GAZA

GAZA imagem (1).png


Imagem processada pelo Chat-GPT


após leitura do poema


*


GAZA
*



Cálida, a mão desceu-lhe sobre a face,


Cerrou-lhe os olhos fixos e vidrados


E pousou nos cabelos ondulados


Como se o morto assim ressuscitasse
*



Depois, tal qual o corpo inda a chamasse,


Cobriu-o de carinho e de cuidados


E foi depor-lhe os braços decepados


No tronco nu, ou no que del` sobrasse
*



Pegou na pá com raiva tão tamanha


Que a pá tremeu ao atingir a terra,


Como se a terra, a si, lhe fora estranha
*



E num gesto dorido enfim desferra


Sobre a terra sequíssima e castanha


Um golpe que me soa a "MORTE À GUERRA!"
*



Mª João Brito de Sousa


10.06.2025
***

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