SONETO SEM TÍTULO VII - Reedição
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Imagem gerada pelo Chat-GPT
após leitura/processamento do poema
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SONETO SEM TÍTULO VII
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Num verso me quis dar, nos outros me fui dando
Como se em verso amando eu mais pudesse amar
Ou como se cantar fosse ir-me, a mim, doando
Nunca sabendo quando insistir... ou parar
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Depois de a mim me achar, quiçá, frutificando
E em tudo me adequando a quanto ousei cantar
Talvez reflicta o mar, talvez vá naufragando
E vá o mar cantando os versos que eu calar...
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Se pareço falar de mim, tão só de mim,
Não vos direi que sim, nem vos direi que não,
Porque esta embarcação transmuta-se em jardim
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E eu, mero varandim para a tripulação
Que dela fez seu chão e nela viu seu fim,
Entendo ser assim que não se embarca em vão.
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Mª João Brito de Sousa
16.11.2022 - 11.00h
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Soneto em verso alexandrino com rima entrançada
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Poema reformulado no primeiro verso da primeira quadra
e no primeiro e último versos do último terceto
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Também penso que nos versos o poeta se dá. É quase uma missão.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Aos que não são poetas, a designação de missão pode parecer excessiva, mas nós sabemos bem quão próxima de ser missão a nossa poesia vai estando.
ResponderEliminarOutro abraço, L.
Tão lindo ,Maria João ,
ResponderEliminarum tanto melancólico e introspectivo.. Bonito demais!
Posso levar?não costumo pedir autorização aos poetas porque
eles escrevem para seus leitores.. rs e voce poetinha de casa rs
vai considerar que sou das fãs mais entusiastas .
Um abraço, florzinha
Ânimo, boa e bela sexta feira
ResponderEliminarque o Verão começa amanhã. Bom fim de Semana MJ, beijinhos
Bom dia, Lis
ResponderEliminarClaro que podes levar. Eu sei que tu, quando publicas poemas de outros poetas, tens sempre o cuidado de manter o nome do seu autor... e, tal como dizes: os poetas escrevem para os seus leitores e tu és uma leitora muito presente e entusiasta.
Um abraço para ti também
Bom dia,
ResponderEliminarÉ verdade, amanhã vai ser o dia mais longo do ano
Como cada vez suporto menos bem o calor, já não pulo de alegria com a chegada do Verão. mas continuo a dar-lhe as boas vindas porque é a estação do ano em que tenho menos infecções respiratórias e aquela em que gasto menos gás e energia eléctrica. Pois é, em matéria de redução de despesas e de possível redução de internamentos hospitalares, poeta pobre é poeta pragmático e ainda que suando em bica, alegra-se com a chegada do Verão
Bom fim-se-semana e beijinhos
Belo soneto, falando de ti
ResponderEliminare dessa barca de flores formosas
Se falasses de mim, dirias
que não navego em mar de rosas
beijo embalado
em mar alvoraçado
Olá, neto meu!
ResponderEliminarRepara no que está escrito no primeiro verso do primeiro terceto: "Se vos pareço falar de mim, tão só de mim..."
Mas agora deixaste-me preocupada... Embora eu saiba que andamos todos a navegar num mar de espinhos, tu só costumas queixar-te quando tens problemas de saúde...
Bem se não nos virmos antes, na segunda-feira conversamos sobre isso.
Tudo de bom para ti, apesar da crueza do espinheiro em que andamos metidos.
Beijinhos