um grito só,
Saudámos a liberdade,
Todos em pé de igualdade
E a pisar o mesmo pó
*
No chão de todas as ruas
Metro a metro percorridas
Por chaimites, por charruas...
E sonhei, ou vi faluas
Trocar mar por avenidas?
*
Aos vinte e cinco, sonhámos,
Aos vinte e cinco sentimos
O sabor do que criámos
E desse dia guardámos
O que hoje não permitimos
*
Depois? Depois aprendemos,
Porque, pouquinho a pouquinho,
Percebemos que o que temos
São as coisas que fazemos
Quando ninguém está sozinho
*
Por isso é que é sempre urgente
Lutar mais, com mais afinco,
Sem deixar de ter presente
Que há sempre quem rosne à gente
Que fez o tal vinte e cinco!
*
Maria João Brito de Sousa
23.04.2018 – 09.46h
***
Esmorecer nunca
ResponderEliminarBom e belo fim de Semana, em toda a harmonia. Beijinhos
Olá,
EliminarEstou doente, não esmorecida. Viva Abril, sempre!
Feliz 25 de Abril, com saúde e paz!
ResponderEliminarPeço desculpa, não me tenho andado a sentir bem, daí a minha ausência
EliminarSaúde e Paz neste 25 de Abril de 2025! Que nunca seja apagada a memória do vinte e cinco de Abril de 1074!
Boa tarde!
ResponderEliminarNeste poema, a autora borda em versos a alvorada de um povo que ousou sonhar de pé. O cravo floresce em cada estrofe, símbolo de um Abril que ainda pulsa nas ruas, nas vozes e na memória. Com lirismo e lucidez, este é um tributo à liberdade que nasceu do chão e que, mesmo ferida, insiste em florir.
Poema pleno de memória e pulsação, que a autora reconstrói com engenho o espírito do 25 de Abril. Verso a verso, percorremos a alvorada da Liberdade, sentindo no chão comum das ruas e dos sonhos a força de um povo que ousou transformar o destino. Uma homenagem sentida, vibrante e lúcida, como um cravo vermelho ao peito da palavra.
Como sempre, um momento belissímo de Poesia a recordar um dia que não pode ser esquecido.
25 de Abril, sempre...
Um beijo
:)
Querida Piedade
EliminarAs suas palavras deixaram-me de lágrimas nos olhos... Obrigada e que tenha um muito, muito belo 25 de Abril, hoje e sempre!
Um beijo
Quem sofreu, nunca mais esqueceu
ResponderEliminarQuem sabe versejar, pode o momento pintar
Com bonitas cores e palavras de amor
Que tocam o coração de quem tanto esperou
Para que nascesse este bonito dia.
Muito obrigado, por este bonito quadro.
Que a Liberdade jamais nos falte.
Um abraço, Maria João.
Obrigada, amigo José da Silva Costa!
EliminarFaço minhas as suas palavras: Que a Liberdade jamais nos falte!
Forte abraço
Viva o 25 de Abril. A luta continua.
ResponderEliminarUm abraço revolucionário.
L
Um abraço revolucionário, L.
EliminarVinte cinco de Abril sempre!