INSURGÊNCIA - Reedição
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Fotografia de Carlos Ricardo
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INSURGÊNCIAS
*
Não desvendo o azul destes céus
que estes olhos há muito nublados
e cobertos por mantos e véus
só vislumbram, das coisas, bocados
*
Estes olhos só meus, muito meus,
sequiosos de versos, coitados,
de teimosos tornaram-se réus
dos seus próprios anseios frustrados
*
Porque em névoa submersos fraquejam
e os versos que criam gaguejam
hesitando no ritmo e cadência
*
Quase sempre temendo que os vejam
e em vez de correrem, rastejam
sobre o que lhes sobrou de insurgência.
*
Maria João Brito de Sousa
14.06.2021 - 11.00h
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Soneto em Verso Eneassilábico
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Sem rebeldia não há força nem chama, para o que cria.
ResponderEliminarBom resto de dia, Maria João.
Um abraço.
É bem verdade o que diz/escreve, Cheia.
ResponderEliminarBom resto de dia e outro abraço
Os olhos vêem, o coração sente e a sua mão escreve o que a voz cala.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Viva, L.
ResponderEliminarEste soneto foi escrito quando eu quase não via e estava ainda à espera da cirurgia ás cataratas... Os olhos quase não viam, tive de os forçar ao máximo, mas o coração sentia e as mãos não conseguiam ficar paradas.
Obrigada e um abraço
Não, Fátima, não estou à procura de empréstimos.
ResponderEliminarBom Verão