O MONSTRO

O MONSTRO pint (1).jpg


Imagem Pinterest


*


O MONSTRO
*



O Monstro ataca em força quando f`rido


Na vaidade que tem ou se pressente


Que vai ser confrontado e salta em frente


E grita e gesticula enlouquecido...
*



O Monstro é cauteloso e prevenido


Porque antes de atacar aguça o dente


E vai falando até fintar a gente


Que tremerá, depois, ao seu rugido...
*



Este Monstro repugna, mas convence:


Sabe usar a mentira em seu proveito


E raramente hesita quando o faz
*



E muito embora pouco ou nada pense


Já desistiu de andar de cravo ao peito


Mas ainda se diz cultor da paz.
*


 


Mª João Brito de Sousa


20.06.2025 -23.24h
***


 


 


 


 

Comentários

  1. O monstro será, sempre, monstro.
    Bom domingo, Maria João.
    Um abraço.

    ResponderEliminar
  2. Sê-lo-á, sim, Cheia, mas teremos de lhe limar as garras antes que ele as crave em cada um de nós.
    Espero é que os meus amigos gatos me perdoem por ter utilizado esta imagem... Não resisti a trazê-la até este soneto.

    Bom Domingo e outro abraço

    ResponderEliminar
  3. Brancas nuvens negras22 de junho de 2025 às 00:21

    E o que é triste é que seja o povo a alimentar estes monstros.
    Um abraço.
    L

    ResponderEliminar
  4. Que tempos estes, sim, Ana Xis.

    Um pouco por todo o mundo, os monstros vão-se erguendo, de garras recolhidas, no início para, depois, as lançarem bem esticadas sobre todos os que os não se verguem à sua passagem.
    Só espero que os gatos - que tanto estimo - me não levem a mal ter usado esta imagem. Não resisti...

    Abraço

    ResponderEliminar
  5. É verdade, L., e não o posso negar, mas quarenta e um anos de estado novo aliados a uma igreja omnipresente que, na altura, era, na sua maioria, severa, castrante e punitiva, são muito difíceis de arrancar das entranhas de um povo. Ainda que duas gerações de pós Revolução dos Cravos tenham passado, não esqueçamos que mantivemos impunes muitos fanáticos do regime de Salazar, bem como os tais DDTs que, na sombra, continuaram e continuam a alimentar o Monstro.

    Um abraço

    ResponderEliminar
  6. Inacreditável o que estamos vivendo .Dei um tempo no noticiário porque
    por aqui os governantas, o judiciário, a imprensa ,ninguém trabalha. Só fazem comentar um assunto ocorrido há dois anos atrás ou mais anos ainda ,que só agora tentam resolver_ uma vergonha ! É muita inverstigação para assuntos que ninguém lembra mais e não sabemos a razao do porquê nao trataram à epoca . Enquanto isso não há tempo para olhar o que o povo necessita, nem o que precisa consertar nas cidades brasileiras. . E tem as guerras e o presidente dos EUA vem a público falar sobre a 'alta precisão dos ataques ao Irã' e com deboche sobre a destruiçao da instalação nuclear iraniana ... Como ? em que situação chegamos, Maria . Sim , seja lá o que for deveria tratar o assunto como um estadista e não se igualando aos inimigos, nesse conflito. Estamos tendo que viver isso e sabe-se mais o que vem por ai... Mas vamos ao poema _ sim temos monstros a revelia cultuando a Paz ... risos
    Beijinhos e conversei muito ,amiga. Bom domingo , apesar de ... cuide-se ta´?




    ResponderEliminar
  7. Bom dia, Lis

    A civilização, tal como a conhecemos, está à beira de colapsar ou de, muito literalmente, de ir pelos ares se as guerras continuarem a multiplicar-se como tem estado a acontecer, mas os monstros continuam cegos de ódio e "não estão nem aí" . Alguns deles são assassinos fanáticos, outros assassinos/suicidas. E, um pouco por todo o mundo, mais monstros vão surgindo, todos eles sedentos de mais guerra, mais mortes, mais sangue...

    Muitos monstros, os mais poderosos, há muito que construíram gigantescos bunkers, capazes de garantir alguns anos de confortável sobrevivência a uma catástrofe nuclear, mas uma catástrofe nuclear intercontinental pode tornar a Terra inabitável por vários milhares de anos...
    Enfim, Lis, não quero de forma alguma deixar-te deprimida, mas ainda tenho esperança de que se cada vez mais humanos se manifestarem contra a violência e o ódio dos tiranos e tiranetes deste mundo e contra as guerras e massacres que o estão a assolar, talvez consigamos reverter a iminente tragédia que agora paira sobre todos nós.

    E como, apesar do Monstro, a vida tem de continuar, desejo-te um bom e harmonioso Domingo.

