SONETO SEM TÍTULO VII - Reedição

AlEXANDRINO DE NOVEMBRO.png


Imagem gerada pelo Chat-GPT


após leitura/processamento do poema


*


SONETO SEM TÍTULO VII
*


 


Num verso me quis dar, nos outros me fui dando


Como se em verso amando eu mais pudesse amar


Ou como se cantar fosse ir-me, a mim, doando


Nunca sabendo quando insistir... ou parar
*


 


Depois de a mim me achar, quiçá, frutificando


E em tudo me adequando a quanto ousei cantar


Talvez reflicta o mar, talvez vá naufragando


E vá o mar cantando os versos que eu calar...
*


 


Se pareço falar de mim, tão só de mim,


Não vos direi que sim, nem vos direi que não,


Porque esta embarcação transmuta-se em jardim
*



E eu, mero varandim para a tripulação


Que dela fez seu chão e nela viu seu fim,


Entendo ser assim que não se embarca em vão.
*


 


Mª João Brito de Sousa


16.11.2022 - 11.00h
*


Soneto em verso alexandrino com rima entrançada


*
Poema reformulado no primeiro verso da primeira quadra


e no primeiro e último versos do último terceto
***


 


 

Comentários

  1. Brancas nuvens negras20 de junho de 2025 às 00:34

    Também penso que nos versos o poeta se dá. É quase uma missão.
    Um abraço.
    L

    ResponderEliminar
  2. Aos que não são poetas, a designação de missão pode parecer excessiva, mas nós sabemos bem quão próxima de ser missão a nossa poesia vai estando.

    Outro abraço, L.

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  3. Tão lindo ,Maria João ,
    um tanto melancólico e introspectivo.. Bonito demais!
    Posso levar?não costumo pedir autorização aos poetas porque
    eles escrevem para seus leitores.. rs e voce poetinha de casa rs
    vai considerar que sou das fãs mais entusiastas .
    Um abraço, florzinha

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  4. Ânimo, boa e bela sexta feira
    que o Verão começa amanhã. Bom fim de Semana MJ, beijinhos

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  5. Bom dia, Lis

    Claro que podes levar. Eu sei que tu, quando publicas poemas de outros poetas, tens sempre o cuidado de manter o nome do seu autor... e, tal como dizes: os poetas escrevem para os seus leitores e tu és uma leitora muito presente e entusiasta.
    Um abraço para ti também

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  6. Bom dia,

    É verdade, amanhã vai ser o dia mais longo do ano
    Como cada vez suporto menos bem o calor, já não pulo de alegria com a chegada do Verão. mas continuo a dar-lhe as boas vindas porque é a estação do ano em que tenho menos infecções respiratórias e aquela em que gasto menos gás e energia eléctrica. Pois é, em matéria de redução de despesas e de possível redução de internamentos hospitalares, poeta pobre é poeta pragmático e ainda que suando em bica, alegra-se com a chegada do Verão

    Bom fim-se-semana e beijinhos

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  7. Belo soneto, falando de ti
    e dessa barca de flores formosas
    Se falasses de mim, dirias
    que não navego em mar de rosas

    beijo embalado
    em mar alvoraçado

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  8. Olá, neto meu!

    Repara no que está escrito no primeiro verso do primeiro terceto: "Se vos pareço falar de mim, tão só de mim..."
    Mas agora deixaste-me preocupada... Embora eu saiba que andamos todos a navegar num mar de espinhos, tu só costumas queixar-te quando tens problemas de saúde...

    Bem se não nos virmos antes, na segunda-feira conversamos sobre isso.

    Tudo de bom para ti, apesar da crueza do espinheiro em que andamos metidos.

    Beijinhos

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