STACCATO - Reedição II
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STACCATO
*
Silva a serpente, salta o saltarico,
Saracoteia, samba, soma e segue!
Sento-me. Sábia sou se o sacrifico?
Serena, saboreio sonho e sede
*
Sétimo selo. Sétimo salpico.
Somo silêncios sob a seca sebe,
Sinto-me suja se solidifico,
Sobrevivo ao suplício, se sucede...
*
Sintaxe sabe a sexo sem suor
Somado à sordidez de se supor
Solfejo, sopro, sigla, sol, sulfato...
*
Súbito, um som suspira sofredor...
Sublime, o socorrista sapador
Supera a situação. Stop e Staccato!
*
Maria João Brito de Sousa
22.07.2018 – 19.22h
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Soneto ligeiramente modificado
Boa tarde Maria João
ResponderEliminarUm verdadeiro jogo de fôlego e engenho, este soneto em S, que serpenteia entre imagens e sons com ousadia quase hipnótica.
A estrutura rígida do soneto contrasta com o movimento staccato das palavras escolhidas, como se cada verso fosse um passo calculado numa dança vertiginosa. Um desafio linguístico curioso, embora ,confesso a simbologia da imagem que acompanha o poema me tenha causado algum desconforto.
Ainda assim, fica o registo de uma ousadia literária que sabe sair dos trilhos convencionais.
Boa semana com muita saúde e paz.
Deixo um beijo
:)
Boa tarde, Piedade
ResponderEliminarNem imagina quão contente fico por ler estas suas palavras eu explico :
Em 2018 escrevi algumas dezenas de sonetos deste tipo, rebeldes, mas trabalhados à exaustão ao nível da sonoridade, e embora continuasse a receber comentários, não senti aquela vibração genuína de quem diz que gosta sem ser por favor, ou por simpatia....
Não se deixe impressionar pela serpente que aqui foi redimida e passou a ser uma mangueira com cabeça de cobra...
Eu sei que sim, que fui muito ousada. O meu amigo Manuel Rui que infelizmente já não está entre nós, adorava estas minhas ousadias, compreendia-as e ambos dizíamos a rir que elas estavam a empurrar o velho soneto em direcção ao futuro...
Uma excelente semana cheia de saúde e sempre com a esperança de uma PAZ que tarda há demasiado tempo.
Um beijo
Excelente! Como sempre.
ResponderEliminarBoa noite, Maria João!
Um abraço.
Muito obrigada, Cheia.
ResponderEliminarDesejo-lhe, também, uma noite serena
Outro abraço
Bom e belo dia, agradável. Bom dia inspirado também MJ, beijinhos
ResponderEliminarEngenhosa e talentosa técnica poética - musical, em esse!
ResponderEliminarSaúde e Paz.
Boa tarde,
ResponderEliminarQue tenhas, também, uma tarde feliz e inspirada!
Beijinhos
Obrigada, Francisco
ResponderEliminargosto muito de escrever este tipo de sonetos que mantendo a pureza da forma, transgridem a narrativa certinha e se centralizam na sonoridade.
Saúde e PAZ, meu amigo
Não publico mas... venho ver (tenho visto tudo). Aqui, não posso deixar de dizer que a Maria João brinca com as palavras, sem limites. A poesia não tem impossíveis para si.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Muito obrigada, L.
ResponderEliminarTenho, se não me engano, uma dúzia ou mais deste tipo de sonetos, quase todos datados de 2018. Por essa altura, o meu amigo Manuel Rui que adorava estes sonetos surrealistas, ainda estava entre nós e dizia-me muitas vezes: "É com estes poemas que a Maria João vai levar o soneto até ao futuro..." espero que ele, que tinha um mestrado em literatura românica, estivesse certo, por muito incerto que o futuro se tenha tornado...
Um forte abraço