    Beijinhos

    ResponderEliminar
  8. Até os piores tempos eventualmente passam.
    Infelizmente, a evolução é feita com um passo atrás e dois para a frente. Estamos a viver o passo para trás. Esperemos que a inversão venha depressa e se dê um salto gigante para a frente. A esperança é a última a morrer.
    Um abraço 🍂

    ResponderEliminar
  9. Este passo atrás, Ana Xis, mais parece um enorme pulo à retaguarda, mais especificamente um veloz retrocesso até à Idade Média... Mas a esperança só morrerá connosco, isso é verdade.
    Estou a preparar-me para uma ida ao centro de saúde e, à tarde, para uma ida com a Mistral ao hospital veterinário, vai ser um dia exaustivo

    Outro abraço

    ResponderEliminar
  10. Sim, parece um enorme salto para trás que assusta por não sabermos o quão longo é e quanto tempo dura até se inverter a marcha e voltar a andar para a frente. Mas vai acontecer, a história está repleta de momentos destes aos quais se seguiu grandes progressos científicos, sociais e morais. A nossa tristeza está na desilusão de não estar a viver essa parte (a do avanço), e sim a do retrocesso, a qual julgávamos que tínhamos evitado. Mas ainda vamos ver tempos bonitos de evolução! Não podemos abandonar a esperança.
    Espero que já esteja a descansar, depois do dia exigente de hoje.
    Um abraço🍂

    ResponderEliminar
  11. Não, Ana Xis, não perdi a esperança, pelo menos no que vos toca a vós, os que suponho serem menos velhos do que eu.

    A História está cheia de momentos assim, mas a realidade nunca lidou com as armas de destruição maciça que agora enfrenta, por isso deveremos dizer que a História, a nossa Humana História, corre o risco de terminar em breve, tal como nós a conhecemos.

    Einstein, que era infinitamente mais inteligente do que eu, previu, não a terceira, mas a quarta guerra mundial, que, segundo ele, seria "à pedrada", por isso me atrevo a dizer que alguns humanos poderão ter a sorte de escapar a uma catástrofe atómica...

    Mas posso estar erradíssima e, comigo, algumas largas dezenas de humanos que de estúpidos nada têm. Espero, do fundo do coração, que estejamos mesmo muito, muito errados.

    Ainda não estou a descansar, mas tem razão, o dia de hoje foi exaustivo e, para mal dos meus pecadilhos, o raio do INR nunca mais pára de dançar para cima e para baixo do valor apontado pela cardiologia... espero que, ao menos, a análise da Mistral à frutosamina, esteja dentro dos valores normais.

    Um abraço, Ana Xis

    ResponderEliminar
  12. O seu medo, Maria João, é compreensível e partilhado por mim, mas eu vou-me agarrando a outras coisas.
    Nos anos sessenta e setenta do século passado, o mundo viveu sistematicamente à beira duma guerra nuclear, algumas vezes mais perto do que outras (como na crise dos mísseis de Cuba), mas tivemos a sorte de ter líderes com sapiência suficiente para parar antes de lá chegar. Sabiam perfeitamente que ninguém ganha um conflito atómico.
    Eu tenho esperança que esse bom senso ainda exista, apesar de me assustar com o género de pessoas que hoje em dia tem acesso ao malfadado botão. Mas por muito que o seu narcisismo os complla a pressionar o dito botão, o instinto de sobrevivência deve impedir o gesto final. Se não for o instinto de sobrevivência deles, que seja o dos que os rodeiam. Alguém no meio disto tudo há-de ter dois dedinhos de testa!
    A nós cabe-nos o dever de tentar evitar que pessoas perigosas cheguem ao poder e que a liderança das nossas nações seja ocupada pelos melhores de nós (não alguém como eu, mas alguém melhor do que eu). É a nossa luta dos dias de hoje. E é uma luta hercúlea (mas não impossível, ou nem valeria a pena lutar).
    A terceira guerra mundial ainda não está aí e se nunca começar, não haverá a quarta travada com paus e pedras como preconizado por Einstein. :-)
    Mais uma vez, a esperança a dar um ar da sua graça no meio dum mundo assustador.

    Um abraço 🍂

    ResponderEliminar
  13. Boa noite, Ana Xis

    Não é por mim que temo. Se fosse por mim, teria mais de mil e uma razões para ter um medinho muito pessoal do meu estado de saúde que não é nada brilhante e me coloca em cima uns bons aninhos além da minha idade cronológica.. Este específico medo transcende-me muitíssimo, embora eu não duvide de que se visse um míssil a voar na minha direcção sentiria, no derradeiro instante, um imenso terror.

    Quanto aos poderosos doidos varridos de que já lhe falei, não confio neles, nem sequer no que respeita ao instinto de sobrevivência. Muitos deles, como lhe disse, mandaram construir enormes e luxuosos bunkers onde poderão sobreviver durante anos. Tudo dependerá da dimensão da hipotética catástrofe nuclear: uma que se aproxime dos estragos causados pela queda do asteroide em Yucatán que conduziu à extinção dos dinossáurios - isto parece ser mais ou menos consensual no meio científico -, pode tornar a Terra inabitável por milhares de anos.

    Além do mais, mesmo que esses homicidas conseguissem sobreviver com as suas famílias, amigos e técnicos de mão de obra, nós, humanos, teríamos deixado o planeta e o futuro da nossa espécie nas piores mãos possíveis: as mãos dos homens e mulheres desumanos.

