SEM CENSURAS





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*

 

SEM CENSURAS

*

 

Nunca embarco em fingiduras,

Discursata, ostentações…

Sei que arrisco uns trambolhões

Quando em tábuas mal seguras

Enfrento, estando às escuras,

Ogres, bruxas e papões

Que me acenam com poções

Feitas de estranhas misturas

De ervas que prometem curas

Mas provocam comichões
*

 

E podem causar tonturas,

Dor de cabeça, aflições,

Enjoos e sensações

Cujos sintomas descuras

Mas que serão sempre obscuras

Causadoras de lesões

Se te esqueces das lições

Deixadas por ditaduras

Que ninguém diria impuras

Antes das duras sanções
*

 

Venham já vacinações

Porque as coisas `stão tão duras,

Andam pr`aí  tais loucuras,

Tremedeiras e sezões

A afectar tantos milhões

Dos que sentem as securas

Nas dolorosas agruras

Destas cruas convulsões

Que com a força de arpões

Nos trespassam. Sem censuras!
*
 


Maria João Brito de Sousa

23.06.2014 – 22.59h
***


 



Comentários

  1. Brancas nuvens negras5 de abril de 2025 às 00:12

    Um poema de uma autora esclarecida. Nunca nos enganarão temos uma opção firme.
    Um abraço.
    L

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