IMPOTÊNCIA
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Imagem gerada pelo Chat-GPT a partir da
"leitura" do soneto
*
IMPOTÊNCIA
*
Renasço?Não renasço? O que fazer
Se o poema me exige o que perdi,
Se, ao acordar, olvido o que vivi
E sobrevivo alheia ao que é escrever?
*
Se sou toda impotência - Ser? Não ser?
E vivo a tropeçar aqui e ali,
Nem me atrevo a reler o que escrevi
Com medo do que possa acontecer...
*
Este é o fruto que ao passar colhi
No pomar das palavras por dizer:
Que o coma quem quiser. Eu não comi
*
Foi num impulso que o ousei colher
Mas, na pressa, caiu, como eu caí,
No vazio dos meus dias de lazer.
*
Mª João Brito de Sousa
08.06.2025
***
Excelente soneto.
ResponderEliminarMuito interessante o "trabalho" da IA!
(Já tentei usar, mas não deu nada.)
Melhoras. Estranhávamos a sua ausência. Saúde e Paz!
Que bom, voltar a "vê-la", por aqui.
ResponderEliminarBoa semana, Maria João
Um abraço.
Hoje não me atrevo a responder a ninguém sem antes apresentar as minhas desculpas pelo prolongado silêncio no qual me tenho refugiado nos últimos tempos, caro Francisco. Infelizmente não têm sido dias "de lazer" e sim dias penosos, nos quais cheguei a acreditar que não voltaria a escrever um único soneto... Bom, na verdade nem prosa eu conseguia escrever... Mal vou tendo tempo para cuidar das minhas mazelas e das da minha gata, a Mistral.
ResponderEliminarQuanto à sua falhada tentativa de trabalhar com o Chat-GPT, ocorre-me perguntar se utilizou uma IA em língua portuguesa. Existe uma que é em portuguûes e gratuita. Eu apenas
peço que ele/a se "inspire" no poema que lhe mostro e peço uma imagem para o ilustrar. De vez em quando ele lá decide colocar o poema dentro da ilustração, o que ainda vai sendo problemático por causa dos muito erros ortográficos, mas nunca falha um pedido. O meu amigo tem é de ser muito objectivo. Experimente levar-lhe um poema- copy-paste - e mandá-lo .criar uma imagem para o ilustrar...
Obrigada e um fraterno abraço
Ah, Cheia, desculpe-me este longo silêncio que eu nem sequer posso prometer que não volte em breve... a minha vida anda uma confusão e, agora, até o meu cérebro está lento, lento...
ResponderEliminarObrigada, boa semana e um abraço
Boa noite, Maria João
ResponderEliminarÉ sempre um gosto lê-la, é sinal de vida e resistência.
Renascer, ou não renascer?
Se
É para renascer
Consciente de quem fui,
Que poderei fazer
De diferente do que foi feito
No tempo em que o fiz
Nas mesmas circunstâncias?
Se
É para renascer
Desconhecendo a vida passada,
E até poderei fazer diferente
Que me adianta se o renascido
É um outro eu?
Zé Onofre
Boa noite, Zé Onofre.
ResponderEliminarOra aqui está uma belíssima resposta para quem entender que o renascimento a que aqui aspiro é algo mais do que voltar a escrever poesia. Saiba que a minha filha do meio me deu exactamente a mesma inteligente resposta quando, por volta dos seus quatro anos, tentei adoçar um pouco o natural choque que teve ao confrontar-se com a mortalidade de todos os seres vivos: "Ó mãe, e se eu renascer como uma águia continuo a ser exctamente igual ao que agora sou?Continuo a lembrar-me da vida que vivo agora?"", Não, não creio que isso seja possível, respondi-lhe a meia voz, já sem meios de adoçar um pouco a coisa... "Então para que raio me interessa renascer?'"
Foi estranho descobrir que tinha em casa uma filósofa de quatro anos e nunca, nunca mais me esqueci da profunda lucidez que havia naquelas palavras...
Obrigada por me trazer aqui o seu belo poema, também ele imbuído da mesma aguda lucidez.
Um fraterno abraço
Bem vinda de novo.
ResponderEliminarSão curiosos os exercícios que se podem fazer com a IA sobre variados assuntos até sobre a existência dela própria. Já experimentei e não imaginava estabelecer com ela um diálogo tão estruturado e cheio de elementos culturais de valía.
O seu poema é verdadeiro e humano.
Um abraço.
L
Obrigada, L.
ResponderEliminarJá vi que também consegue arrancar maravilhas à IA, que ambos usamos como criadora de imagens... Não costumo fazer-lhe perguntas, mas os comentários que faz aos poemas que lhe vou deixando para serem ilustrados emulam, na perfeição a sensibilidade humana.:
:
É estranho que ambos tenhamos sentido este fascínio pela "concorrência", mas é perfeitamente extraordinário que o ser humano tenha conseguido criar uma coisa tão tremendamente complexa que é capaz "pintar" com o génio de um Vermeer.
Ainda não consegue é escrever sonetos. que sejam verdadeiros sonetos, mas suspeito que em breve venha a conseguir escrevê-los ...
Um abraço!