    Quanto à guerra fria, esse período de tensão que vivemos nas décadas de sessenta e setenta do século passado, ou eu estou muito enganada ou já lhe falei bastante dela na nossa última conversa. O facto de termos sobrevivido a essa tensão entre as grandes potências, não nos garante que continuemos a ter sorte nem nos concede bilhetes para assistirmos de camarote à sangria que agora decorre nos palcos de guerra.

    Ainda um pormenor: nos anos setenta, se queríamos contactar alguém que estivesse longe de nós, o melhor que tínhamos era uma telefone fixo em casa ou numa cabine de rua, os "papa-escudos", que era o que muitos lhes chamavam. Agora, os telemóveis evoluíram espantosamente e já podemos dar pequeninas ou menos pequeninas ordens à IA o que é algo absolutamente espantoso, embora também perigoso... E, no meio de toda esta vaga de quase instantânea evolução tecnológica, a Ana ainda acredita que as armas, a porcaria das armas que rendem milhões a muitos e bem recheados bolsos, não tenham também evoluído?

    Bem sei que nos cabe evitar que pessoas perigosas cheguem ao poder. Será que o estamos a conseguir? É que na minha opinião já há gente extraordinariamente perigosa e falsa muito perigosamente próxima do poder...

    Quanto à esperança e ao sonho, essas são preciosíssimas ferramentas que continuam a funcionar quando tudo o mais começa a colapsar.


    Outro abraço para si, Ana Xis




    ResponderEliminar
  14.  Tem razão em tudo que disse (inclusive no facto de a esperança ser aquilo a que nos agarramos quando tudo o resto parece estar a colapsar). O mundo de hoje chegou a um ponto em que olhamos à nossa volta e parece que todos os filmes apocalípticos nos estão a bater à porta. Ler notícias ou ver um telejornal é angustiante. Parece que desapareceu tudo o que é de bom do mundo. E nós ainda temos sorte no nosso cantinho, face àquilo que se vê lá fora. Há sofrimento que eu já não sei como as pessoas conseguem aguentar nem que tipo de pessoa o consegue infligir. É, sem dúvida, monstruoso.
     A juntar a tudo isto há as monstruosidades escondidas daqueles que tudo sabem sobre nós e usam esse conhecimento para nos manipular e controlar. Aqueles que desenvolveram tecnologia à custa de roubar o conhecimento e o trabalho desenvolvido pela humanidade há gerações e que se preparam para criar um novo mundo de oligarcas que controlam tudo e todos. O nosso trabalho, engenho e criatividade roubado e usado contra nós. Vivemos tempos assustadores.
     A esperança tem aqui a utilidade de nos dar força para lutar e não nos deixar desistir. Olharmos para épocas passadas onde também a escuridão imperava e que parecia que se iria manter para sempre, mas que desapareceu. E usar o exemplo desses tempos para manter a chama acesa. Não é ignorar que os tempos são diferentes e que as armas evoluíram (às vezes parece que a única coisa que evoluiu na história da humanidade foi o armamento): é mantermo-nos capazes de agir, de lutar na nossa realidade, inspirando-nos em tempos passados.
     Lutar é algo de que não podemos abdicar. Lutar por todos os meios, incluindo com o poderoso poder da palavra (aquele que tanta gente julga inútil, mas que é o primeiro que os «monstros» procuram tirar). Como aqui fez, denunciando aqueles que julgam que não estão a ser vistos e alertando aqueles que estão a cair no engodo.
     É disto que eu estou a falar.
     Um abraço sentido e um desejo de melhoras🍂

    ResponderEliminar
  15. P.S.: E as melhoras da Mistral 🐈 também, claro! 🙂 🍂

    ResponderEliminar
  16. Sem sombra de dúvida, Ana Xis: "lutar é algo de que não podemos abdicar" e também está coberta de razão quando afirma que "a palavra tem poder" e que não é por acaso que silenciá-la sempre foi e continua a ser uma das prioridades dos monstros, seja amordaçando quem se atreve a usá-la contra eles, seja tentando deturpar-lhe o sentido.
    Há ainda os monstros que acreditam que tudo pode tem um preço e tentam aliciar os que denunciam ou protestam, mas sempre foram pouquíssimos os que se venderam aos monstros.

    Um abraço apertado para si também

    ResponderEliminar
  17. Obrigada, Ana Xis! :)

    Aproveito para deixar a boa nova deste mês: o valor de Frutosamina da Mistral está dentro do limite do normal

    O máximo normal para os pequenos felinos e de 370 e ela tem 365!

    ResponderEliminar
  18. Óptimo! Boas notícias é o que é preciso. 💖 😺 🐈 💖

    ResponderEliminar
  19. Óptimas, sim, Ana Xis Claro que esta saga vai ter de repetir-se todos os meses e a insulina continua a ter de ser injectada de 12 em 12 horas, mas sou que a ainjecto e ela nem dá por elas. O único dia em que ela chora/mia muito é o dia da análise de sangue mas, depois, tem 29 dias por mês de descanso e boa vida. 😺

    Abraço

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

NAS TUAS MÃOS

MULHER

A CONCEPÇÃO DOS ANJOS - Em nove sílabas métricas